quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Resultados do leilão da dívida pública
Os resultados do leilão de OT's hoje realizado em que apesar da opção pela colocação apenas do montante mínimo os yields atingiram os 4,695% a 4 anos e 6,242% a 10 anos são (mais) um sério sinal de aviso das crescentes dificuldades de (re)financiamento da nossa economia (ver aqui). Sendo de notar que estes resultados se seguem aos resultados positivos das emissões ontem efectuadas por Espanha e Irlanda, colocando Portugal numa situação particularmente exposta que torna cada vez mais necessário que o Governo seja capaz de rapidamente apresentar resultados que tranquilizem "os mercados" relativamente à trajectória das nossas contas públicas.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Execução Orçamental até Agosto
Os dados divulgados pela DGO relativos à evolução da execução orçamental até Agosto revelam que o défice do subsector Estado nos primeiros 8 meses de 2010 atingiu os 9.189,7 milhões de euros o que representa um acréscimo de 477,1 milhões face ao valor registado em Agosto de 2009.
Deve no entanto, salientar-se que os saldos dos restantes subsctores (Fundos e Serviços Autónomos, Segurança Social e Administração Local e Regional) estão a registar melhorias significativas que permitem compensar aquela deterioração, de modo a que o saldo do conjunto das administrações públicas regista até uma ligeira melhoria de 65,9 milhões de euros. A má notícia é que para este resultado contribuiu de forma importante a redução dos encargos com juros que se reduziram 290 milhões face ao ano anterior o que significa que o saldo primário se deteriorou em cerca de 224 milhões de euros.
Recorde-se que para que alcançar a meta dos 7,3% do PIB, em 2010 o défice do SPA (que em 2009 ascendeu a 15.543 milhões de euros) não deverá exceder cerca de 12.400 milhões, o que significa a necessidade de uma "poupança" de cerca de 3.100 milhões de euros que parece ser cada vez mais dificil de atingir.
Deve no entanto, salientar-se que os saldos dos restantes subsctores (Fundos e Serviços Autónomos, Segurança Social e Administração Local e Regional) estão a registar melhorias significativas que permitem compensar aquela deterioração, de modo a que o saldo do conjunto das administrações públicas regista até uma ligeira melhoria de 65,9 milhões de euros. A má notícia é que para este resultado contribuiu de forma importante a redução dos encargos com juros que se reduziram 290 milhões face ao ano anterior o que significa que o saldo primário se deteriorou em cerca de 224 milhões de euros.
Recorde-se que para que alcançar a meta dos 7,3% do PIB, em 2010 o défice do SPA (que em 2009 ascendeu a 15.543 milhões de euros) não deverá exceder cerca de 12.400 milhões, o que significa a necessidade de uma "poupança" de cerca de 3.100 milhões de euros que parece ser cada vez mais dificil de atingir.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
A situação financeira
A evolução dos yields da dívida pública portuguesa com a taxa de juro a aproximar-se dos 6% que se aos resultados do leilão de bilhetes de tesouro ontem efectuado constituem sinais bastante preocupantes que colocam Portugal na desconfortável posição de elo mais fraco (a seguir à Grécia) da zona euro (ver aqui). Mesmo e apesar de Roubini ter tido a delicadeza de não mencionar o nosso país neste seu artigo.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Ainda e sempre o desequilibrio externo
O que mais me preocupa na situação portuguesa é o nível do endividamento e do défice externo. A actual situação ém que a posição líquida face ao exterior corresponde a cerca de 110% do PIB, os passivos face ao resto do mundo cerca de 236% do PIB e o défice da BTC nos últimos doze meses concluidos no final do primeiro trimestre a 9,8% do PIB não é sustentável.
A forma como este profundo desequilíbrio será corrigido corresponde ao alfa e ao ómega da economia porttuguesa e constituirá a principal condicionante para a evolução da nossa economia no médio prazo. E se até aqui tem sido possível, apesar da crise financeira internacional, não só (re)financiar esse endividamento como continuar o processo de acumulação de passivos face ao exterior aproveitando por um lado o crédito do Estado e as facilidades de refinanciamento do BCE, existem sinais cada vez mais preocupantes de que uma e outra fontes de financiamento poderão estar a atingir os seus limites.
