quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Irlanda em recessão
O Eurostat divulgou a segunda estimativa para o PIB no 2.º trimestre 2008 que apontam para uma queda de 0,2% na zona euro (idêntico à primeira estimativa) e uma estagnação do PIB na UE 27 (a estimativa anterior era -0,1%). Os dados divulgados confirmam o 2º trimestre consecutivo de queda do PIB na Estónia e Letónia e também na Irlanda. Além destes países verificaram-se quedas do PIB na Alemanha (-0,5%), França e Itália (-0,3%). As estimativas para a Espanha e Reino Unido mantiveram-se nos 0,1% e 0%, respectivamente.
A um passo do abismo ?
O Nikkei caiu 9,4%.
A Islândia está à beira da bancarrota.
As bolsa de Moscovo foi suspensa até dia 10 de Outubro, enquanto que a bolsa de Jacarta foi suspensa "indefenidamente"
Depois da Espanha ter criado um fundo de 30 mil milhões de euros, o Reino Unido anunciou que vai injectar 50 mil milhões de libras no sistema bancário.
Pode parecer muito mas o FMI (http://www.imf.org/external/pubs/ft/survey/so/2008/NEW100708A.htm) estima que "losses on U.S.-based loans and securities may rise to some $1.4 trillion—a significant increase from the estimate of $945 billion in the April 2008 GFSR", conclui que "Financial institutions need to raise more capital - an estimated $ 675 billion (...) Without the ability to obtain new capital from private markets, recapitalization using the public sector balance sheet should now be considered as solvency concerns have led to a seizing up of interbank funding markets" e alerta que a crise está a espalhar-se para os mercados emergentes.
Basta olhar para as bolsas para sentir que o pânico está definitivamente a instalar-se e começa a ser evidente a necessidade de tomar medidas imediatas que evitem o colapso do sistema financeiro. E as medidas mais óbvias são: i) a descida substancial e imediata das taxas de juro de referência na zona Euro, EUA e Reino Unido e ii) nacionalização (através de injecções de capital) de grande parte do sistema bancário.
A Islândia está à beira da bancarrota.
As bolsa de Moscovo foi suspensa até dia 10 de Outubro, enquanto que a bolsa de Jacarta foi suspensa "indefenidamente"
Depois da Espanha ter criado um fundo de 30 mil milhões de euros, o Reino Unido anunciou que vai injectar 50 mil milhões de libras no sistema bancário.
Pode parecer muito mas o FMI (http://www.imf.org/external/pubs/ft/survey/so/2008/NEW100708A.htm) estima que "losses on U.S.-based loans and securities may rise to some $1.4 trillion—a significant increase from the estimate of $945 billion in the April 2008 GFSR", conclui que "Financial institutions need to raise more capital - an estimated $ 675 billion (...) Without the ability to obtain new capital from private markets, recapitalization using the public sector balance sheet should now be considered as solvency concerns have led to a seizing up of interbank funding markets" e alerta que a crise está a espalhar-se para os mercados emergentes.
Basta olhar para as bolsas para sentir que o pânico está definitivamente a instalar-se e começa a ser evidente a necessidade de tomar medidas imediatas que evitem o colapso do sistema financeiro. E as medidas mais óbvias são: i) a descida substancial e imediata das taxas de juro de referência na zona Euro, EUA e Reino Unido e ii) nacionalização (através de injecções de capital) de grande parte do sistema bancário.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Papel Comercial
A criação de um fundo para apoiar o papel comercial e as referências ao papel comercial despertaram a minha curiosidade para a dimensão do que estava a acontecer e descobri que nas últimas três semanas (até 1 de Outubro) o volume de papel comercial caiu 215,2 mil milhões de dólares (http://www.federalreserve.gov/releases/cp/outstandings.htm).
