quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Case-Shiller
Os valores ontem divulgados do indice case-shiller indicam que nos EUA os preços das casas em Dezembro terão caído 2,5% face ao mês anterior e 18,5% face a Dezembro de 2007. Desde o pico os preços terão descido cerca de 37% em termos nominais e mais de 43% em termos reais (deflaccionado pelo indice de preços no consumidor), situando-se ainda assim, em termos reais, cerca de 20% acima dos níveis de 2000.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Banco Privado Português
Por muito que alguns clientes não tivessem tido a preocupação de se informarem dos riscos envolvidos nas aplicações que subscreveram (aliás no site do BPP ainda se encontra a referência a "estratégias de Retorno Absoluto que substancialmente incluem instrumentos de rendimento fixo e portanto oferecem um grau elevado de segurança") mas de que deveriam ter no mínimo suspeitado em virtude das condições generosas oferecidas não cabe ao Estado (ou seja ao conjunto dos contribuintes) assumir as perdas incorridas em resultado dessas decisões de investimento. É pois de aplaudir o esclarecimento do Ministro das Finanças de que "O Governo entende que não cabe ao Estado substituir-se ao BPP ou aos seus accionistas na assumpção de responsabilidades decorrentes dessas relações contratuais, nem é adequada a utilização de fundos públicos para solucionar um problema associado à gestão de fortunas pessoais".
Receitas fiscais em queda acentuada
Os dados divulgados pela Direcção-Geral do Orçamento relativos a Janeiro apontam para uma queda acentuada das receitas fiscais superior a 10%, registando-se uma redução das receitas do IVA face ao mês homólogo de 8,0% o que corresponde a -77 milhões de euros. Recorde-se que no OE rectificativo se previa uma queda de 0,7% da receita fiscal e de 0,4% para o IVA.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Bail-out dos governos na zona euro
Um sinal da dimensão da crise que não deve passar despercebido são as crescentes referências a uma eventual crise de pagamentos num país da zona euro. Há argumentos contra (baseados em problemas de risco moral) e a favor (baseados nos rsicos de contágio) o apoio financeiro ao(s) Estado(s) que possam vir a enfrentar essa situação mas que parecem no entanto esquecer um elemento fulcral que consiste em saber se existiriam condições políticas para uma acção desse tipo.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Sobre a nacionalização dos bancos
É com alguma estupefacção que vejo uma parte significativa da esquerda congratular-se com a cada vez mais provavelmente inevitabilidade de nacionalização de parte substancial do sector bancário. Talvez se deva recordar que, em primeiro lugar, estamos a falar da nacionalização de instituições em situação financeira dificil e que visa a recuperação dos rácios de solvabilidade e que será quase certamente temporária (como referiu Mankiw há poucos dias, mais do que uma nacionalização estamos a falar de um processo de recuperação de empresas através da intervenção do Estado). Finalmente, temo muito sinceramente que as razões porque defendem essa nacionalização seja a esperança numa "socialização" do crédito, o que basicamente corresponde a defender uma "politização" das decisões de crédito com base em critérios definidos pelo Estado, o que pensava já ter sido demonstrado ser uma receita quase certa para o desperdício de capital com os reflexos muito negativos no crescimento económico potencial. E o que mais estranho é ver essas posições defendidas por quem defende a importância das questões institucionais. Será possível que não vejam os riscos (e desvantagens) da captura das decisões de crédito pelo poder político ?
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Arnold Kling
Recomendo as "Lectures on Macroeconomics" de Arnold Kling. Não concordo com tudo, nomeadamente acho que "sobreestima" bastante as elasticidades da procura-preço (e já agora também da oferta-preço) do factor trabalho, mas constituem uma leitura bastante estimulante.
Evolução do crédito em Portugal
Os dados divulgados no Boletim Estatístico do Banco de Portugal apontam para uma desaceleração bastante acentuada da evolução dos saldos de crédito aos particulares sobretudo do crédito à habitação cuja taxa de crescimento anualizada (corrigida de titularizações) no último trimestre terá sido inferior a 2% quando no último trimestre de 2007 era de cerca de 8%.
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