Desejavelmente essa correcção deveria ser suficientemente gradual para permitir o ajustamento e a reorientação da actividade económica, aproveitando a progressiva melhoria da conjuntura económica no resto do mundo (e particularmente na Europa) que de algum modo compensasse a necessária redução do peso do consumo privado e da despesa pública na nossa economia. Infelizmente, os sinais positivos no comércio externo parecem ser insuficentes para justificar algum optimismo e embora o cresimento da economia no primeiro semestre do ano tenha siudo positivo o seu perfil assente na procura interna é o oposto daquilo que seria desejável. Refira-se a este respeito que enquanto que, em preços constante, o consumo das famílias e das administrações públicas recuperou para níveis superiores aos registados no terceiro trimestre de 2008 correspondendo respectivamente a 100,5% e 108,6%, o investimento no 2.º trimestre corresponde a apenas 82% (79,9% quando consideramos apenas o investimento em máquinas e equipamentos) e as exportações a 93,4% dos valores então registados.
A forma como este profundo desequilíbrio será corrigido corresponde ao alfa e ao ómega da economia porttuguesa e constituirá a principal condicionante para a evolução da nossa economia no médio prazo. E se até aqui tem sido possível, apesar da crise financeira internacional, não só (re)financiar esse endividamento como continuar o processo de acumulação de passivos face ao exterior aproveitando por um lado o crédito do Estado e as facilidades de refinanciamento do BCE, existem sinais cada vez mais preocupantes de que uma e outra fontes de financiamento poderão estar a atingir os seus limites.
Desejavelmente essa correcção deveria ser suficientemente gradual para permitir o ajustamento e a reorientação da actividade económica, aproveitando a progressiva melhoria da conjuntura económica no resto do mundo (e particularmente na Europa) que de algum modo compensasse a necessária redução do peso do consumo privado e da despesa pública na nossa economia. Infelizmente, os sinais positivos no comércio externo parecem ser insuficentes para justificar algum optimismo e embora o cresimento da economia no primeiro semestre do ano tenha siudo positivo o seu perfil assente na procura interna é o oposto daquilo que seria desejável. Refira-se a este respeito que enquanto que, em preços constante, o consumo das famílias e das administrações públicas recuperou para níveis superiores aos registados no terceiro trimestre de 2008 correspondendo respectivamente a 100,5% e 108,6%, o investimento no 2.º trimestre corresponde a apenas 82% (79,9% quando consideramos apenas o investimento em máquinas e equipamentos) e as exportações a 93,4% dos valores então registados.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Evolução do PIB português no 2.º trimestre
O INE divulgou hoje os dados do PIB para o 2.º trimestre. Começando pelas boas notícias estes dados indicam que o PIB terá aumentado 1,5% face ao trimestre homólkog e 0,3% face ao trimestre anterior, o que indica que embora a economia esteja a crescer a uma taxa baixa (cerca de 1,1% em ritmo anual no 2.º trimestre) a desaceleração terá sido ligeiramente inferior ao esperado. Com este resultado seria necessário uma quebra do PIB nos próximos dois trimestres para que a taxa de crescimento média anual seja inferior a 1,5%, o que é um valor francamente acima das previsões no final de 2009 e inicio deste ano.
Infelizmente, o perfil do crescimento não parece ser o mais desejável. Com efeito, o motor do crescimento neste trimestre foi aprocura interna que aumentou 0,9% face ao trimestre anterior impulsionada pelo consumo privado de bens duradouros (+2,5%) e sobretudo pelo consumo público que aumentou 3,9% face ao trimestre anterior e 6,2% face ao valor registado no 2.º trimestre de 2009 (que em termos nominais correspondem a aumentos de 3,7% e 6,5%) enquanto a FBCF caiu cerca de 0,7%. Tendo o contributo da procura externa líquida sico negativo, pois o crescimento das exportações (+4,3%) foi "anulado" pelo crescimento superior da importações (+5,2%) e assitiu-se a uma nova deterioração das necessidades de financianamento no exterior que aumentaram 25,6% face ao trimestre homólogo. Note-se que nos últimos quatro trimestres as necessidades de financimento face ao exterior corresponderam a cerca de 9,1% do PIB.
