Paul Krugman decidiu fazer um post com aqueles que ele próprio considera serem os seus posts mais importantes sobre macroeconomia.
Japan 1998
Macro Policy in a Liquidity Trap
Optimal Fiscal policy in a Liquidity Trap
A Dark Age of Macroeconomics
A History Lesson for Allan Meltzer
Liquidity Preference, Loanable Funds, and Niall Ferguson
Core Logic
More on Friedman and Japan
The Instability of Moderation
Self-Defeating Austerity
Sam, Janet, and Fiscal Policy
America’s Chinese Disease
The Doctrine of Immaculate Transfer
Currency wars and the impossible trinity
PS: Muitos dos posts referem-se à política monetária e orçamental num contexto de armadilha da liquidez pelo que é importante evitar ceder à tentação de transpor os argumentos para a realidade nacional: Portugal não está numa situação de armadilha de liquidez !
segunda-feira, 13 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Sobre a condução da política económica na periferia da zona euro
Uma regra básica de política económica é que para se atingirem vários objectivos de política económica independentes é necessário dispor igualmente de pelo menos um mesmo número de instrumentos de política económica independentes. Ora, numa união monetária as autoridades nacionais abdicam quer do instrumento taxa de juro - que no caso da zona Euro passou a ser controlado pelo BCE - que do instrumento cambial, o que significa que dos três instrumentos tradicionais de política económica apenas a política orçamental continua a ser definida no quadro nacional e ainda assim com constragimentos decorrentes do pacto de estabilidade e crescimento.
Num contexto em que a política monetária é conduzida em função da manutenção da estabilidade de preços no médio prazo para o conjunto da zona euro e a taxa de câmbio do euro resulta do equilíbrio entre a oferta e a procura no mercado cambial, isto implica que - numa situação normal - os países apenas dispõem do instrumento orçamental para atenuar os efeitos dos chamados "choques assimétricos" (ou seja, que afectam de modo diferente os países que integram a união monetária) sobre o crescimento económico e o desemprego e o equilíbrio externo. E naturalmente o que tende a suceder é os países optarem por priveligiar o objectivo crescimento, deixando de dispor de qualquer mecanismo para influir directamente no equilíbrio da balança corrente entre os países da zona euro, o qual passou a estar apenas dependente da poupança e do investimento em cada país (condicionada pelas restrições de crédito) e da evolução da competitividade que por sua vez depende da evolução dos preços e da produtividade.
Independentemente da sua origem, num quadro de insustentabilidade das contas públicas que actualmente se verifica em alguns países da zona euro a situação é ainda pior pois não só não dispõem de qualquer instrumento para atenuar ou compensar os efeitos recessivos da necessária austeridade orçamental como, particularmente os pequenos países, correm o risco desses efeitos serem acentuados por um aumento da restritividade da política monetária que serja eventualmente necessária para evitar a subida da inflação no conjunto da zona monetária e, de facto, a única "solução" para a correcção dos desequilíbrios no mercado de trabalho e externo é através (da descida) dos preços e salários e do aumento da produtividade.
Daí que assumam particular importância as ditas políticas estruturais que visam fundamentalmente flexibilizar o ajustamento dos salários e criar as condições para um aumento da produtividade, sendo que - dado que as medidas para aumento de produtividade tendem a ser mais demoradas a produzir efeitos (e estes efeitos são mais incertos) - o ajustamento salarial tenda a ser privilegiado surgindo mesmo como a única solução para através da recuperação da competitividade externa conter o crescimento do desemprego.
A questão que se coloca é que além dos efeitos políticos e sociais associados a uma política de redução de salários reais: i) o efeito dessas políticas sobre o nível de salários é incerto dado a rigidez natural dos salários nominais; e, ii) um processo de deflacção nominal dos salários tem o efeito preverso de aumentar o fardo relativo dos encargos com a dívida não só dos trabalhadores mas também via efeito sobre a procura nominal agregada interna sobre a dívida das empresas e das próprias administrações públicas afectando adversamente as condições de crédito da economia num fenómeno que - pelo menos no curto-médio prazo - tenderá a acentuar os efeitos recessivos.
Num contexto em que a política monetária é conduzida em função da manutenção da estabilidade de preços no médio prazo para o conjunto da zona euro e a taxa de câmbio do euro resulta do equilíbrio entre a oferta e a procura no mercado cambial, isto implica que - numa situação normal - os países apenas dispõem do instrumento orçamental para atenuar os efeitos dos chamados "choques assimétricos" (ou seja, que afectam de modo diferente os países que integram a união monetária) sobre o crescimento económico e o desemprego e o equilíbrio externo. E naturalmente o que tende a suceder é os países optarem por priveligiar o objectivo crescimento, deixando de dispor de qualquer mecanismo para influir directamente no equilíbrio da balança corrente entre os países da zona euro, o qual passou a estar apenas dependente da poupança e do investimento em cada país (condicionada pelas restrições de crédito) e da evolução da competitividade que por sua vez depende da evolução dos preços e da produtividade.
