quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Avaliação do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro

A Comissão Europeia divulgou a primeira avaliação do Programa de Ajsutamento Económico e Financeiro para Portugal.

"It is the joint assessment of the three institutions that the programme is on track. The new government that took office on 21 June is fully committed to the programme agreed in May 2011 and has already shown its determination by reacting quickly to evidence of an emerging shortfall in public finances and by moving ahead with some important structural reforms.

The macroeconomic scenario of the programme remains valid. Economic growth and inflation for the year as a whole are expected to remain in line with the programme. Export growth has been strong; consumer confidence indicators are steady; and employment has remained broadly stable. While GDP is expected to contract in 2011 and 2012, a recovery is projected to begin taking hold in early 2013. Near-term risks to the scenario appear broadly balanced. GDP growth in the second quarter has been more favourable than expected, but the external environment is less favourable than previously assumed.

Recent data pointed to an opening gap between fiscal trends and the 2011 deficit targets. Expenditure overruns in the first half of the year, underperforming non-tax revenue and the reclassification of some operations led to a projected shortfall of about 1.1 percent of GDP. The net costs related to the sale of the troubled bank BPN will add another 0.2 percent of GDP to the headline deficit. The authorities have reacted promptly. Budget execution is being tightened; a one-off surcharge on the personal income tax has been introduced; increases in VAT on natural gas and electricity have been brought forward from next year to 1 October; sales of concessions will be stepped up. The ongoing process of a phased transfer of banks pension funds to the state social security system will exceptionally provide a buffer towards meeting the 5.9 percent of GDP deficit target in 2011."

A crise das dívidas soberanas

Depois de vários dias em que cresceram os sinais preocupantes, hoje foi um dia relativamente positivo em que a chanceler Merkel e os presidentes Sarkozy e Papandreou repetiram (mais uma vez) velhas promessas, os bons sinais vieram também da Itália que aprovou um pacote de austeridade e, sobretudo, de Bruxelas com o anúncio da proposta da Comissão Europeia para reduzir os juros - passando a cobrar um spread zero - e aumentar para 30 anos o prazo máximo de reembolso dos empréstimos europeus à Irlanda e Portugal.

Apesar da reacção favorável dos mercados no dia de hoje trata-se, contudo, de medidas que permitem quanto muito ganhar algum tempo, mas que não serão suficientes para, por si só, assegurar uma estabilização da situação financeira em que se tem assistido a uma queda abrupta do euro e das bolsas, com destaque para as acções do sector bancário, que se não forem rapidamente contidas poderão conduzir a uma situação recessiva.

domingo, 11 de setembro de 2011

Evolução do PIB português no 2.º trimestre de 2011

As estimativas para o PIB português no 2.º trimestre divulgadas pelo INE na passada quinta-feira aponta para que este se tenha reduzido apenas marginalmente face ao trimestre anterior e cerca de 0,9% face ao mesmo trimestre de 2010.

Para este resultado contribuiram o bom comportamento das exportações que aumentaram quase 4% face ao trimestre anterior (e 8,4% relativamente ao mesmo trimestre de 2010) e a queda das importações que desceram 0,2% face ao trimestre anterior (5,4% em termos homólogos). Valores que compensaram a significativa contração da procura interna (-1,3% relativamente ao trimesttre anterior e -5,2% em termos homólogos) associada à redução do consumo das famílias (-0,7% relativamente ao trimesttre anterior e -3,4% em termos homólogos) e do investimento (-7,1% relativamente ao trimesttre anterior e -12,5% em termos homólogos).

Sendo de assinalar a queda das necessidades líquidas de financiamento face ao exterior que apesar de no conjunto dos últimos quatro trimestes corresponderem a 7,6% (-1,9 pp do que no 2.º trimestre de 2010). A qual está. no entanto, em boa parte associada a uma forte queda do investimento, cujo peso no PIB continua em forte queda e em mínimos históricos.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Evolução na indústria transformadora dos EUA - ISM em Agosto de 2011

O indicador de confiança na indústria transformadora dos EUA desceu em Agosto 0,3 pontos para 50,6 indicando uma desaceleração da expansão da actividade deste sector. Sendo de destacar a queda de 3,7 pontos (para 48,6 pontos) na componente produção e o facto de apesar da subida de 0,4 pontos a de novas encomedas se ter situado nos 49,6 pontos, o que aponta para uma ligeira contracção. Sendo ainda de salientar que a componente stocks aumentou 3,0 pontos (para 52,3) o que indica uma subida, embora ligeira, dos stocks que poderá condicionar a evolução da produção nos próximos meses.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A declaração do Banco Nacional Suíço

Num esforço para travar e inverter a forte valorização do franco suíço, nomeadamente face ao euro, o Banco Nacional Suíço anunciou que não tolerará que a taxa de câmbio do suíço desça abaixo dos 1,20 francos suíços por euro, estando disponível para comprar moeda estrangeira em quantidades ilimitadas para assegurar esta taxa de câmbio mínima.

Vendas de veículos automóveis em Portugal - Agosto 2011

De acordo com os dados da vendas de veículos automóveis as vendas de veículos ligeiros de passageiros novos no mês de Agosto foram de apenas 8.128 unidades o que representa uma queda de 31,9% face aos valores de Agosto de 2010 e corresponde ao valor mensal mais baixo desde, pelo menos, Janeiro de 1991. Situando-se a queda das vendas acumuladas nos primeiros oito meses do ano face ao período homólogo em cerca de 22,5%.

Ler os Outros: Treasuries, TIPS, and Gold - Paul Krugman

Não perder este interessante post de Paul Krugman sobre o preço do ouro em que contraria a versão de que a subida do preço do ouro reflecte os receios de um aumento da inflação, referindo que pode reflectir ser "apenas" o reflexo da descida da taxa de juro.

Sendo intelectualmente muito estimulante as duas histórias não são contraditórias. Utilizando o esquema de Krugman a subida do ouro pode estar igualmente a ser impulsionada pelas expectivas do preço limite ("choke price")... ou tudo pode não passar de (mais) uma bolha especulativa.