terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Europa de Leste

Entretanto multiplicam-se os sinais de preocupação com a situação dos países da Europa de Leste, que parecem estar a enfrentar uma situação similar às crises típicas da América Latina nos anos 70 e 80, ameaçando afectar (ainda mais) a estabilidade do sistema bancário europeu.

Resultados do G7

O comunicado saído da cimeira do G7 é pródigo em auto justificações (a mensagem parece ser "estamos a fazer o possível") e curto em acções adicionais. O único ponto verdadeiramente relevante parece ser o "convite" à valorização do renminbi ("we welcome China's fiscal measures and continued commitment to move to a more flexible exchange rate, which should lead to continued appreciation of the Renminbi in effective terms and help to promote more balanced growth in China and in the world economy").
O aspecto positivo é o de que parece finalmente estar a criar-se uma consciencializção de que as questões que afectam a economia mundial são profundas e de que infelizmente não há curas rápidas.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Dados do PIB e da produção industrial na Europa

Dados similares divulgados pelo Eurostat relativamente à evolução do PIB na zona euro e na UE 27 apontam para uma redução do PIB no 4.º trimestre de 1,5% face ao trimestre anterior e de 1,2% face oa trimestre homólogo.
Entretanto, no dia anterior tinham sido conhecidos os dados relativos à produção industrial que indicam uma queda homóloga de 12,0% na zona euro e de 11,5% na UE27.

Estimativa rápida do PIB no 4.º trimestre

A estimativa rápida do INE para o PIB português no 4.º trimestre surpreendeu pela negativa, apontando para uma queda do PIB de 2,0% face ao trimestre precedente e de 2,0% face ao trimestre homólogo. Em termos de média anual o crescimento em 208 ter-se-á situado nos 0%.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Financial Stability Plan

O secretário do Tesouro dos EUA anunciou hoje o novo plano para a estabilização do sistema financeiro com os seguintes elementos principais:
i) Todos os bancos com activos consolidados superiores a 100 mil milhões de USD serão submetidos a um “stress test” para avaliar se possuem um nível de capital adequado. As instituições que necessitarem de reforçar os seus capitais poderão recorrer ao “Financial Stability Trust” com fundos do Tesouro;
ii) Criação do “Public-Private Investment Fund” com um capital inicial de 500 mil milhões de USD podendo vir a atingir 1 milhão de milhões de USD para adquirir activos aos bancos;
iii) “Consumer & Business Lending Initiative”: iniciativa conjunta com a Reserva Federal destinada a mobilizar 1 milhão de milhões de USD para adquirir créditos (ao conumo e às pequenas empresas) securitizados (com rating AAA);
iv) “Housing Support and Foreclosure Prevention”: redução da taxa de juro dos empréstimos hipotecários através da aquisição de até 600 mil milhões de USD de empréstimos e obrigações hipotecárias e empréstimos, disponibilização de 50 mil milhões de USD para evitar foreclosures.

Os montantes envolvidos são impressionantes e parecem estar em linha com a actualização das necessidades feita pelo FMI em finais de Janeiro. Falta, no entanto, definir muitos detalhes, principalmente o modo como o Fundo de Investimento Público-Privado irá (poderá) funcionar.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O aumento dos spreads na Europa

Paul de Grauwe defende no Vox que o BCE deverá comprar dívida pública da Irlanda, Grécia, Portugal e Espanha. Especialmente interessante é o gráfico 3 em que mostra a evolução dos custos unitários do trabalho relativos que revela a perda de competitividade destas economias deste 1998. Conjugada com a depreciação das moedas de Leste e da libra britânica (particularmente penalizadora para a Irlanda, mas também muito importante para Portugal e Espanha) esta situação pode comprometer seriamente a desejada recuperação económica.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O caso Irlandês

De acordo com as projecções macroeconómicas divulgadas pela Comissão Europeia o PIB da Irlanda deverá cair 5,0% em 2009 (depois de uma queda de 2,0% em 2008), com o desemprego a aumentar para 9,7% em 2009 e 10,3% em 2010 e o défice público a atingir 11,0% do PIB em 2009 e 13,0% em 2010. Quanto à dívida pública de acordo com o Economist deverá subir de 27,3% do PIB em 2005 para 68,2% em 2010. Neste cenário, o governo irlandês prepara-se para aumentar os impostos e reduzir a despesa pública, prevendo, entre outras medidas, uma redução (média) dos salários públicos de 7,5% através do aumento dos descontos para as pensões.