Esta semana verificaram-se alguns sinais animadores relativamente à evolução da economia dos EUA. Na segunda-feira confirmou-se que o ritmo de queda na produção industrial embora ainda muito elevado (-1,4% face ao mês anterior) abrandou ligeiramente. E ontem os números para a inflação revelaram uma subida dos preços de 0,4% face ao mês anterior o que representa uma subida de 0,2 pp face ao valor registado no mês anterior. Mas a grande surpresa surgiu na terça feira em que foi anunciada uma subida das casas iniciadas a construir superior a 20% face a Janeiro, mesmo sendo um dado aparentemente algo enganador na medida em que o aumento resultou sobretudo da construção de condomínios (com 5 ou mais fogos) é de salientar que o valor das unidades com apenas 1 fogo também aumentou ligeiramente (+1%) o que parece apontar para, pelo menos, uma estabilização neste sector.
Mas a grande notícia da semana foi mesmo o anúncio pela Reserva Federal de aceleração das medidas quantitativas através de um aumento da aquisição de obrigações hipotecárias (+750 mil milhões de USD para um novo total de 1,25 milhões de milhões de USD) e, sobretudo, de que irá adquirir nos próximos 6 meses 300 mil milhões de USD de obrigações do Tesouro de longo prazo, o que foi aplaudido pelos mercados obrigacionistas (o yield das OT a 10 anos baixou para cerca de 2,5%) e de acções (o S&P continuou a subir elevando para 17,4% a sua recuperação face ao valor de fecho registado em 9 de Março), mas conduziu a uma queda acentuada do USD nomeadamente face ao euro (de cerca de 1,30 para cerca de 1,35).
quinta-feira, 19 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
Krugman sobre Espanha
O post de ontem de Krugman sobre Espanha é bastante elucidativo sobre os problemas de ajustamento deste país... E infelizmente a situação de Portugal é muito similar à de Espanha.
Comunicado dos Ministros das Finanças do G-20
Como se esperava o comunicado dos Ministros das Finanças do G-20 não apresenta grandes novidades. Temos os (inevitáveis) compromissos de evitar o proteccionismo e de assegurar a solidez das instituições sistemicamente importantes e de medidas (a médio prazo) de reforço da supervisão. O ponto mais relevante parece ser o reconhecimento da urgência de reforçar as linhas para auxílio aos países ditos emergentes.
sábado, 14 de março de 2009
Vendas a retalho nos EUA
Os valores das vendas a retalho nos EUA no mês de Fevereiro indicam uma queda face ao mês homólogó de 8,3%, que resulta sobretudo da evolução das vendas de gasolina (-31,9%) e de automóveis (-23,5%). Excluindo estas componentes a queda face ao mês homólogo situa-se nos
-0,3%. Os dados agora divulgados parecem confirmar a recuperação deste indicador face aos valores (francamente maus) registados em Dezembro indicando uma estabilização do consumo privado depois da forte quebra verificada no último trimestre de 2008.
Também os dados das vendas e stocks nos EUA parecem animadores apontando para uma estabilização do rácio entre stocks e vendas que tinha vindo a aumentar desde Julho 2008. Esta estabilização ficou a dever-se ao escoamento de stocks no retalho continuando contudo a verificar-se um aumento deste indicador na distribuição por grosso e na indústria (embora a um ritmo inferior ao que vinha sendo registado). Note-se, no entanto, que estes rácios ainda se situam a um nível elevado.
Os dados do comércio externo nos EUA revelam uma queda, face ao mês homólogo, de 16,4% das exportações e de 22,8% nas importações com o défice comercial a descer para 36 mil milhões USD.
-0,3%. Os dados agora divulgados parecem confirmar a recuperação deste indicador face aos valores (francamente maus) registados em Dezembro indicando uma estabilização do consumo privado depois da forte quebra verificada no último trimestre de 2008.