Discurso do presidente da Reserva Federal
O presidente da Reserva Federal faz uma excelente análise da situação económica nos EUA (http://www.federalreserve.gov/newsevents/speech/bernanke20081007a.htm):
"Economic activity had shown signs of decelerating even before the recent upsurge in financial-market tensions. As has been the case for some time, the housing market continues to be a primary source of weakness in the real economy as well as in the financial markets. However, the slowdown in economic activity has spread outside the housing sector. Private payrolls have continued to contract, and the declines in employment, together with earlier increases in food and energy prices, have eroded the purchasing power of households. This sluggishness of real incomes, together with tighter credit and declining household wealth, is now showing through more clearly to consumer spending. Indeed, since May, real consumer outlays have contracted significantly. Meanwhile, in the business sector, worsening sales prospects and a heightened sense of uncertainty have begun to weigh more heavily on investment spending as well.
The intensification of financial turmoil and the further impairment of the functioning of credit markets seem likely to increase the restraint on economic activity in the period ahead. Even households with good credit histories are now facing difficulties obtaining mortgage loans or home equity lines of credit. Banks are also reducing credit card limits, and denial rates on automobile loan applications reportedly are rising. Businesses, too, are confronting diminished access to credit. For example, disruptions in the commercial paper market and tightening of bank lending standards have made it more difficult for businesses to obtain the working capital they need to meet everyday operating expenses such as payrolls and inventories.
All told, economic activity is likely to be subdued during the remainder of this year and into next year. The heightened financial turmoil that we have experienced of late may well lengthen the period of weak economic performance and further increase the risks to growth."
Perante este cenário não é de estranhar que as bolsas nos EUA tenham caído mais de 5% com o S&P500 a fechar abaixo dos 1000 pontos. Esta queda acentuou-se na última hora de negociação e depois do fecho tivemos um início da "earnings season" com a Alcoa (um dos componentes do Dow http://www.cnbc.com/id/27071615) a ficar muio abaixo das expectativas (37 centimos por acção contra os 53 esperados), pelo que é de esperar que a Europa abra amanhã em forte baixa.
Finalmente uma nota para as conclusões do Conselho ECOFIN (http://www.ue2008.fr/PFUE/lang/en/accueil/PFUE-10_2008/PFUE-07.10.2008/pid/14239)
que define um conjunto de princípios mais ou menos vagos e genéricos que serão aplicados a nível nacional, sendo de salientar que parece haver uma especial preocupação com os eventuais efeitos adversos das decisões de outros Estados-Membros. Quanto ao resto é do melhor europês com destaque para a conclusão de que "fiscal prudence is necessary to support confidence notably in view of the ageing of the population and to ensure a good mix between fiscal and monetary policy. The 2005 reformed Stability and growth Pact is the adequate framework and should be fully applied. It contains flexibility to allow for fiscal policy to play its normal stabilisation function. In particular, relatively large European automatic stabilisers can help cushion the slowdown, while respecting the 3% of GDP deficit threshold. In countries facing
more severe slowdown and where room for manoeuvre exists, temporary and targeted
measures may be taken, notably towards those most affected by the current economic
situation. They would also have to take into account the specific challenges of the
country concerned, i.a. the need to recover competitiveness." (que é exercício de equilíbrio notável entre a defesa da ortodoxia orçamental e a abertura para políticas orçamentais mais activas).
Entretanto deixo um link para o artigo que Krugman com um modelo sobre os mecanismos de transmissão da actual crise (http://www.princeton.edu/~pkrugman/finmult.pdf). A ler.
"Economic activity had shown signs of decelerating even before the recent upsurge in financial-market tensions. As has been the case for some time, the housing market continues to be a primary source of weakness in the real economy as well as in the financial markets. However, the slowdown in economic activity has spread outside the housing sector. Private payrolls have continued to contract, and the declines in employment, together with earlier increases in food and energy prices, have eroded the purchasing power of households. This sluggishness of real incomes, together with tighter credit and declining household wealth, is now showing through more clearly to consumer spending. Indeed, since May, real consumer outlays have contracted significantly. Meanwhile, in the business sector, worsening sales prospects and a heightened sense of uncertainty have begun to weigh more heavily on investment spending as well.