Independentemente da sua origem, num quadro de insustentabilidade das contas públicas que actualmente se verifica em alguns países da zona euro a situação é ainda pior pois não só não dispõem de qualquer instrumento para atenuar ou compensar os efeitos recessivos da necessária austeridade orçamental como, particularmente os pequenos países, correm o risco desses efeitos serem acentuados por um aumento da restritividade da política monetária que serja eventualmente necessária para evitar a subida da inflação no conjunto da zona monetária e, de facto, a única "solução" para a correcção dos desequilíbrios no mercado de trabalho e externo é através (da descida) dos preços e salários e do aumento da produtividade.
Daí que assumam particular importância as ditas políticas estruturais que visam fundamentalmente flexibilizar o ajustamento dos salários e criar as condições para um aumento da produtividade, sendo que - dado que as medidas para aumento de produtividade tendem a ser mais demoradas a produzir efeitos (e estes efeitos são mais incertos) - o ajustamento salarial tenda a ser privilegiado surgindo mesmo como a única solução para através da recuperação da competitividade externa conter o crescimento do desemprego.
A questão que se coloca é que além dos efeitos políticos e sociais associados a uma política de redução de salários reais: i) o efeito dessas políticas sobre o nível de salários é incerto dado a rigidez natural dos salários nominais; e, ii) um processo de deflacção nominal dos salários tem o efeito preverso de aumentar o fardo relativo dos encargos com a dívida não só dos trabalhadores mas também via efeito sobre a procura nominal agregada interna sobre a dívida das empresas e das próprias administrações públicas afectando adversamente as condições de crédito da economia num fenómeno que - pelo menos no curto-médio prazo - tenderá a acentuar os efeitos recessivos.
As medidas do programa grego de austeridade
Um plano bastante exigente que inclui medidas adicionais de 6,5 mil milhões de euros em 2011 e de 22 mil milhões de euros em 2012-2015 e receitas de privatizações de pelo menos 50 mil milhões de euros.
As medidas adicionais incluem aumentos de impostos (pelo menos 2,45 mil milhões de euros este ano, 2,88 milhões de euros em 2012, 450 milhões de euros em 2013 e 300 milhões em 2014), redução da despesa com ´remunerações no sector público (800 millhões em 2011, 660 millhões em 2012, 398 milhões em 2013, 246 milhões em 2014 e 71 milhões em 2015) obtidas através da redução das contratações e pela não renovação de 50% dos contratos temporários; cortes nas prestações sociais (mil milhões em 2011, 1,26 mil milhões em 2012, mil milhões em 2014 e 400 milhões em 2015); aumento das contribuições sociais (629 milhões em 2011, 259 milhões em 2012, 713 milhões em 2013, 1,13 mil milhões em 2014 e 337 milhões em 2015); eliminação e fusão de en tidades públicas; cortes no investimento público; cortes na defesa e cortes na despesas de saúde
Por sua vez o programa de privatizações é extensissimo e inclui as lotarias, portos, aeroportos, concessões de autoestradas, empresas de distribuição de água e electricidade, participações no sector das telecomunicações e imóveis.
As medidas adicionais incluem aumentos de impostos (pelo menos 2,45 mil milhões de euros este ano, 2,88 milhões de euros em 2012, 450 milhões de euros em 2013 e 300 milhões em 2014), redução da despesa com ´remunerações no sector público (800 millhões em 2011, 660 millhões em 2012, 398 milhões em 2013, 246 milhões em 2014 e 71 milhões em 2015) obtidas através da redução das contratações e pela não renovação de 50% dos contratos temporários; cortes nas prestações sociais (mil milhões em 2011, 1,26 mil milhões em 2012, mil milhões em 2014 e 400 milhões em 2015); aumento das contribuições sociais (629 milhões em 2011, 259 milhões em 2012, 713 milhões em 2013, 1,13 mil milhões em 2014 e 337 milhões em 2015); eliminação e fusão de en tidades públicas; cortes no investimento público; cortes na defesa e cortes na despesas de saúde
Por sua vez o programa de privatizações é extensissimo e inclui as lotarias, portos, aeroportos, concessões de autoestradas, empresas de distribuição de água e electricidade, participações no sector das telecomunicações e imóveis.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
As respostas de Mario Draghi
O questionário do Parlamento Europeu ao futuro presidente do BCE é um documento extremamente interessante para ilustrar os dilemas que a Europa enfrenta.
