sexta-feira, 3 de abril de 2009

Vendas de automóveis e novas encomendas recuperam

Os dados relativos às vendas de automóveis nos EUA revelam alguma recuperação relativamente aos valores registados nos meses anteriores o mesmo sucedendo com os dados relativos às novas encomendas à indústria hoje divulgados (subida de 3,5% em Fevereiro). Mais dois sinais de estabilização da actividade económica nos EUA.

BCE volta a descer taxas de juro

O BCE desceu as taxas de juro mais 0,25 pp. Com esta descida a taxa da facilidade permanente de depósito situa-se nos 0,25% pelo que descidas posteriores da taxa de refinanciamento que agora se situa em 1,25% deverão implicar uma redução da diferença entre estas duas taxas, o que significa que a margem de manobra para a política monetária dita convencional está praticamente esgotada.

G-20

Na sua declaração o G-20 anuncia 1,1 milhões de milhões de USD para combater a crise reforçando significativamente os meios disponíveis para o FMI auxiliar os países em dificuldade que haviam sido exauridos pelas anteriores intervenções.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

ISM

O ISM que mede a confiança na industria dos EUA, embora em níveis ainda muito negativos, aumentou ligeiramente para 36,3 (o 3.º mês consecutivo de subida), sendo de realçar a recuperação significativa na componente novas encomendas (que apesar disso ainda indica uma contracção). Estes dados confirmam a tendência indicada pelos últimos indicadores de que o ritmo de contração da economia americana está a reduzir-se.

terça-feira, 31 de março de 2009

Previsões da OCDE

As previsões hoje anunciadas pela OCDE apontam para que o PIB no conjunto dos países da OCDE caia 4,3% em 2009 e 0,1% em 2010, resultado de uma redução de 2,0% no consumo privado e de -11,0% na formação bruta de capital fixo. De acordo com estas previsões a quebra será mais pronunciada no Japão (-6,6%), que deverá registar uma queda dos preços no consumidor em 2009 e 2010 superior a 1%, ou seja, um novo período de deflação, sendo sensivelmente idêntica nos EUA (-4,0%) e na zona euro (-4,1%). Enquanto o desemprego deverá subir na média da OCDE para 9,3% no final de 2009, atingindo os 10,1% no final de 2010 (10,5% nos EUA e 11,9% na zona euro).
As boas notícias são de que a economia já terá passado a sua fase mais negra em termos de taxa de crescimento económico (embora não em termos de desemprego), uma vez que segundo a OCDE o depois de quebras extremamente acentuadas no último trimestre de 2008 (taxa anualizada de -7,1%) e no trimestre que agora finda (-7,0%) deverão subir progressivamente ao longo de 2009 prevendo a OCDE que o crescimento seja positivo ao longo de 2010.
Em termos de finanças públicas as previsões apontam para que os défices orçamentais nos EUA atinjam 10,2% em 2009 e 11,9% em 2010, situando-se na zona em euro em valores mais moderados (-5,4% em 2009 e -7,0% em 2010). Talvez mais importante é de realçar que enquanto que nos EUA o défice estrutural em 2010 será de 8,4% na zona euro se situará nos 2,6% (abaixo portanto do limite dos 3%).

Indice Case-Shiller

Os preços das casas nas 20 principais metropoles dos EUA terão caído 19% no último ano elevando a queda acumulada para 29,1% (32,6% em termos reais). Apesar desta queda os preços situavam-se, em termos reais, quase 17% acima dos que se registavam em Janeiro de 2000.

Sentimento económico na Europa

Embora a um ritmo mais baixo, o indicador de sentimento económico voltou a cair quer na UE (-0,6) quer na zona euro (-0,7), resultado sobretudo da evolução negativa na indústria (cujo índice de confiança caiu, em ambos casos 2 pontos) e nos serviços (-2 na EU e -1 na zona euro). Pelo contrário verificou-se alguma recuperação no comércio a retalho (+2 na EU e +1 na zona euro) e uma estabilização na confiança dos consumidores (que se manteve na EU e caiu 1 ponto na zona euro) e na construção (com o respectivo índice a manter-se inalterado em ambos os casos).
Por países verificaram-se subidas em Portugal (+5,3), Dinamarca (+2,1), Rep. Checa (+1,9), Bélgica (+1,8), Países Baixos (+1,3), Espanha (+0,8) e descidas no Chipre (-11,4), Eslováquia (-8,9), Hungria (-6,2), Roménia (-4,8), Itália (-4,5), Lituânia (-4,4), Grécia (-4,1), Luxemburgo (-3,7), Áustria (-3,3), Bulgária (-2,7), Lituânia (-1,9), Estónia (-1,8), Eslovénia (-1,8), Suécia (-1,6), Malta (-1,5), França (-1), Polónia (-1), Alemanha (-0,9), Finlândia (-0,9) e Reino Unido (-0,4).
De salientar as quebras registadas nos países da Europa de Leste (a única excepção foi a República Checa) e ainda a continuação da degradação em todas as grandes economias, com destaque para a acentuada queda registada na Itália. Do ponto de vista positivo, ressalta a ligeira recuperação registada na Espanha.
Estes resultados reforçam as expectativas de que o BCE volte a descer a sua taxa de referência na próxima quinta-feira.