sábado, 5 de dezembro de 2009

Desemprego nos EUA

Os dados ontem divulgados indicam que a taxa de desemprego nos EUA em Novembro desceu 0,2 pp (para 10,0%), verificando-se, pelo menos, uma interrupção na sangria de postos de trabalho, sendo que os dados do inquérito às famílias apontam para uma criação de mais de 200 mil empregos (enquanto que o inquérito às entidades empregadoras aponta para uma redução de 11 mil assalariados, valor claramente residual).

Estes resultados francamente positivos confirmam a melhoria da situação económica dos EUA que já estará a ter reflexos na melhoria das condições do mercado de trabalho.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O diagnóstico do FMI

"The global economic crisis has compounded Portugal’s pre-existing, home-grown, problems of anemic productivity growth, a large competitiveness gap, and high levels of debt. While progress has been made in recent years, much more is needed to avoid prolonged growth weakness and to correct unsustainable imbalances."

São em resumo as conclusões da missão do FMI ao nosso país que traça um cenário nada optimista para os próximos anos, em que anbtecipa que Portugal venha a crescer menos que a média da zona euro e a registar elevadas taxas de desemprego e chama a atenção para os riscos da actual posição orçamental, e embora recomende que a consolidação se faça sobretudo através da contenção da despesa corrente primária admite que venha a ser necessária uma subida dos impostos, designadamente do IVA.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Impacto do American Recovery and Reinvestment Act

De acordo com as estimativas ontem divulgadas pelo CBO. As diversas iniciativas no âmbito do ARRA terão proporcionado que no 3.º trimestre de 2009 o PIB tenha sido entre 1,2% e 3,2% superior a taxa de desemprego entre 0,3 pp e 0,9 pp inferior (o que corresponde a menos entre 600 mil e 1,6 milhões de desempregados) ao que teria sucedido na ausência da sua implementação.

ISM

O ISM registou em Novembro uma redução de 2,1 pontos fixando-se nos 53,6 pontos, o que indica que nos EUA a industria transformadora terá continuado a expandir-se pelo 4 mês consecutivo embora a um ritmo menos forte. Sendo de salientar a subida no indicador das novas encomendas e as descidas nos indicadores relativos aos stocks, que constituem bons indicadores para os meses futuros.

A lição do Dubai

Depois do colapso dos mercados financeiros em 2007-2008 ter revelado os riscos de uma quase ausência de regulação dos mercados, revelando que estes, por si só, nem sempre asseguram soluções sustentáveis e que podem mesmo ser propensos a gerar bolhas especulativas com efeitos potencialmente catastróficos, as notícias sobre o Dubai vem recordar-nos que os mesmos efeitos podem ocorrer num quadro de desenvolvimento e modernização fortemente dirigido pelo Estado mesmo quando  indubitavelmente bem intencionado.

sábado, 28 de novembro de 2009

Indicador de sentimento económico

O indicador de sentimento económico continuou a subir no mês de Novembro quer na União Europeia (+ 1,9 pontos) quer na Zona Euro (+ 2,7 pontos), impulsionado sobretudo pela recuperação da confiança na indústria. Por países é de salientar a subida nos Países Baixos (+6,3), Itália (+2,5), França (+2,2), Alemanha (+1,7) e Espanha (+1,4) e a queda do indicador no Reino Unido (-2,9).

Em Portugal a subida foi de 2,5 pontos, que se ficou a dever à recuperação da indústria (+7) e à subida marginal no comércio a retalho (+1), tendo registado-se quedas nos serviços (-5), consumidores (-3) e construção (-2).

Uma boa notícia ?

Numa informação à comunicação social divulgada ontem sobre um estudo sobre o poder de compra concelhio, o INE optou pelo seguinte título "Em 2007, 39 municipios superavam o poder de compra médio nacional". É talvez o exemplo mais flagrante de uma tendência que se vêm notando no INE para procurar destacar o "lado positivo" mas desta vez o mínimo que se pode dizer é que o título é no mínimo ridiculo.
Pois se existem 308 municipios e 39 estavam acima da média isso só pode significar que 269 municipios se encontravam abaixo (ou na) média nacional.
Já agora lendo o estudo ficamos a saber que 21 municipios tinham um poder de compra per capita inferior a 50% da média nacional.