Em resposta a uma das questões do questionário do Parlamento Europeu o futuro presidente do BCE considera que "a sovereign debt restructuring would imply severe financial and macroeconomic risks. A restructuring in a euro area member state poses a significant risk of destabilising the financial system, with severe consequences for the growth outlook of the euro area. Finally, significant spill-over effects on other euro area countries cannot be excluded, with a negative impact on confidence and expectations of further restructuring in the country concerned or elsewhere. Doubts about debt sustainability and higher spreads could emerge across euro area countries." (meu sublinhado).
Considerando que "The way forward to solving any sovereign debt crisis in the euro area relies on fiscal discipline and consolidation when needed. More specifically, countries should maintain ambitious consolidation efforts until excessive deficits are corrected, clearly specifying the underlying tax and spending measures as soon as possible. Fiscal governance should be strengthened (adopting stringent multi-annual fiscal rules with sanctions in case of noncompliance) to foster credibility of the fiscal target in later years. In case of countries under EU/IMF programmes, full implementation of the programme is envisaged as the only way for the country to regain fiscal discipline and credibility vis-à-vis its debt holders. Economic reforms to stimulate competitiveness and growth are also crucial."
Tornando claro que, para o BCE a hipótese de restruturação não se coloca não existindo qualquer alternativa à política orçamental restritiva dos países para garantir a sustentabilidade das finanças públicas e forçar o ajustamento (descida) de preços e salários para recuperar a competitividade.
Num quadro em que os mercados parecem não acreditar na capacidade da Grécia (e também Irlanda e Portugal) conseguirem voltar a (re)financiarem-se no mercado nos prazos previstos nos programas de ajustamento, e em que apareentemente os alemães recusam em prolongar os programas de ajuda sem que os investidores partilhem os custos o espaço para uma possível solução parece cada vez mais estreito com consequência sobre os yields da dívida pública portuguesa que seguem hoje uma vez mais em alta.
E se é verdade que o impacto destas variações não tem grande significado para o financiamento do Estado (que, pelo menos até 2012, está assegurado pelo programa de assistência esxterna) a verdade é que esta evolução negativa afecta a capacidade das empresas portuguesas - e, em especial, dos bancos portugueses - conseguirem (re)financiar-se nos mercados o que agrava (ainda mais) as perspectivas para a actividade económica portuguesa nos próximos trimestres.
Em resposta a uma das questões do questionário do Parlamento Europeu o futuro presidente do BCE considera que "a sovereign debt restructuring would imply severe financial and macroeconomic risks. A restructuring in a euro area member state poses a significant risk of destabilising the financial system, with severe consequences for the growth outlook of the euro area. Finally, significant spill-over effects on other euro area countries cannot be excluded, with a negative impact on confidence and expectations of further restructuring in the country concerned or elsewhere. Doubts about debt sustainability and higher spreads could emerge across euro area countries." (meu sublinhado).
Considerando que "The way forward to solving any sovereign debt crisis in the euro area relies on fiscal discipline and consolidation when needed. More specifically, countries should maintain ambitious consolidation efforts until excessive deficits are corrected, clearly specifying the underlying tax and spending measures as soon as possible. Fiscal governance should be strengthened (adopting stringent multi-annual fiscal rules with sanctions in case of noncompliance) to foster credibility of the fiscal target in later years. In case of countries under EU/IMF programmes, full implementation of the programme is envisaged as the only way for the country to regain fiscal discipline and credibility vis-à-vis its debt holders. Economic reforms to stimulate competitiveness and growth are also crucial."
Tornando claro que, para o BCE a hipótese de restruturação não se coloca não existindo qualquer alternativa à política orçamental restritiva dos países para garantir a sustentabilidade das finanças públicas e forçar o ajustamento (descida) de preços e salários para recuperar a competitividade.
Num quadro em que os mercados parecem não acreditar na capacidade da Grécia (e também Irlanda e Portugal) conseguirem voltar a (re)financiarem-se no mercado nos prazos previstos nos programas de ajustamento, e em que apareentemente os alemães recusam em prolongar os programas de ajuda sem que os investidores partilhem os custos o espaço para uma possível solução parece cada vez mais estreito com consequência sobre os yields da dívida pública portuguesa que seguem hoje uma vez mais em alta.
E se é verdade que o impacto destas variações não tem grande significado para o financiamento do Estado (que, pelo menos até 2012, está assegurado pelo programa de assistência esxterna) a verdade é que esta evolução negativa afecta a capacidade das empresas portuguesas - e, em especial, dos bancos portugueses - conseguirem (re)financiar-se nos mercados o que agrava (ainda mais) as perspectivas para a actividade económica portuguesa nos próximos trimestres.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Evolução do PIB no 1.º trimestre
De acordo com os dados para o PIB divulgados pelo INE, o PIB português caiu 0,6% face ao nível do trimestre anterior (menos 0,1 pp do que o valor anunciado na estimativa rápida) valor idêntico ao registado no trimestre anteior e igualmnete 0,6% face ao período homólogo.
