terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Receitas fiscais em queda acentuada

Os dados divulgados pela Direcção-Geral do Orçamento relativos a Janeiro apontam para uma queda acentuada das receitas fiscais superior a 10%, registando-se uma redução das receitas do IVA face ao mês homólogo de 8,0% o que corresponde a -77 milhões de euros. Recorde-se que no OE rectificativo se previa uma queda de 0,7% da receita fiscal e de 0,4% para o IVA.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Bail-out dos governos na zona euro

Um sinal da dimensão da crise que não deve passar despercebido são as crescentes referências a uma eventual crise de pagamentos num país da zona euro. Há argumentos contra (baseados em problemas de risco moral) e a favor (baseados nos rsicos de contágio) o apoio financeiro ao(s) Estado(s) que possam vir a enfrentar essa situação mas que parecem no entanto esquecer um elemento fulcral que consiste em saber se existiriam condições políticas para uma acção desse tipo.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Sobre a nacionalização dos bancos

É com alguma estupefacção que vejo uma parte significativa da esquerda congratular-se com a cada vez mais provavelmente inevitabilidade de nacionalização de parte substancial do sector bancário. Talvez se deva recordar que, em primeiro lugar, estamos a falar da nacionalização de instituições em situação financeira dificil e que visa a recuperação dos rácios de solvabilidade e que será quase certamente temporária (como referiu Mankiw há poucos dias, mais do que uma nacionalização estamos a falar de um processo de recuperação de empresas através da intervenção do Estado). Finalmente, temo muito sinceramente que as razões porque defendem essa nacionalização seja a esperança numa "socialização" do crédito, o que basicamente corresponde a defender uma "politização" das decisões de crédito com base em critérios definidos pelo Estado, o que pensava já ter sido demonstrado ser uma receita quase certa para o desperdício de capital com os reflexos muito negativos no crescimento económico potencial. E o que mais estranho é ver essas posições defendidas por quem defende a importância das questões institucionais. Será possível que não vejam os riscos (e desvantagens) da captura das decisões de crédito pelo poder político ?

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Arnold Kling

Recomendo as "Lectures on Macroeconomics" de Arnold Kling. Não concordo com tudo, nomeadamente acho que "sobreestima" bastante as elasticidades da procura-preço (e já agora também da oferta-preço) do factor trabalho, mas constituem uma leitura bastante estimulante.

Evolução do crédito em Portugal

Os dados divulgados no Boletim Estatístico do Banco de Portugal apontam para uma desaceleração bastante acentuada da evolução dos saldos de crédito aos particulares sobretudo do crédito à habitação cuja taxa de crescimento anualizada (corrigida de titularizações) no último trimestre terá sido inferior a 2% quando no último trimestre de 2007 era de cerca de 8%.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Dados da indútria e construção nos EUA

Hoje foi um dia rico em estatíticas nos EUA, do qual ressaltam os relativos à construção de casas que apontam para uma queda de 16,8% face ao mês anterior homóloga de 56,2% (!!!) e à produção industrial que indicam uma queda de 1,8% face ao mês anterior uma redução homologa de 10%, com a utilização da capacidade produtiva a situar-se nos 72% (68% para a indústria transformadora), valores historicamente muito baixos.
Entretanto, o Presidente Obama anunciou a promessa de 275 mil milhões de USD para reduzir as prestações. Note-se no entanto que parece que parte deste montante diz respeito a utilização de verbas da TARP.

Desemprego em Portugal

Os números do desemprego no 4.º trimestre apontam para uma subida da taxa de desemprego de "apenas" 0,1 pp face ao trimestre anterior. Esta evolução ficou todavia a dever-se à evolução da população activa (-0,3%) tendo a poupulação empregada reduzido-se em 0,4% face ao trimestre anterior. A descida da população activa deveu-se excluisivamente ao sexo feminino (-0,6%), tendo o número de mulheres desempregadas caido 2,3% enquanto que o número de homens desempregados aumentou 5%.