As estimativas para o PIB português no 2.º trimestre divulgadas pelo INE na passada quinta-feira aponta para que este se tenha reduzido apenas marginalmente face ao trimestre anterior e cerca de 0,9% face ao mesmo trimestre de 2010.
Para este resultado contribuiram o bom comportamento das exportações que aumentaram quase 4% face ao trimestre anterior (e 8,4% relativamente ao mesmo trimestre de 2010) e a queda das importações que desceram 0,2% face ao trimestre anterior (5,4% em termos homólogos). Valores que compensaram a significativa contração da procura interna (-1,3% relativamente ao trimesttre anterior e -5,2% em termos homólogos) associada à redução do consumo das famílias (-0,7% relativamente ao trimesttre anterior e -3,4% em termos homólogos) e do investimento (-7,1% relativamente ao trimesttre anterior e -12,5% em termos homólogos).
Sendo de assinalar a queda das necessidades líquidas de financiamento face ao exterior que apesar de no conjunto dos últimos quatro trimestes corresponderem a 7,6% (-1,9 pp do que no 2.º trimestre de 2010). A qual está. no entanto, em boa parte associada a uma forte queda do investimento, cujo peso no PIB continua em forte queda e em mínimos históricos.
domingo, 11 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Evolução na indústria transformadora dos EUA - ISM em Agosto de 2011
O indicador de confiança na indústria transformadora dos EUA desceu em Agosto 0,3 pontos para 50,6 indicando uma desaceleração da expansão da actividade deste sector. Sendo de destacar a queda de 3,7 pontos (para 48,6 pontos) na componente produção e o facto de apesar da subida de 0,4 pontos a de novas encomedas se ter situado nos 49,6 pontos, o que aponta para uma ligeira contracção. Sendo ainda de salientar que a componente stocks aumentou 3,0 pontos (para 52,3) o que indica uma subida, embora ligeira, dos stocks que poderá condicionar a evolução da produção nos próximos meses.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
A declaração do Banco Nacional Suíço
Num esforço para travar e inverter a forte valorização do franco suíço, nomeadamente face ao euro, o Banco Nacional Suíço anunciou que não tolerará que a taxa de câmbio do suíço desça abaixo dos 1,20 francos suíços por euro, estando disponível para comprar moeda estrangeira em quantidades ilimitadas para assegurar esta taxa de câmbio mínima.
Vendas de veículos automóveis em Portugal - Agosto 2011
De acordo com os dados da vendas de veículos automóveis as vendas de veículos ligeiros de passageiros novos no mês de Agosto foram de apenas 8.128 unidades o que representa uma queda de 31,9% face aos valores de Agosto de 2010 e corresponde ao valor mensal mais baixo desde, pelo menos, Janeiro de 1991. Situando-se a queda das vendas acumuladas nos primeiros oito meses do ano face ao período homólogo em cerca de 22,5%.
Ler os Outros: Treasuries, TIPS, and Gold - Paul Krugman
Não perder este interessante post de Paul Krugman sobre o preço do ouro em que contraria a versão de que a subida do preço do ouro reflecte os receios de um aumento da inflação, referindo que pode reflectir ser "apenas" o reflexo da descida da taxa de juro.
Sendo intelectualmente muito estimulante as duas histórias não são contraditórias. Utilizando o esquema de Krugman a subida do ouro pode estar igualmente a ser impulsionada pelas expectivas do preço limite ("choke price")... ou tudo pode não passar de (mais) uma bolha especulativa.
Sendo intelectualmente muito estimulante as duas histórias não são contraditórias. Utilizando o esquema de Krugman a subida do ouro pode estar igualmente a ser impulsionada pelas expectivas do preço limite ("choke price")... ou tudo pode não passar de (mais) uma bolha especulativa.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Comércio a Retalho e Produção Industrial - Julho de 2011
Os dados ontem divulgados pelo divulgados pelo INE para o comércio a retalho e produção industrial relativos ao mês de Julho revelam quedas significativas da actividade nestes dois sectores.
As vendas a retalho a cairem 4,1% face ao nível registado em Julho de 2011 (excluindo as vendas de combustível a redução foi de 4,4%) associada a uma redução das vendas de produtos não alimentares de 7,7% (9,6% excluinndo as vendas de combustível. Sendo de notar que a média móvel dos últimos 12 meses das vendas a retalho de produtos não alimentares se situa no nível mais baixo desde, pelo menos, o ano de 2000.
Igualmente preocupante é a evolução recente da produção industrial que registou em Julho um queda de 5,6% face ao mês homólogo (a produção da industria transformadora a cair 3,0%), com a produção de bens de consumo não duradouro a reduzir-se 5,6%.
As vendas a retalho a cairem 4,1% face ao nível registado em Julho de 2011 (excluindo as vendas de combustível a redução foi de 4,4%) associada a uma redução das vendas de produtos não alimentares de 7,7% (9,6% excluinndo as vendas de combustível. Sendo de notar que a média móvel dos últimos 12 meses das vendas a retalho de produtos não alimentares se situa no nível mais baixo desde, pelo menos, o ano de 2000.
Igualmente preocupante é a evolução recente da produção industrial que registou em Julho um queda de 5,6% face ao mês homólogo (a produção da industria transformadora a cair 3,0%), com a produção de bens de consumo não duradouro a reduzir-se 5,6%.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Indicador de Sentimento Económico - Agosto de 2011
Em Agosto, o indicador de sentimento económico registou uma deterioração bastante significativa , caindo 5,0 pontos (para 97,3 pontos) na União Europeia e 4,7 pontos (para 98,3 na zona euro), o que signfica que se situa agora abaixo dos 100 pontos que correspondem à média de longo prazo e indica que a tendência para a desaceleração da actividade económica se acentuou. Sendo ainda de salientar que esta evolução negativa foi generalizada tendo sido sentida em quase todos os países da União Europeia (não existem indicaores para a Irlanda nem França), com as únicas excepções da Grécia (onde o indicador aumentou 2,8 pontos para 73,7), Luxemburgo (aumento de 1,2 pontos para 105,1 pontos) e Eslováquia (aumento de 3,3 pontos para 96,5 pontos). Tendo-se registado uma evolução particularmente negativa no caso da Alemanha onde, embora se mantendo acima dos 100 pontos este indicador caiu 5,7 pontos.
No que se refere a Portugal registou-se igualmente uma queda de 5,0 pontos (para 78,7 pontos) com uma deterioração em todas as componentes, mas que afectou de forma particularmente acentuada a indústria e o sector da construção onde a confiança se situou num novo mínimo histórico.
No que se refere a Portugal registou-se igualmente uma queda de 5,0 pontos (para 78,7 pontos) com uma deterioração em todas as componentes, mas que afectou de forma particularmente acentuada a indústria e o sector da construção onde a confiança se situou num novo mínimo histórico.
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