sexta-feira, 12 de junho de 2009

Taxa de inflação desce para -1,2%

De acordo com os números hoje divulgados pelo INE, em Portugal, a taxa de variação homóloga do indice de preços no consumidor em Portugal situou-se em Maio em -1,2%. Apesar de constituir o 3.º mês em que se verifica uma taxa de variação homóloga negativa (nos dois meses anteriores a taxa foi de -0,4 e -0,5%) deve-se realçar que isto não significa que estejamos numa situação de "deflacção". Com efeito, a descida dos preços se deve sobretudo à evolução de algumas classes, nomeadamente dos bens alimentares (-2,6%) , transportes (-6,2%) e comunicações (-1,9%), pelo que estamos (felizmente) longe de uma situação de descida generalizada e persistente dos preços e também a evolução dos preços energéticos que estarão num nível similar ao do mês homológo. E, ao contrário do que sucederia numa situação deflaccionista, esta descida de preços é benigna no sentido em que se traduz num aumento do poder de compra real e, por essa via, contribui para sustentar a procura agregada. Diga-se, aliás, que é bastante improvável que se possa assitir a um fenómeno de deflacção persistente num país isolado integrado numa zona monetária comum com o grau de integração da zona euro, que exclui a possibilidade de deflação em Portugal num quadro de estabilidade de preços na zona euro, pelo que a assistir-se a um fenómeno deflaccionista seria sempre no quadro do conjunto da zona euro.

terça-feira, 9 de junho de 2009

PIB caiu 3,7% no 1.º trimestre

No 1.º trimestre, o PIB português caiu 1,6% (que corresponde a uma taxa anualizada de 6,2%) face ao mes anterior e 3,7% face ao mesmo trimestre de 2008. Resultado de uma quebra homóloga de 19,8% no investimento e de 1,7% no consumo das famílias (explicada por uma queda de 18,9% no consumo de bens duradouros), enquanto que as exportações e importações se reduziram em 20,8% e 20,4%, respectivamente.

Animal Spirits

Li finalmente o livro de Shiller e Akerlof. Não sendo um livro excepcional é um livro que faz pensar e que só por isso mereceria a pena ser lido.
Certamente desiludirá quer os que apregoam contra o "neoliberalismo" quer os que defendem a todo o custo os modelos neo-clássicos, pois se por um lado salienta a importância da psicologia e evidencia as falhas dos modelos tradicionais recusa deitar fora o bebé com a água do banho.
Cito a esse propósito uma passagem que me parece particularmente ilustrativa do tom do livro: "Samuelson acknowledged that Friedman often did have a point, but he felt that he took such points too far (...) Friedman was partially right (...) But Samuelson was also right. Friedman did not know when to stop" (pag. 108).
O que a ciência económica precisa é precisamente de mais livros como este que se esforçam por analisar os temas considerando todos os argumentos e menos de posições aprioristicas baseadas em preconceitos doutrinários ou ideológicos.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Desemprego nos EUA

A taxa de desemprego nos EUA subiu mais 0,5 pp em Maio (ascende agora a 9,4%) e o número de desempregados ultrapassou os 14,5 milhões, enquanto que o número de empregados por conta de outrem diminuiu 345 mil (desde Dezembro de 2007 "destruiram-se" mais de 6 milhões de empregos).

terça-feira, 2 de junho de 2009

ISM sobe nos EUA

O ISM subiu 2,7 pontos em Maio face ao mês anterior situando-se nos 42,8 pontos, o que indica que o ritmo de contração da actividade industrial nos EUA voltou a diminuir. De notar sobretudo o facto do indicador das novas encomendas ter ultrapassado 50 o que indica um aumento das encomendas e a subida de 11,5 pontos no indicador dos preços que parece afastar os cenários mais pessimistas de deflação.

domingo, 31 de maio de 2009

Indicador de Sentimento Económico

O indicador de sentimento económico divulgado pela Comissão Europeia registou em Maio o segundo aumento consecutivo (+ 2,8 pontos na UE e +2,1 pontos na zona euro) reforçando os sinais de estabilização da actividade económica. A subida foi genealizada, pois o indicador subiu em quase todas as grandes economias com excepção da Espanha onde desceu marginalmente (-0,9) e ficou a dever-se sobretudo à melhoria no comércio a retalho (que subiu 5 pontos quer na UE quer na zona euro) e aos serviços (+ 4 pontos na UE e + 1 ponto na zona euro). Deve, no entanto, notar-se a ligeira descida da confiança dos consumidores na Alemanha e França (-1 ponto em ambos os casos) e sobretudo alguns os sinais de fraqueza na construção em vários países, nomeadamente, no Reino Unido (-5), França (-4), Alemanha, Itália e Países Baixos (-1).

Em Portugal este indicador subiu 10,2 pontos fruto de evolução positiva na indústria e comércio (+ 8), no consumidor (+7) e nos serviços (+5) que mais que compensaram a queda de 3 pontos na construção.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Indice Case-Shiller

O indice Case-Shiller hoje divulgado revela que os precos das casas nos EUA terão caído em Marco 2,2% face ao mes anterior e 18,7% face ao mesmo mês de 2008.