segunda-feira, 18 de maio de 2009

Produção industrial nos EUA

A Reserva Federal divulgou na sexta-feira que a produção industrial nos EUA caiu 0,5% em Abril depois de ter caído 1,7% em Março, situando-se a descida em termos homólogos em 12,5%. À semelhança do que já havia acontecido com os números do desemprego publicados na semana anterior pelo BLS que indicaram uma desaceleração do ritmo de crescimento da taxa de desemprego (embora tenha crescido 0,4 pp para 8,9% e se tenham perdido quase 600 mil postos de trabalho) alguns analistas manifestaram-se optimistas no sentido de que estes números indiquem que a economia já tenha "tocado o seu ponto mais baixo". Esperemos que estas perspectivas se confirmem mas importa recordar que para se poder falar em recuperação não basta que o ritmo de queda se atenue: é preciso que a actividade e o emprego aumentem. Mais importante, esse aumento deverá ser sustentado. Ora, se é razoável antecipar que o efeito de ajustamento dos stocks venha a possibilitar uma evolução positiva no 3.º trimestre é ainda muito duvidoso que a evolução da procura final venha a sustentar essa recuperação.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Taxa de desemprego sobe para 8,9%

De acordo com os dados divulgados pelo INE no primeiro trimestre o número de desempregados era 495,8 mil e a taxa de desemprego atingiu 8,9%.

PIB na zona euro caiu 2,5%

De acordo com os dados divulgados pelo Eurostat o PIB da zona euro e da UE 27 caiu 2,5% no primeiro trimestre de 2009 face ao trimestre anterior. Em termos homólogos a quebra é de 4,6% para a zona euro e 4,4% para a UE 27, ressaltando as descidas na Alemanha (-6,9%), na Itália (-5,9%) e nos países bálticos (Estónia -15,6%, Letónia -18,6% e Lituânia -10,9%). Em Portugal as estimativas apontam para uma descida de 1,5% face ao trimestre anterior e de 3,7% face ao primeiro trimestre de 2008.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

BPP e BPN

No caso do BPP e do BPN creio que se atingiu um grau de descredibilização tal que não haverá ninguém de bom senso que confie o seu dinheiro a estes bancos. Além disso, o dano feito é tal que torna mirifica qualquer hipótese de sobrevivência das marcas. Neste contexto o fecho do BPP e a integração do BPN na CGD surgem cada vez mais como inevitáveis e qualquer plano de viabilização pouco mais poderá fazer do que prolongar uma situação de agonia que se torna cada vez mais penosa.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Resultados da avaliação do sector bancário nos EUA

Como esperado foram divulgados os resultados da avaliação dos 19 principais grupos bancários dos EUA. Numa primeira análise os resultados parecem corresponder aos que vinham surgido nos media apontando para que no conjunto seja necessário um reforço dos capitais de cerca de 74,6 mil milhões de USD (BofA: 33,9 mil milhões, Citi: 5,5 mil milhões, FiftTh: 1,1 mil milhões, GMAC: 11,5 mil milhões, KeyCorp: 1,8 mil milhões, Morgan Stanley: 1,8 mil milhões, PNC: 0,6 mil milhões, Regions: 2,5 mil milhões, SunTrust: 2,2 mil milhões e Wells: 13,7 mil milhões).
Note-se que as perdas estimadas ascendem a 599,2 mil milhões.

Banco Central Europeu reduz taxas

O BCE anunciou a redução da taxa das operações principais de refinanciamento em 0,25 pp fixando-a em 1%, mantendo a taxa da facilidade permanente de depósito em 0,25%. Após esta descida a margem do BCE para voltar a descer as taxas de juro é praticamente nula sob risco da diferença para a taxa de facilidade de depósito ficar demasiado reduzida o que tenderia a paralizar o mercado monetário interbancário. Estamos perante uma situação em que se esgotou o espaço para medidas de política monetária convencional o que justifica o anúncio de que o BCE tomou a decisão de princípio de intervir directamente através da aquisição de obrigações em operações cujos detalhes deverão ser decididos na reunião de 4 de Junho.
No seu comunicado de realçar um certo endurecimento da linguagem utilizada relativamente às finanças públicas, a propósito das quais se afirma que: "it is paramount that countries make a strong and credible commitment to a path of consolidation in order to return to sound fiscal positions, respecting fully the provisions of the Stability and Growth Pact".

FMI apoia Roménia e Polónia

Nos útlimos dias o FMI anunciou um financiamento de 12,9 mil milhões de euros à Roménia (que faz parte de um pacote total de 19,9 mil milhões para o qual a União Europeia contribui com 5 mil milhões) e uma linha de crédito de 20,6 mil milhões de USD à Polónia.