The intensification of financial turmoil and the further impairment of the functioning of credit markets seem likely to increase the restraint on economic activity in the period ahead. Even households with good credit histories are now facing difficulties obtaining mortgage loans or home equity lines of credit. Banks are also reducing credit card limits, and denial rates on automobile loan applications reportedly are rising. Businesses, too, are confronting diminished access to credit. For example, disruptions in the commercial paper market and tightening of bank lending standards have made it more difficult for businesses to obtain the working capital they need to meet everyday operating expenses such as payrolls and inventories.
All told, economic activity is likely to be subdued during the remainder of this year and into next year. The heightened financial turmoil that we have experienced of late may well lengthen the period of weak economic performance and further increase the risks to growth."
Perante este cenário não é de estranhar que as bolsas nos EUA tenham caído mais de 5% com o S&P500 a fechar abaixo dos 1000 pontos. Esta queda acentuou-se na última hora de negociação e depois do fecho tivemos um início da "earnings season" com a Alcoa (um dos componentes do Dow http://www.cnbc.com/id/27071615) a ficar muio abaixo das expectativas (37 centimos por acção contra os 53 esperados), pelo que é de esperar que a Europa abra amanhã em forte baixa.
Finalmente uma nota para as conclusões do Conselho ECOFIN (http://www.ue2008.fr/PFUE/lang/en/accueil/PFUE-10_2008/PFUE-07.10.2008/pid/14239)
que define um conjunto de princípios mais ou menos vagos e genéricos que serão aplicados a nível nacional, sendo de salientar que parece haver uma especial preocupação com os eventuais efeitos adversos das decisões de outros Estados-Membros. Quanto ao resto é do melhor europês com destaque para a conclusão de que "fiscal prudence is necessary to support confidence notably in view of the ageing of the population and to ensure a good mix between fiscal and monetary policy. The 2005 reformed Stability and growth Pact is the adequate framework and should be fully applied. It contains flexibility to allow for fiscal policy to play its normal stabilisation function. In particular, relatively large European automatic stabilisers can help cushion the slowdown, while respecting the 3% of GDP deficit threshold. In countries facing
more severe slowdown and where room for manoeuvre exists, temporary and targeted
measures may be taken, notably towards those most affected by the current economic
situation. They would also have to take into account the specific challenges of the
country concerned, i.a. the need to recover competitiveness." (que é exercício de equilíbrio notável entre a defesa da ortodoxia orçamental e a abertura para políticas orçamentais mais activas).
Entretanto deixo um link para o artigo que Krugman com um modelo sobre os mecanismos de transmissão da actual crise (http://www.princeton.edu/~pkrugman/finmult.pdf). A ler.
E o carrossel continua
Ontem foi um dia de fortes quedas nas bolsas de todo o mundo que acabou por ser um pouco atenuado pela subida dos índices dos EUA na última hora. Pessoalmente considero interessante de a descida ter abrangido todos os sectores quase por igual não se concentrando particularmente no sector financeiro, indicador de que o mercado está (finalmente) a começar a descontar os efeitos da actual crise financeira sobre a economia em geral.
Entretanto a crise financeira continua a fazer vítimas com os bancos britânicos no centro das notícias hoje, surgindo notícias de um "investimento" do Governo Reino Unido de 79 mil milhões de dólares (http://www.cnbc.com/id/27062494).
E os bancos centrais recorrem a todas as armas do arsenal para assistir os mercados e equacionam medidas extraordinárias. A Reserva Federal anunciou ontem (http://www.federalreserve.gov/newsevents/press/monetary/20081006a.htm) que vai passar i) a pagar juros sobre as reservas dos bancos - o que reduz o custo de oportunidade de manter essas reservas mas trata-se sobretudo de medida técnica em virtude da "escassez" de títulos do tesouro para intervir no mercado para que a federal funds rate não desça substancialmente da taxa de referência; ii) aumentar substancialmente a liquidez concedida através dos leilões TAF e iii) autorização para que um banco adquira activos de fundos monetários numa clara tentativa de suportar estes fundos. E no que constituiria um passo (tanto quanto sei) sem precendentes estará a ser equacionado pela Reserva Federal e pelo Tesouro a possibilidade de criar um fundo para adquirir papel comercial (http://www.cnbc.com/id/27060257).
