O FMI apresentou novas projecções mais optimistas para 2009 e 2010, revendo substancialmente em alta as suas projecções de crescimento económico. No relatório ontem publicado, o FMI refere que a retoma da actividade em curso está a ser substancialmente apoiada no ciclo de “stocks” e prevê uma recuperação lenta.
De acordo com as projecções ontem publicadas pelo FMI o PIB em Portugal deverá contrair-se 3% durante o corrente ano e aumentando ligeiramente em 2010 (0,4%) e 2011 (0,9%). Enquanto o desemprego deverá atingir 9,5% este ano e 11% em 2010.
Quanto às contas públicas, o FMI aponta para um défice orçamental de 6,9% em 2009 e 7,3% em 2010.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Indice Case-Shiller
Entretanto nos EUA o indice Case-Shiller indicou que em Julho o preço das casas subiu 1,6% face ao mês anterior o que representa o 3.º mês de subida consecutiva, sendo de assinalar que nos meses anteriores as subidas tinham sido menores (0,5% em Maio e 1,4% em Junho). Em termos de variação homóloga a variação situa-se em -13,3% enquanto a variação acumulada desde o máximo registado em Julho de 2006 situa-se agora nos -30,2%.
Indicador de sentimento económico
Os indicadores de sentimento económico ontem publicados pela Comissão Europeia apontam para que uma subida da confiança dos agentes económicos no mês de Setembro (+1,6 pontos para o conjunto da União Europeia) pelo sexto mês consecutivo. Esta melhoria resultou sobretudo da evolução da confiança na indústria (+ 2 pontos) e dos consumidores (+ 3 pontos). Destacando-se em termos de evolução por países as subidas registadas em França (+4,7) e na Alemanha (+1,5) e em vários pequenos países, designadamente, Estónia (+ 5), Grécia (+4,6), Chipre (+10,6), Países Baixos (+4,6), Eslovénia (8,1), Eslováquia (5,6), Finlândia (+4) e Portugal (+6).
Note-se, contudo, que, para o conjunto da União Europeia, o crescimento foi o menor destes 6 meses e que o indicador se situa ainda num nível francamente baixo (82,6 pontos) e que contrariamente ao que havia sucedido nos meses anteriores, em que a subida foi generalizada, este indicador caiu na Bulgária (-1,6), Espanha (-1,2), Itália (-1,3), Hungria (-1,3) e estagnou no Reino Unido.
Note-se, contudo, que, para o conjunto da União Europeia, o crescimento foi o menor destes 6 meses e que o indicador se situa ainda num nível francamente baixo (82,6 pontos) e que contrariamente ao que havia sucedido nos meses anteriores, em que a subida foi generalizada, este indicador caiu na Bulgária (-1,6), Espanha (-1,2), Itália (-1,3), Hungria (-1,3) e estagnou no Reino Unido.
sábado, 26 de setembro de 2009
Evolução da construção e das entregas e encomendas industriais nos EUA
Apesar dos últimos dados conhecidos quanto à evolução da construção e das entregas e encomendas industriais nos EUA continuam a indicar uma tendência de recuperação, a verdade é que o ímpeto dessa recuperação parece estar a a reduzir-se. Por exemplo, a venda de casas novas que tinha recuperado de modo sgnificativo enbtre Maio e Julho praticamente estagnou em Agosto (e está a um nível que corresponde a cerca de um terço do que se verificava em 2005) e as entregas e encomendas de bens duradouros voltaram a cair face ao mês anterior, respectivamente 1,4% e 2,4%.
Cimeira do G-20
Numa conferência marcada pelo optimismo quanto à recuperação da economia mundial, os pontos mais importantes foram a confirmação da importância do G-20 face ao G-8 e a discussão sobre redistribuição de poder em favor das economias emergentes que se fará à custa da redução do peso dos países europeus e do Japão e da qual beneficiarão sobretudo China, Russia, Brasil e India.
World Economic Outlook and Stability Report
O FMI já divulgou os capitulos 3 e 4 do World Economic Outlook e 2 e 3 do Gloibal Financial Report.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Um tema estranhamente ausente
O tema da consolidação orçamental tem sido um tema quase inteiramente ausente da campanha eleitoral. O que sinceramente é uma pena. De acordo com o Boletim Informativo da Direcção-Geral do Orçamento referente aos 8 primeiros meses de 2009 ano o saldo global do subsector Estado passou de -3.436 milhões de euros para -8.712,6 milhões de euros fruto de um aumento de 4,1% da despesa e de uma redução de 15,4% na receita. Enquanto que no mesmo período o saldo da Segurança Social se reduzia de 1.534 milhões de euros para 628,1 milhões de euros (a receita corrente aumentou 3% enquanto as despesas correntes subiram 10,4%). Evolução que não foi compensada pelo pequeno aumento do saldo dos Fundos e Serviços Autónomos (+114,8 milhões de euros) e da CGA (+219,8 milhões de euros).
Em termos líquidos a deterioração do saldo global excedeu os 5.800 milhões de euros correspondente a cerca de 4% do PIB.
Mesmo descontando alguns efeitos de medidas de política com efeitos transitórios (por exemplo a aceleração dos reembolsos) estamos perante uma deterioração muito significativa das contas públicas que irá ser necessário começar a corrigir senão em 2010 provavelmente já a partir de 2011.
Neste sentido, seria interessante para os eleitores conhecerem a estratégia de consolidação orcamental dos diversos partidos concorrentes às eleições.
Mas estranha e infelizmente dir-se-ia que passámos de uma situação de "obsessão com o défice" para uma situação de "ignorância do défice", alimentada pelo facto de haver outros países em situação igual ou pior e pela convicção de que a Comissão Europeia não forçará a tomada de medidas, numa atitude de inconsciência ou de "logo se vê". Esquecendo que 2011 é já a seguir e que quem estiver nessa altura no Governo vai quase certamente ser forçado a tomar decisões dificeis.
Em termos líquidos a deterioração do saldo global excedeu os 5.800 milhões de euros correspondente a cerca de 4% do PIB.
Mesmo descontando alguns efeitos de medidas de política com efeitos transitórios (por exemplo a aceleração dos reembolsos) estamos perante uma deterioração muito significativa das contas públicas que irá ser necessário começar a corrigir senão em 2010 provavelmente já a partir de 2011.
Neste sentido, seria interessante para os eleitores conhecerem a estratégia de consolidação orcamental dos diversos partidos concorrentes às eleições.
Mas estranha e infelizmente dir-se-ia que passámos de uma situação de "obsessão com o défice" para uma situação de "ignorância do défice", alimentada pelo facto de haver outros países em situação igual ou pior e pela convicção de que a Comissão Europeia não forçará a tomada de medidas, numa atitude de inconsciência ou de "logo se vê". Esquecendo que 2011 é já a seguir e que quem estiver nessa altura no Governo vai quase certamente ser forçado a tomar decisões dificeis.
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