segunda-feira, 4 de maio de 2009
ISM volta a subir em Abril
O ISM voltou a subir em Abril situando-se nos 40,1 pontos (+3,8 pontos que no mês anterior) que corresponde ao valor mais elevado desde Setembro 2008, sendo de salientar a recuperação das novas encomendas (+ 6 pontos para os 47,2) e dos stocks dos clientes (-4,5 pontos para 49,5). Recorde-se contudo que este resultado continua a apontar para uma quebra significativa da actividade industrial, embora a um ritmo menos elevado do que o verificado nos meses anteriores.
Previsões de Primavera da Comissão
As previsões de Primavera da Comissão Europeia apontam para uma contracção do PIB de 4% na União Europeia, com o consumo privado a cair 1,5% e o investimento 10,5%. Com a economia alemã a contrair-se 5,4%, a Itália 4,4%, o Reino Unido 3,8%, a Espanha 3,2% e a França 3,0%. Enquanto nas restantes economias ressaltam as previsões para a Irlanda (-9%) e para os países bálticos (Letónia: -13,1%, Lituânia: -11,0% e Estónia: -10,3%). Quanto à taxa de desemprego, a Comissão prevê que esta atinja 9,4% em 2009 e 10,9% em 2010.
Para Portugal a Comissão prevê uma redução do PIB de 3,7% e um aumento do desemprego para 9,1% em 2009 e 9,8% em 2010. Enquanto que o défice do sector público se deverá situar nos 6,5% em 2009 e 6,7% em 2010. Para além destes números ressalta algum pessimismo relativamente à situação portuguesa nomeadamente em virtude da evolução do endividamento externo e da competitividade.
Para Portugal a Comissão prevê uma redução do PIB de 3,7% e um aumento do desemprego para 9,1% em 2009 e 9,8% em 2010. Enquanto que o défice do sector público se deverá situar nos 6,5% em 2009 e 6,7% em 2010. Para além destes números ressalta algum pessimismo relativamente à situação portuguesa nomeadamente em virtude da evolução do endividamento externo e da competitividade.
domingo, 3 de maio de 2009
Gripe humana ?
Apesar do número de casos confirmados a nível global continuar a aumentar, particularmente nos EUA e Espanha, as informações conhecidas apontam para uma estabilização no México e para que o grau de virulência não seja tão significativo como se poderia temer.
Entretanto, e a propósito da discussão em torno da denominação desta gripe, esta notícia sugeriu-me uma alternativa: porque não "gripe humana"?
PS: E parece que não foi a primeira vez na história !
Entretanto, e a propósito da discussão em torno da denominação desta gripe, esta notícia sugeriu-me uma alternativa: porque não "gripe humana"?
PS: E parece que não foi a primeira vez na história !
sexta-feira, 1 de maio de 2009
"Credit crunch" global
Numa altura em que têm surgido alguns sinais positivos nos EUA, e mais recentemente também na Europa as últimas estatísticas divulgadas pelo BIS relativas a Dezembro de 2008 revelam que "banks' external claims shrank by 5.4% in the fourth quarter of 2008 ($1.8 trillion at constant exchange rates), to $ 31 trillion. This was the largest reduction ever recorded in a single quarter. Claims denominated in US dollars and yen were down by 6% and 15%, respectively, and claims vis-à-vis non-banks declined by 8%". Ou seja, que os financiamentos bancários internacionais estavam a cair a um ritmo sem precedentes.
Entretanto os resultados do inquéritos ao sector bancário na zona euro divulgados pelo BCE apontam para um aumento da restritividade do crédito no primeiro trimestre (embora menor que a verificada no 4.º trimestre de 2008) quer às empresas quer aos particulares e revelam que, embora um pouco atenuadas, os bancos continuam a ter grandes dificuldades de acesso a fundos e que isso continuará a condicionar significativamente a concessão de crédito (cfr. pags 11 e 12).
Os resultados relativos a Portugal divulgados pelo Banco de Portugal não diferem consideravelmente dessa tendência com os bancos a indicar um aumento da restritividade do crédito (reflectida quer na aplicação de spreads mais elevados quer nas restantes condições dos empréstimos - montante, garantias e prazos) indicando como um dos factores os custos de financiamento e as restrições de balanço. Indicando dificuldades de acesso a fundos e que isso terá um efeito negativo na concessão de crédito.