Entretanto o banco central da Austrália anunciou um corte de 1 ponto percentual nas taxas de juro e os mercados imploram por cortes de taxas nos EUA, no Reino Unido e na Europa. E é quase certo que os vão ter, a questão é saber se esses cortes vão surgir nas próximas reuniões ou ainda antes e, sobretudo, se nas actuais condições do mercado monetário e de crédito essas descidas terão impacto sobre a actividade económica (é bom recordar que desde Setembro 2007 a Reserva Federal já reduziu a sua taxa de referência de 5,25% para os 2%).
Entretanto a crise financeira continua a fazer vítimas com os bancos britânicos no centro das notícias hoje, surgindo notícias de um "investimento" do Governo Reino Unido de 79 mil milhões de dólares (http://www.cnbc.com/id/27062494).
E os bancos centrais recorrem a todas as armas do arsenal para assistir os mercados e equacionam medidas extraordinárias. A Reserva Federal anunciou ontem (http://www.federalreserve.gov/newsevents/press/monetary/20081006a.htm) que vai passar i) a pagar juros sobre as reservas dos bancos - o que reduz o custo de oportunidade de manter essas reservas mas trata-se sobretudo de medida técnica em virtude da "escassez" de títulos do tesouro para intervir no mercado para que a federal funds rate não desça substancialmente da taxa de referência; ii) aumentar substancialmente a liquidez concedida através dos leilões TAF e iii) autorização para que um banco adquira activos de fundos monetários numa clara tentativa de suportar estes fundos. E no que constituiria um passo (tanto quanto sei) sem precendentes estará a ser equacionado pela Reserva Federal e pelo Tesouro a possibilidade de criar um fundo para adquirir papel comercial (http://www.cnbc.com/id/27060257).
Entretanto o banco central da Austrália anunciou um corte de 1 ponto percentual nas taxas de juro e os mercados imploram por cortes de taxas nos EUA, no Reino Unido e na Europa. E é quase certo que os vão ter, a questão é saber se esses cortes vão surgir nas próximas reuniões ou ainda antes e, sobretudo, se nas actuais condições do mercado monetário e de crédito essas descidas terão impacto sobre a actividade económica (é bom recordar que desde Setembro 2007 a Reserva Federal já reduziu a sua taxa de referência de 5,25% para os 2%).
domingo, 5 de outubro de 2008
Links interessantes
com muitos gráficos sobre a crise no mercado imobiliário americano: http://www.milkeninstitute.org/10022008slides.pdf. Recomendo.
PS: Entretanto, através do seu blog Krugman teve a gentileza de disponibilizar os seus slides sobre uma apresentação que fará amanhã sobre os riscos de contágio http://www.princeton.edu/~pkrugman/contagion.pdf.
E já agora deixo também aqui um link sobre a discussão da regra "mark-to-market" (http://www.rgemonitor.com/globalmacro-monitor/253859/should_mark_to_market_meet_its_maker), que me faz recordar a famosa frase de Churchill de que (cito de memória) "a Democracia é o pior dos regimes à excepção de todos os outros".
PS2: Aqui vai a citação integral: "Many forms of Government have been tried, and will be tried in this world of sin and woe. No one pretends that democracy is perfect or all-wise. Indeed, it has been said that democracy is the worst form of government except all those other forms that have been tried from time to time."
PS: Entretanto, através do seu blog Krugman teve a gentileza de disponibilizar os seus slides sobre uma apresentação que fará amanhã sobre os riscos de contágio http://www.princeton.edu/~pkrugman/contagion.pdf.