Esta evolução ficou a dever-se à evolução da procura interna (-3,2%) com o consumo privado em volume a reduzir-se em 2,1%, em termos homólogos - resultado da queda de 9,8% nas aquisições de bens duradouros -, o consumo público a cair 4,3% e a FBCF a reduzir-se em 5,9%. Evolução que foi parcialmente compensada pela evolução positiva da procura externa (as exportações aumentaram 8,5% e as importações cairam 0,8%).
Sendo de notar a evolução positiva das necessidades líquidas de financiamento da economia portuguesa que cairam num montante equivalente a 2,7% do PIB (para 6,7%) o que faz com que nos últimos 4 trimestres as necessidades de financiamento face ao exterior tenham correspondido a 7,7% e que é o valor mais baixo de desde o primeiro trimeste de 2005.
Esta evolução ficou a dever-se à evolução da procura interna (-3,2%) com o consumo privado em volume a reduzir-se em 2,1%, em termos homólogos - resultado da queda de 9,8% nas aquisições de bens duradouros -, o consumo público a cair 4,3% e a FBCF a reduzir-se em 5,9%. Evolução que foi parcialmente compensada pela evolução positiva da procura externa (as exportações aumentaram 8,5% e as importações cairam 0,8%).
Sendo de notar a evolução positiva das necessidades líquidas de financiamento da economia portuguesa que cairam num montante equivalente a 2,7% do PIB (para 6,7%) o que faz com que nos últimos 4 trimestres as necessidades de financiamento face ao exterior tenham correspondido a 7,7% e que é o valor mais baixo de desde o primeiro trimeste de 2005.
Declaração do presidente do BCE
Na sua declaração de hoje após a decisão do BCE de manter as taxas de juro inalteradas, o presidente desta instituição considera que, apesar da incerteza a actividade económica no conjunto da zona euro continua a recuperar e que as condições do monetárias continuam acomodatícias dando claros sinais de que muito provavelmente o BCE irá voltar a subir as taxas de juro brevemente, possivelmente já em Julho, ao afirmar que "risks ro the outlook for price stability are on the upside. Accordingly, strong vigilance is warranted. On the basis of our assessment, we will act in a firm and timely manner. We will do all that is needed to prevent recent price developments giving rise to broad-based pressures" (meu sublinhado).
quarta-feira, 8 de junho de 2011
A carta do Ministro das Finanças da Alemanha
O texto da carta do Ministro das Finanças alemão para os presidentes do BCE, FMI e para os seus colegas europeus sobre a situação na Grécia (via Reuters) vai directo ao ponto fulcral ao referir de forma bastante directa que, como era por demais evidente, um regresso da Grécia aos mercados em 2012 parece mais do que irrealista ("more than unrealistic"), tornando inevitável apoios adicionais para evitar uma situação de bancarrota, colocando, no entanto, como condição que qualquer apoio adicional envolva uma partilha "justa" dos esforços entre os contribuintes e os investidores privados para uma maior sustentabilidade da dívida grega e sugerindo que a Grécia - em conjunto com o FMI - inicie um processo de negociação com os detentores dos títulos de dívida grega em termos semelhantes aos da iniciativa de Viena que envolva uma troca de títulos que prolongue a maturidade da dívida em 7 anos.
Esta proposta - que na prática seria insuficiente para resolver o problema da sustentatibilidade da dívida pública grega servindo apenas para "comprar" mais algum tempo - vem avivar a possibilidade de uma reestruturação da dívida pública grega avivando os recieos de que venham a verificar-se as condições para que se considere existir uma situação de incumprimento que o BCE tem pretendido a todo o custo evitar.
Mas vem sobretudo mostrar que existe um limite para a "solidariedade" da Alemanha na ajuda aos países periféricos em dificuldades o que pode conduzir a novas quedas do rating da dívida portuguesa e da Irlanda com consequências imediatas adversas sobre as condições de financiamento da banca e das empresas o que está a fazer os yields da dívida pública portuguesa a 10 anos subirem para níveis superiores a 10%.
Esta proposta - que na prática seria insuficiente para resolver o problema da sustentatibilidade da dívida pública grega servindo apenas para "comprar" mais algum tempo - vem avivar a possibilidade de uma reestruturação da dívida pública grega avivando os recieos de que venham a verificar-se as condições para que se considere existir uma situação de incumprimento que o BCE tem pretendido a todo o custo evitar.
Mas vem sobretudo mostrar que existe um limite para a "solidariedade" da Alemanha na ajuda aos países periféricos em dificuldades o que pode conduzir a novas quedas do rating da dívida portuguesa e da Irlanda com consequências imediatas adversas sobre as condições de financiamento da banca e das empresas o que está a fazer os yields da dívida pública portuguesa a 10 anos subirem para níveis superiores a 10%.
Subscrever:
Mensagens (Atom)