Entretanto os resultados do inquéritos ao sector bancário na zona euro divulgados pelo BCE apontam para um aumento da restritividade do crédito no primeiro trimestre (embora menor que a verificada no 4.º trimestre de 2008) quer às empresas quer aos particulares e revelam que, embora um pouco atenuadas, os bancos continuam a ter grandes dificuldades de acesso a fundos e que isso continuará a condicionar significativamente a concessão de crédito (cfr. pags 11 e 12).
Os resultados relativos a Portugal divulgados pelo Banco de Portugal não diferem consideravelmente dessa tendência com os bancos a indicar um aumento da restritividade do crédito (reflectida quer na aplicação de spreads mais elevados quer nas restantes condições dos empréstimos - montante, garantias e prazos) indicando como um dos factores os custos de financiamento e as restrições de balanço. Indicando dificuldades de acesso a fundos e que isso terá um efeito negativo na concessão de crédito.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Gripe mexicana
O número de casos nos EUA já subiu para 91 tendo surgido a primeira morte (ao que parece uma criança mexicana que estava a ser tratada no Texas) e o número de casos em todo o mundo continua a subir (em Espanha já serão 10 havendo ainda mais(?) 70 casos a ser investigados) e a OMS elevou o nível de alerta de pandemia de gripe para o nível 5 que de acordo com a escala da própria OMS "Phase 5 is characterized by human-to-human spread of the virus into at least two countries in one WHO region. While most countries will not be affected at this stage, the declaration of Phase 5 is a strong signal that a pandemic is imminent and that the time to finalize the organization, communication, and implementation of the planned mitigation measures is short."
Note-se que esta declaração é sobretudo um sinal para os governos e serviços de saúde estarem em alerta. Com efeito,embora o aumento do número de casos parece estar a acelerar (pelo menos fora do México), o que é preocupante, e exista um elevado nível de incerteza quanto aos níveis de mortalidade, aparentemente o vírus é susceptível a alguns dos medicamentos anti-virais (oseltamivir and zanamivir) disponíveis o que constitui, apesar do risco de mutações, um elemento tranquilizador.
Note-se que esta declaração é sobretudo um sinal para os governos e serviços de saúde estarem em alerta. Com efeito,embora o aumento do número de casos parece estar a acelerar (pelo menos fora do México), o que é preocupante, e exista um elevado nível de incerteza quanto aos níveis de mortalidade, aparentemente o vírus é susceptível a alguns dos medicamentos anti-virais (oseltamivir and zanamivir) disponíveis o que constitui, apesar do risco de mutações, um elemento tranquilizador.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Sentimento económico recupera
Os indicadores de sentimento económico hoje divulgados indicam um aumento de 3.5 pontos na União Europeia e de 2.5 na zona euro. Por sectores esta subida resultou de uma recuperação da confiança na indústria e dos consumidores e, em menor grau, dos serviços. Enquanto a confirnaça dos retalhistas melhorou na União Europeia mas piorou na zona euro e na construção verificou-se um novo declíneo da confiança. Por países cabe realçar o facto de se ter verificado uma recuperação em todos os grandes países: Itália (+6,4 pontos), Reino Unido (+5,1), Países Baixos (+4,2), Espanha (+3,8), Polónia (+3,8), França (+1,0) e Alemanha (+0,8). E o indicador apenas caiu em 6 dos 26 Estados-membros (continuam a não existir dados relativos à Irlanda) com destaque para a Eslovénia (-6,4 pontos), Portugal (-5,1) e Bulgária (-4,3). De notar que a queda em Portugal se deveu à evolução bastante negativa da confiança na indústria e, em menor grau, no comércio a retalho.
PIB nos EUA cai 6,1% no primeiro trimestre
O PIB nos EUA terá caído cerca de 6,1% (taxa anualizada) no primeiro trimestre. Primeiro as más notícias: as exportações e o investimento não residencial terão registado uma queda vertiginosa de 30% e de 37,9%, respectivamente, enquanto o investimento residencial caiu 38%. Há no entanto, alguns sinais positivos, designadamente a subida de 2,2% do consumo e sobretudo o facto de parte da queda ser atribuível a uma redução dos stocks (-1o3 mil milhões), sendo de assinalar que as "vendas" finais caíram "apenas" 3,4% (no trimestre anterior tinham caído 6,2%).
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