Também os dados das vendas e stocks nos EUA parecem animadores apontando para uma estabilização do rácio entre stocks e vendas que tinha vindo a aumentar desde Julho 2008. Esta estabilização ficou a dever-se ao escoamento de stocks no retalho continuando contudo a verificar-se um aumento deste indicador na distribuição por grosso e na indústria (embora a um ritmo inferior ao que vinha sendo registado). Note-se, no entanto, que estes rácios ainda se situam a um nível elevado.
Os dados do comércio externo nos EUA revelam uma queda, face ao mês homólogo, de 16,4% das exportações e de 22,8% nas importações com o défice comercial a descer para 36 mil milhões USD.
quinta-feira, 12 de março de 2009
PIB e inflacção em Portugal
Os números divulgados ontem pelo INE apontam para uma queda do PIB no 4.º trimestre de 1,8%, salientando-se a forte queda do investimento e das exportações (-8,7% e -8,9% face ao trimestre homólogo e -7,1% e -9,0% face ao trimestre anterior). O consumo privado embora subindo em termos homólogos (+1,1%) caiu face ao trimestre anterior (-0,6%). Destaque-se ainda a redução do VAB na indústria (-5,9% face ao trimestre homólogo) que revela a intensidade das dificuldades sentidas neste sector.
O INE divulgou igualmente ontem que em Fevereiro a taxa de inflação homóloga manteve-se nos 0,2% .
O INE divulgou igualmente ontem que em Fevereiro a taxa de inflação homóloga manteve-se nos 0,2% .
sexta-feira, 6 de março de 2009
Situação do emprego nos EUA
De acordo com os dados hoje divulgados a taxa de desemprego nos EUA subiu 0,5 pp situando-se agora nos 8,1%, ascendendo o número de desempregados a 12,4 milhões (a que se somam 5,6 milhões de "desencorajados"). Nos últimos 4 meses o número de empregados (nonfarm payrolls) caiu mais de 597 mil por mês, cifrando-se a redução de postos de trabalho desde Dezembro de 2007 em mais de 4,3 milhões.
Entretanto, ontem os dados ontem divulgados relativos à industria transformadora em Janeiro revelam uma queda das entregas superior a 15% face ao período homólogo. Mais grave a queda das encomendas (19,2%) foi ainda superior e os stocks estão em níveis idênticos aos existentes há um ano. Apesar da estabilização no ritmo de queda das novas encomendas e queda dos stocks, tudo parece apontar para que a "depressão" na indústria vá continuar nos próximos meses.
Entretanto, ontem os dados ontem divulgados relativos à industria transformadora em Janeiro revelam uma queda das entregas superior a 15% face ao período homólogo. Mais grave a queda das encomendas (19,2%) foi ainda superior e os stocks estão em níveis idênticos aos existentes há um ano. Apesar da estabilização no ritmo de queda das novas encomendas e queda dos stocks, tudo parece apontar para que a "depressão" na indústria vá continuar nos próximos meses.
quinta-feira, 5 de março de 2009
BCE desceu as taxas de juro 50 pontos base
O BCE decidiu hoje descer a taxa das operações principais de refinanciamento em 50 pontos base. Após esta descida, a quinta desde Outubro, esta taxa situa-se nos 1,5%. Das declarações do Presidente Trichet parece-me ser de salientar os valores da projecção do BCE para o crescimento na zona euro (-3,2% a -2,2% em 2009 e -0,7% a 0,7% em 2010) e da inflação (0,1% a 0,7% em 2009 e 0,6% a 1,4% em 2010). Note-se que os valores projectados para a inflação para 2010 implicam um desvio significativo face ao objectivo do BCE para a inflação (abaixo mas próximo de 2%) o que dado o nível de taxas de juro após esta decisão (note-se que a taxa da facilidade permanente de depósito está nos 0,5%) significa que a margem de manobra da política monetária convencional se está a esgotar (embora não esteja excluida uma descida para 1,0%). Neste contexto, assume particular importância as referências de Trichet de que o BCE está a estudar a eventualidade de recorrer a medidas não ortodoxas de expansão da base moentária (quantitative easing).
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