sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Conjuntura económica degrada-se na União Europeia

O indicador de sentimento económico na União Europeia registou em Novembro uma queda de 6,7 pontos, situando-se agora nos 70,5 pontos o que corresponde ao valor mais baixo da série iniciada em Janeiro de 1985. A quebra na zona euro foi menos significativa (-5,1), no entanto o valor registado (74,9) é o mais baixo desde Agosto de 1993 e situa-se proximo do mínimo da série (73,0 verificado em Julho de 1993).
Por países, as maiores quedas registaram-se nos países da Europa de Leste e Central, com quedas particularmente pronunciadas na Eslovénia (-29,8), Hungria (-21,7), Roménia (-12,3), Eslováquia (-11,7) e Áustria (-11,5). Pelo contrário, Itália (-1,2), França (-1,3) e Portugal (-1,7) foram os Estados com quebras menos pronunciadas. Entre os grandes países destaque ainda para as descidas no Reino Unido (-8,8), na Alemanha (-6,3) e em Espanha (-2,8), sendo que a Espanha e o Reino Unido registaram os valores mais baixos das respectivas séries.
Enquanto que por sectores é de realçar a queda nos serviços (-7,7) e na indústria (-6).
A degradação dos indicadores de confiança conjugada com as estimativas da inflação também ontem divulgadas e que apontam para uma descida da taxa de inflação de 3,2% em Outubro para 2,1% em Novembro, tornam quase certa uma nova redução significativa (pelo menos 0,5 pp) das taxas de juro de referência do BCE.

PS: Os últimos dados publicados pela Comissão Europeia relativamente à Irlanda datam de Abril (!!!), altura em que o indice de confiança na construção tinha colapsado de -46 para -69.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Os efeitos da crise sobre as relações extra-maritais

O Wall Street Journal divulgou mais uma manifestação do impacto da crise que pode ter sérias repercussões no comércio de bens de luxo.

Um Plano de Recuperação para a Europa

A Comissão Europeia apresentou um plano de a proposta de acordo para um estímulo orçamental de 200 mil milhões de euros (cerca de 1,5% do PIB) dos quais 85% provirão dos orçamentos nacionais (170 mil milhões de euros) e apenas 15% (cerca de 30 mil milhões de euros) dos orçamentos da UE e do Banco Europeu de Investimento. Mais, esta contribuição "comunitária" consiste basicamente em acelerar ou adiantar programas que já estavam previstos. Por outro lado, não resulta claro dos documentos agora apresentados como será distribuído o esforço pedido aos orçamentos nacionais nem sequer a forma que esse estímulo revestirá, elencando-se apenas um conjunto de princípios e uma lista de possíveis medidas (denotando-se, no entanto, uma aparente preferência da Comissão por medidas de aumento temporário da despesa pública). Ou seja, na prática, a parte essencial do esforço vai ficar ao critério de cada Estado-Membro, existindo uma elevada probabilidade de que o valor real venha a ser substancialmente inferior ao anunciado e um sério risco que esses esforços venham a ser pouco coordenado. Note-se, ainda, que no documento se refere que o esforço deve ser efectuado no quadro do Pacto de Estabilidade revisto em 2005, o que significa que (alguns) Estados-Membros poderão exceder o limite de referência dos 3% para o défice público mas que devem assegurar a estabilidade orçamental no médio prazo.
Por outro lado o documento abre o caminho para apoios à indústria automóvel através da concessão de ajudas de Estado sob a forma de empréstimos bonificados (ou de garantias de empréstimos) para investimentos relacionados com a "protecção ambiental".

Indicadores nos EUA

As encomendas de bens duradouros em Outubro cairam 6,2% (!!) face a Setembro (e mais de 8% face à média do 3º trimestre) enqunato que as encomendas de bens de capital (excluindo defesa e aviões) se reduziram 4% (6,9% face à média do 3.º trimestre).
As vendas de casas (novas) cairam 5% face ao mês anterior atingindo o valor mais baixo desde Janeiro de 1991. Um pequeno sinal positivo foi a queda da relação entre o número de casas para venda e as vendidas que no entanto ainda se encontra num nível muito elevado (10,6 meses de procura face a uma média histórica rondando os 6 meses).
O indicador de confiança dos consumidores voltou a cair em Novembro de 57,6 para 55,3 (a média histórica situa-se em torno dos 90 pontos).
Finalmente o BEA divulgou que o consumo nominal terá caído em Outubro 1% face a Setembro, sendo que a queda do consumo real se terá situado em cerca de 0,5% (0,8% face à média do 3º trimestre).
Os indicadores ontem divulgados apontam para uma deterioração muito significativa da situação económica dos EUA sendo provável que a queda do PIB no 4.º trimestre venha a ser a mais acentuada desde o período 1980-81.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Reserva Federal anunciou novas iniciativas

Numa clara tentativa de apoiar a concessão de crédito à economia, a Reserva Federal anunciou ontem um nova linha de crédito denominada TALF (Term Asset- Backed Loan Facility) ao abrigo da qual se dispõe a emprestar até 200 mil milhões de USD aos detentores de títulos com rating AAA baseados em novos (ou recentes) empréstimos ao consumo ou Às empresas novos ou recentes e, paralelamente, anunciou também a aquisição de 600 mil milhões de USD de activos hipotecários detidos pela Fannie Mae e Freddie Mac.

Preço dos imóveis nos EUA

De acordo com o indice Case-Shiller o preço dos imóveis nas 20 maiores metrópoles dos EUA desceu 1,8% em Setembro elevando a descida homóloga para 17,4%. Apesar da queda de 27,4% face ao valor máximo registado em Julho de 2006, os preços reais estão ainda 25% acima dos que se verificavam em 2000.

Entretanto, os dados revistos divulgados ontem para o PIB indicam que no 3º trimestre o PIB dos EUA se contraiu 0,5% (taxa anualizada) com o consumo a cair 3,7% e o investimento 5,6%.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

EUA "salvam" Citigroup

O governo dos EUA foi forçado a intervir para salvar o Citigroup "protegendo" 306 mil milhões de USD de "activos téxicos" em troca de 7 mil milhões de USD em acções preferenciais e injectando 20 mil milhões de USD através de acções preferenciais. Estas acções terão um dividendo de 8% (o que representa mais de 2 mil milhões de USD por ano) e o Citigroup fica impedido de distribuir dividendos (às acções ordinárias) superiores a 1 centimo por acção durante 3 anos sem autorização do governo dos EUA.