sexta-feira, 22 de maio de 2009
Yields da Dívida Pública nos EUA
Os yields das obrigações do Tesouro dos EUA tem estado a subir há algum tempo. Até hoje essa subida podia ser interpretada de forma benigna como um sinal de confiança na recuperação da economia mas a subida de 15 pb nas obrigações a 10 anos hoje registada apesar do aumento das preocupações com a recessão parece ter subjacente alguma preocupação com a solidez das finanas públicas dos EUA facto que parece ser confirmado pela evolução do dólar que se tem vindo a depreciar. Estes receios, que, diga-se, considero serem em grande medida infundados, parecem ter sido acentuados pela grave situação financeira na Califórnia, pela revisão das expectativas de evolução do rating soberano no Reino Unido.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Relatório de estabilidade financeira
De acordo com o "Relatório de Estabilidade Financeira - 2008" do Banco de Portugal "Desde o final de 2007, os níveis de incumprimento do sector privado não financeiro regsitaram acréscimos substanciais, ultrapassando os verificados durante a recessão de 2003, mas mantendo-se ainda assim em valores contidos". Ressaltam, ainda, as referências aos níveis de endividamente, particularmente das sociedades não financeiras, e a expectativa de um aumento significativo do incumprimento no crédito, que no entanto se considera que "não deverá pôr em causa a estabilidade financeira".
terça-feira, 19 de maio de 2009
Construção residencial nos EUA
Num sinal da profundidade da crise o número de construções residenciais iniciadas em Abril nos EUA situou-se 54% abaixo do verificado no mês homólgo, batendo o mínimo desde, pelo menos, Janeiro de 1959.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Produção industrial nos EUA
A Reserva Federal divulgou na sexta-feira que a produção industrial nos EUA caiu 0,5% em Abril depois de ter caído 1,7% em Março, situando-se a descida em termos homólogos em 12,5%. À semelhança do que já havia acontecido com os números do desemprego publicados na semana anterior pelo BLS que indicaram uma desaceleração do ritmo de crescimento da taxa de desemprego (embora tenha crescido 0,4 pp para 8,9% e se tenham perdido quase 600 mil postos de trabalho) alguns analistas manifestaram-se optimistas no sentido de que estes números indiquem que a economia já tenha "tocado o seu ponto mais baixo". Esperemos que estas perspectivas se confirmem mas importa recordar que para se poder falar em recuperação não basta que o ritmo de queda se atenue: é preciso que a actividade e o emprego aumentem. Mais importante, esse aumento deverá ser sustentado. Ora, se é razoável antecipar que o efeito de ajustamento dos stocks venha a possibilitar uma evolução positiva no 3.º trimestre é ainda muito duvidoso que a evolução da procura final venha a sustentar essa recuperação.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Taxa de desemprego sobe para 8,9%
De acordo com os dados divulgados pelo INE no primeiro trimestre o número de desempregados era 495,8 mil e a taxa de desemprego atingiu 8,9%.
PIB na zona euro caiu 2,5%
De acordo com os dados divulgados pelo Eurostat o PIB da zona euro e da UE 27 caiu 2,5% no primeiro trimestre de 2009 face ao trimestre anterior. Em termos homólogos a quebra é de 4,6% para a zona euro e 4,4% para a UE 27, ressaltando as descidas na Alemanha (-6,9%), na Itália (-5,9%) e nos países bálticos (Estónia -15,6%, Letónia -18,6% e Lituânia -10,9%). Em Portugal as estimativas apontam para uma descida de 1,5% face ao trimestre anterior e de 3,7% face ao primeiro trimestre de 2008.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
BPP e BPN
No caso do BPP e do BPN creio que se atingiu um grau de descredibilização tal que não haverá ninguém de bom senso que confie o seu dinheiro a estes bancos. Além disso, o dano feito é tal que torna mirifica qualquer hipótese de sobrevivência das marcas. Neste contexto o fecho do BPP e a integração do BPN na CGD surgem cada vez mais como inevitáveis e qualquer plano de viabilização pouco mais poderá fazer do que prolongar uma situação de agonia que se torna cada vez mais penosa.
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