sábado, 25 de abril de 2009

Endividamento externo

De acordo com as estimantivas divulgadas pelo Banco de Portugal, no final de 2008, a posição líquida dos residentes face ao exterior ascendia a -161,5 mil milhões de euros, o que corresponde a cerca de 97,2% do PIB (uma subida de 6 pp do que no mês homólogo).

Bens duradouros e vendas de casas

Os dados relativos às encomendas de bens duradouros nos EUA foram relativamente desanimadores. Não só pela quebra nas encomendas no mês de Março de 0,8% (a taxa de variação homóloga é -27,1%) mas prinicpalmente pela revisão dos dados relativos ao mês anterior pois de acordo com os novos dados a subida no mês anterior terá sido de 2,1% (e não 3,4%). Note-se ainda que de acordo com os dados divulgados a queda das entregas no 1º trimestre terá sido de -30,8% (em termos anualizados), ou seja superior à verificada no trimestre anterior (-28,2%), sendo a evolução particularmente negativa no que se refere aos bens de investimento cujas entregas cairam neste trimestre 34,9% (contra 15,5% no trimestre anterior) com a agravante das encomendas terem caído ainda mais (-41,7% contra 36,5% no trimestre anterior).
Por sua vez, os dados relativos à venda de casas novas revelam uma queda face ao trimestre anterior de 34,8%, surgindo como factor ligeiramente positivo o facto do stock de casas à venda ter caído a um ritmo ligeiramente superior (-37,4%). Note-se no entanto que o stock de casas para venda corresponde a 10,5 meses de vendas o que é em termos históricos um valor muito elevado (a média histórica anda pelos 6 meses).
Em suma, a evolução do investimento no primeiro trimestre terá continuado a ser extremamente negativa, havendo apenas alguns sinais relativamente ténues de uma estabilização quando olhamos para a evolução dos últimos dois meses face a Janeiro (que tinha sido um mês verdadeiramente terrível).

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Previsões do FMI

De acordo com as previsões do FMI o PIB português deverá cair 4,1% em 2009 e 0,5% em 2010, em linha com o comportamento previsto para a zona euro (-4,2% em 2009 e -0,4% em 2010). Mas as más notícias não se ficam por aqui, pois o mesmo organismo prevê que o desemprego atinja os 9,6% em 2009 e 10,9% em 2010 e que o défice público se situe nos 5,9% em 2009 e 6,0% em 2010. E o cenário para os anos subsequentes também não é particularmente animador apontando para um crescimento de apenas 1% em 2011 e 1,5% em 2012-2014.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Relatório de Estabilidade Financeira do FMI

O relatório de Estabilidade Financeira do FMI indica que as perdas no sector bancário poderão ascender a cerca de 2,8 milhões de milhões suportados por bancos (dos quais apenas um terço terão sido já reconhecidas). Ainda de acordo com este relatório as necessidades adicionais de capital dos bancos poderão asecnder a 500 mil milhões nos EUA, 725 mil milhões na zona euro, 250 mil milhões no Reino Unido e 225 mil milhões na Dinamarca, Suíça, Suécia, Noruega e Islândia.

Solvência fiscal ?

Lido no Wall Street Journal:

"Some economies have no choice but to cut wages if they want to stay in the euro zone. Spain, Ireland, Greece and Italy have to do so if they are to regain competitiveness. If they don't, investors may fear that their growth prospects will be permanently handicapped, raising questions about their fiscal solvency."

O autor não menicona Portugal mas, entretanto, a DGO informou que no primeiro trimestre as receitas fiscais do Estado ficaram 12,3% abaixo das registadas no período homólogo, com a queda do IVA a atingir 20,3%, o Imposto sobre Veículos a cair mais de 25% e o imposto sobre os combustíveis mais de 13%. Há alguns factores conjunturais que ajudam a explicar parte da quebra do IVA, nomeadamente a redução da taxa e um aumento dos reembolsos, mas apesar disso é preocupante que o défice do sector Estado tenha aumentado mais de mil milhões de euros. A que, infelizmente, haverá ainda que acrescer a redução de quase 200 milhões de euros no saldo da segurança social.

sábado, 18 de abril de 2009

Construção nos EUA e confiança dos consumidores

Os dados relativos à construção nos EUA indicam uma ligeira deterioração da situação no mês de Março. A boa notícia é que considerando os níveis dos últimos três meses se nota alguma estabilização da actividade embora a níveis muito fracos (para se ter uma ideia correspondem a cerca de um terço da média histórica desde 1959 quando a poupulação cresceu significativamente neste período). O mesmo parece estar a suceder com o nível de confiança dos consumidores que de acordo com os dados preliminares divulgados terá subido mais de 4 pontos.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Produção industrial na Europa regista queda substancial

A produção industrial na zona euro voltou a cair em Fevereiro (-2,3%) elevando-se a queda homologa a 18,4%. Por sectores as quedas são significativas nos sectores de bens de capital (-24,7%) e bens de consumo duradouros (-22,1%).