quinta-feira, 16 de abril de 2009
Inflação na zona euro desce para 0,6%
A taxa de inflação homóloga na zona euro desceu para 0,6%. Embora a queda seja em boa medida atribuível à evolução dos preços da energia (-8,1%) a verdade é a que mesmo excluindo essa componente e os bens alimentares a taxa de inflação homologa tem vindo a cair substancialmente situando-se agora em 1,5%, pelo que começa a surgir um gap importante face ao objectivo de "abaixo mas perto dos 2%" definido pelo BCE. Entre os países da zona euro quatro apresentam variações homólogas negativas (Irlanda: -0,7%, Portugal: -0,6%, Luxemburgo: -0,3% e Espanha: -0,1%).
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Produção industrial nos EUA
Os valores hoje divulgados pela Reserva Federal relativos à produção industrial no mês de Março apontam para uma queda de 1,5% face ao mês anterior e de 12,8% em relação ao mês homólogo, com quedas significativas em todos os grandes grupos excepto as "utilities". Note-se, ainda, a queda substancial no nível de utilização da capacidade produtiva para 69,3% que corresponde ao valor mais baixo desde 1948 e não augura nada de positivo para o investimento nos próximos trimestres. Realce-se, ainda, que em termos anualizados a quebra da produção industrial no primeiro trimestre terá ascendido a cerca de 20% excedendo o valor correspondente no 4.º trimestre de 2008 (-12,7%).
Projecções do Banco de Portugal
O Banco de Portugal divulgou hoje (melhor ontem) um novo conjunto de projecções para a economia portuguesa que, infelizmente, como seria não são nada animadoras. Assim o PIB deverá cair 3,5% resultado da redução da FBCF de 14,4% (em 2008 caiu 1,7%) e de 0,9% no consumo privado, enquanto as exportações deverão reduzir-se em 14,2% e as importações em 11,7% o que corresponde ainda assim um contributo positivo das exportações líquidas de 0,3 pp. Note-se, ainda, que de acordo com as projecções agora avançadas os preços no consumidor deverão reduzir-se em -0,2%. Um sinal da dimensão da actual crise é o valor apontado para a redução da procura externa dirigida às empresas portuguesas em 2009 que se situa em -12,9%.
Recorde-se que no Programa de Estabilidade a projecção do PIB para 2009 era de -0,8%, o que significa que o défice orçamental se deverá situar significativamente acima dos 3,3% então projectados.
Recorde-se que no Programa de Estabilidade a projecção do PIB para 2009 era de -0,8%, o que significa que o défice orçamental se deverá situar significativamente acima dos 3,3% então projectados.
terça-feira, 14 de abril de 2009
Riscos de deflação ?
O INE divulgou ontem o indice de preços relativo ao mês de Março que aponta para uma variação homóloga de -0,4%. Por classes destacam-se as reduções nos Transportes (-5,7%), Comunicações (-1,9%), Lazer, recreação e cultura (-1,7%), Saúde (-1,1%), Produtos alimentares e vestuário e calçado (-0,5%). Enquanto que, em termos homólogos, a classe cujos preços mais subiram foi a da educação (+3,5%) seguida das bebidas alcoolicas e tabaco (+3,2%). Note-se que em Fevereiro Portugal situava-se, juntamente com a Irlanda e a Espanha, no grupo de países com inflação mais baixa. Será que depois de anos consecutivos em que os preços subiram mais rapidamente na periferia face ao centro poderemos assistir ao fenómeno inverso com taxas de inflação mais baixas nestes países face à média da União Europeia ?
Vendas a retalho nos EUA
Os valores hoje divulgados relativamente às vendas a retalho em Março indicam uma queda face ao mes anterior. Este resultado contraria a ligeira recuperação constatada em Janeiro e Fevereiro e mais importante, embora o nível seja superior ao de Dezembro, a queda foi relativamente generalizada (embora afectando particularmente as vendas de equipamento electrónico). Em termos homólogos a redução das vendas situa-se nos 9,4% (6,3% excluindo as vendas de gasolina).
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Pior do que 1929 ?
Num artigo do dia 6 Eichengreen e O'Rourke comparam a actual crise com a de 1929, concluindo que a nível global a quebra da produção industrial, dos mercados bolsistas e do comércio internacional estará a ser mais rápida que a então verificada, apontando como ponto positivo o facto das respostas da política monetária e orçamental estarem a ser bastante mais activas.
Desemprego nos EUA
Em Março a taxa de desemprego nos EUA subiu 0,46 pp, atingindo os 8,5% (uma subida de 3,5 pp face ao período homólogo). O número de desempregados ultrapassou a marca dos 13 milhões.
Subscrever:
Mensagens (Atom)