Infelizmente, o perfil do crescimento não parece ser o mais desejável. Com efeito, o motor do crescimento neste trimestre foi aprocura interna que aumentou 0,9% face ao trimestre anterior impulsionada pelo consumo privado de bens duradouros (+2,5%) e sobretudo pelo consumo público que aumentou 3,9% face ao trimestre anterior e 6,2% face ao valor registado no 2.º trimestre de 2009 (que em termos nominais correspondem a aumentos de 3,7% e 6,5%) enquanto a FBCF caiu cerca de 0,7%. Tendo o contributo da procura externa líquida sico negativo, pois o crescimento das exportações (+4,3%) foi "anulado" pelo crescimento superior da importações (+5,2%) e assitiu-se a uma nova deterioração das necessidades de financianamento no exterior que aumentaram 25,6% face ao trimestre homólogo. Note-se que nos últimos quatro trimestres as necessidades de financimento face ao exterior corresponderam a cerca de 9,1% do PIB.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Indicadores nos EUA
O ISM para a industria transformadora subiu 0,8 pontos para 56,3, indicando a continuação do aumento da actividade industrial nos EUA. Será contudo de salientar que se registou uma nova redução na componente de novas encomendas que desceu 0,4 pontos para 53,1. Enquanto que o ISM para os serviços caiu 2,8 pontos para 51,5 pontos.
Entretanto, apesar do aumento do emprego a taxa de desemprego em Agosto subiu ligeiramente (para 9,61%) em virtude da subida da taxa de actividade, apontando os dados para que a criação de emprego assalariado no sector privado tenha ascendido a cerca de 54 mil postos de trabalho.
Estes dados parecem confirmar a tendência de desaceleração do crescimento face ao observado no 2.º trimestre.
Entretanto, apesar do aumento do emprego a taxa de desemprego em Agosto subiu ligeiramente (para 9,61%) em virtude da subida da taxa de actividade, apontando os dados para que a criação de emprego assalariado no sector privado tenha ascendido a cerca de 54 mil postos de trabalho.
Estes dados parecem confirmar a tendência de desaceleração do crescimento face ao observado no 2.º trimestre.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Indicador de Sentimento Económico
O indicador de sentimento económico subiu em Agosto 0,6 pontos na União Europeia e 0,7 pontos na zona euro siutuando-se agora nos 102,7 e 101,8 pontos respectivamente. Embora se possa realçar a melhoria das confinaça dos consumidores (+3 ontos), a confinaça subiu igualmente na industria (+1), serviços (+1) e comércio a retalho (+1), mantendo-se inalyterada no sector da construção.
Por países é de realçar a evolução favorável registada no Reino Unido (+1,5 pontos), Alemanha (+1,1), Espanha (+0,9) e França (+0,4). Tendo todavia registado-se uma quebra na Itália (-0,6).
No que se refere a Portugal a evolução em Agosto foi desfavorável registando-se uma queda de 2,5 pontos para 90,8, apesar da melhoria (+2 pontos) da confinaça dos consumidores em virtude da redução da confiança nos serviços (-3 pontos) e no comércio a retalho (-1 ponto).
Por países é de realçar a evolução favorável registada no Reino Unido (+1,5 pontos), Alemanha (+1,1), Espanha (+0,9) e França (+0,4). Tendo todavia registado-se uma quebra na Itália (-0,6).
No que se refere a Portugal a evolução em Agosto foi desfavorável registando-se uma queda de 2,5 pontos para 90,8, apesar da melhoria (+2 pontos) da confinaça dos consumidores em virtude da redução da confiança nos serviços (-3 pontos) e no comércio a retalho (-1 ponto).
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