E já agora deixo também aqui um link sobre a discussão da regra "mark-to-market" (http://www.rgemonitor.com/globalmacro-monitor/253859/should_mark_to_market_meet_its_maker), que me faz recordar a famosa frase de Churchill de que (cito de memória) "a Democracia é o pior dos regimes à excepção de todos os outros".
PS2: Aqui vai a citação integral: "Many forms of Government have been tried, and will be tried in this world of sin and woe. No one pretends that democracy is perfect or all-wise. Indeed, it has been said that democracy is the worst form of government except all those other forms that have been tried from time to time."
Mais uma "nacionalização" à vista...
O Hypo Bank anunciou que o plano de salvamento, em que o BCE e Bundesbank iriam "contribuir" com 20 mil milhões de euros e um grupo de bancos com 15 mil milhões, falhou porque os bancos participantes decidiram retirar o seu apoio. A dimensão das necessidades de liquidez (?) que poderão ascender a 100 mil milhões de euros (!!!) até ao final de 2009 é impressionante (http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&sid=aTzH1395FM8s).
Entretanto, a declaração de Gordon Brown de "a mensagem principal que deve sair desta reunião (cimeira do G4 europeia) é a de que nenhum banco viável e sólido, deve falir com base numa falta de liquidez" não se me afigura nada tranquilizadora pois é cada vez mais óbvio que estamos perante um problema de solvência do sistema financeiro internacional de que a liquidez é sobretudo um sintoma (http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1344928).
Igualmente reveladora é a afirmação de Gordon Brown de que “Cada um de nós deverá definir nesta reunião o que se pode fazer para garantir a segurança das empresas dos nossos países" e de Merkel de que "os Estados europeus devem assumir as suas responsabilidades", que aponta para um intervenção Estado a Estado e não europeia. Ou seja tudo indicia que a Europa vai prosseguir com o "modelo Fortis" ou seja trabalhar em conjunto para encontrar uma solução mas cada país vai ter que assumir os custos relativos à intervenção nas suas instituições nacionais. Politicamente, compreende-se que assim seja pois seria certamente dificl convencer os cidadãos-eleitores de outros Estados-Membros a partilhar os custos de uma intervenção nos bancos de outros Estados, mas pode levar a dificuldades e ser fonte de tensões de que a decisão irlandesa de garantir todos os depósitos dos seus bancos, o que obviamente é um incentivo à deslocalização de depósitos (designadamente de grandes instituições como fundos de pensões) de outros bancos para os bancos irlandeses, poderá ter sido um primeiro exemplo.
Entretanto, a declaração de Gordon Brown de "a mensagem principal que deve sair desta reunião (cimeira do G4 europeia) é a de que nenhum banco viável e sólido, deve falir com base numa falta de liquidez" não se me afigura nada tranquilizadora pois é cada vez mais óbvio que estamos perante um problema de solvência do sistema financeiro internacional de que a liquidez é sobretudo um sintoma (http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1344928).
Igualmente reveladora é a afirmação de Gordon Brown de que “Cada um de nós deverá definir nesta reunião o que se pode fazer para garantir a segurança das empresas dos nossos países" e de Merkel de que "os Estados europeus devem assumir as suas responsabilidades", que aponta para um intervenção Estado a Estado e não europeia. Ou seja tudo indicia que a Europa vai prosseguir com o "modelo Fortis" ou seja trabalhar em conjunto para encontrar uma solução mas cada país vai ter que assumir os custos relativos à intervenção nas suas instituições nacionais. Politicamente, compreende-se que assim seja pois seria certamente dificl convencer os cidadãos-eleitores de outros Estados-Membros a partilhar os custos de uma intervenção nos bancos de outros Estados, mas pode levar a dificuldades e ser fonte de tensões de que a decisão irlandesa de garantir todos os depósitos dos seus bancos, o que obviamente é um incentivo à deslocalização de depósitos (designadamente de grandes instituições como fundos de pensões) de outros bancos para os bancos irlandeses, poderá ter sido um primeiro exemplo.
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