sexta-feira, 27 de março de 2009

Défice orçamental em 2008 foi 2,6%

De acordo com os valores hoje divulgados pelo INE o défice das administrações públicas em 2008 terá ascendido a 4.340 milhões de euros que corresponde a 2,6% do PIB (valor idêntico ao registado em 2007), enquanto a dívida pública bruta aumentou de 63,5% para 66,4% do PIB.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Sinais de estabilização nos EUA

Confirmando a tendência para dados um pouco menos desanimadores as vendas de casas novas aumentaram ligeiramente em Fevereiro (+4,7%) enquanto que o stock de casas à venda caíu ligeiramente e as encomendas de bens duradouros aumentaram 3,4%. Note-se no entanto que se trata de uma recuperação muito ténue depois de quebras muito acentuadas (o nível de vendas de casas situa-se mais de 40% abaixo do registado há um ano e a queda homóloga das encomendas de bens duradouros supera os 23%) e em qualquer dos casos o nível situa-se francamente abaixo da média do último trimestre de 2008 (-12% e -8% respectivamente) e é de notar a revisão em forte baixa dos valores das entregas e encomendas de bens duradouros em Janeiro.

terça-feira, 24 de março de 2009

Os detalhes oficiais

foram hoje divulgados no site do Tesouro.... e as bolsas comemoraram o facto com uma subida de 7,08% do SP500.

segunda-feira, 23 de março de 2009

O plano Geithner

O New York Times divulgou as linhas do plano de aquisição de activos tóxicos no valor de 1 milhão de milhões de USD. Segundo este jornal, de acordo com o plano que será anunciado esta semana: o FDIC vai criar veículos especiais de investimento a quem concederá empréstimos correspondentes a 85% do montante que será necessário para adquirir os activos. Os restantes 15% provirão do Tesouro e de investidores sendo que a parte do Tesouro poderá ascender a 80% desta parcela, caso em que o investimento privado ascenderá a somente 3% do total. Isto significa que estes investidores irão colocar apenas 3% do total (3o mil milhões) e receber 20% dos ganhos (calculados sobre 1 milhão de milhões de USD) acima da taxa de juro dos empréstimos concedidos pelo FDIC.
O debate político promete ser intenso com o Krugman a assumir uma posição contra o plano, enquanto que Brad de Long apoia a iniciativa.

domingo, 22 de março de 2009

Lições económicas da crise

Da actual crise económico financeira julgo poderem-se desde já destacar quatro grandes conclusões:
1 - Depois de anos em que se priveligiaram as questões microeconómicas (ou se preferirem a economia da oferta), esta crise veio demonstrar a importância da regulação da procura agreagada e a relevância dos equilíbrios fundamentais nomeadamente ao nível da balança de pagamentos.
2 - A necessidade de reavaliação da política monetária. É um aspecto que não tem sido suficientemente focado mas esta crise resulta (em parte) de erros de política monetária, que se focou exageradamente na evolução da inflação e do emprego desprezando a evolução exagerada do crédito e a sobrevalorização dos preços dos activos que alimentou.
3 - As insuficiências de uma regulação demasiado passiva que confiava na auto-regulação das empresas pelos investidores e em que as empresas de auditoria e agências de rating assumem um papel central.
4 - A necessidade de reavaliar os esquemas de incentivos dos gestores que era suposto conduzirem a um melhor alinhamento dos seus interesses com os de longo prazo dos accionistas/empresas.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Irlanda

Não perder este artigo do Economist sobre a situação da Irlanda, do qual chamo a atenção para seguinte passagem:
«Some economists would like an agreement that cuts public and private pay in tandem. As a euro member, Ireland cannot devalue to restore competitiveness. So wages must fall. Karl Whelan at University College, Dublin is sceptical that a co-ordinated pay cut is likely or even necessary. “This is a flexible market economy: with a 10% unemployment rate, wages will fall.” Indeed, they already are. A Dublin Chamber of Commerce survey found that nine out of ten firms were reducing or freezing pay; almost a third of respondents were cutting executive salaries by 10% or more.»

Sinais da Alemanha

Surgem cada vez mais sinais da Alemanha de que este país estará disponível para ajudar os outros países da zona euro que enfrentem dificuldades, mas que esta ajuda terá um preço em termos de redução da autonomia da política orçamental e fiscal.