O indicador de sentimento económico (ESI) na União Europeia registou em agosto uma queda de 2 pontos, registando um valor de 87 pontos que correpsonde ao resultadi mais baixo desde setembro de 2009 e se situa 13 pontos abaixo da média de longo prazo.
Esta descida do ESI resulta de uma queda em todas as suas componentes que se situam todas abaixo das respetivas médias de longo prazo.
Por países registou-se uma descida na maioria dos Estados-membros com especial destaque para as quebras verificadas na Espanha (-4,9 para 82,8 pontos) e Itália (-2,4 para 78,6 pontos), enquanto que na Alemanha se registou uma descida de 1 ponto (para 95,8 pontos) e na França uma subida de 0,4 pontos (para 89,5 pontos).
Estes resultados indicam o acentuar dos sinais de fraqueza da atividade económica na generalidade da União Europeia, sendo que apenas três países (Estónia, Letónia e Suécia) registam valores superiores a 100 pontos.
Entretanto, em Portugal, apesar de permanecer em valores francamente negativos, verificou-se uma subida de 2,7 pontos (para 79,1 pontos). Esta subida resultou de melhorias nas componentes da indústria, serviços e construção, as quais mais do que compensaram as ligeiras reduções na confiança de consumidores e comerciantes.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
O grande desafio para 2013
De acordo com os valores apontados por diversos órgãos de comunicação social, na ausência de medidas adicionais o défice de 2012 situar-se-á entre os 5% e 5,5% do PIB.
A concretizar-se este valor teremos uma redução do défice orçamental que, excluindo o efeito da transferência dos ativos dos fundos de pensões e outras medidas temporárias que segundo o Banco de Portugal tiveram um efeito combinado de cerca de 3,1% do PIB, corresponderá a um valor entre 2,3% a 2,8% do PIB, o que representa um ajustamento orçamental muito significativo num contexto de forte contração da atividade económica.
Este desvio torna, contudo, ainda mais exigente o cumprimento do objetivo para o défice orçamental de 3% do PIB em 2013.
Com efeito, para atingir essa meta será necessária uma redução adicional do défice orçamental entre 2% e 2,5% do PIB (3,4 a 4,2 mil milhões de euros) num contexto económico adverso.
Adicione-se o efeito do corte dos subsídios de férias e de natal que de acordo com o Relatório do OE para 2012 corresponde a cerca de 1,4 mil milhões de euros que a decisão do Tribunal Constitucional veio obrigar a reequacionar e chega-se a um valor entre os 4,8 mil milhões e os 5,6 mil milhões de euros que não serão certamente fáceis de encontrar.
A concretizar-se este valor teremos uma redução do défice orçamental que, excluindo o efeito da transferência dos ativos dos fundos de pensões e outras medidas temporárias que segundo o Banco de Portugal tiveram um efeito combinado de cerca de 3,1% do PIB, corresponderá a um valor entre 2,3% a 2,8% do PIB, o que representa um ajustamento orçamental muito significativo num contexto de forte contração da atividade económica.
Este desvio torna, contudo, ainda mais exigente o cumprimento do objetivo para o défice orçamental de 3% do PIB em 2013.
Com efeito, para atingir essa meta será necessária uma redução adicional do défice orçamental entre 2% e 2,5% do PIB (3,4 a 4,2 mil milhões de euros) num contexto económico adverso.
Adicione-se o efeito do corte dos subsídios de férias e de natal que de acordo com o Relatório do OE para 2012 corresponde a cerca de 1,4 mil milhões de euros que a decisão do Tribunal Constitucional veio obrigar a reequacionar e chega-se a um valor entre os 4,8 mil milhões e os 5,6 mil milhões de euros que não serão certamente fáceis de encontrar.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
The Great Leveraging
É o título de um paper de Alan Taylor sobre a relação entre o sistema bancário, as crises financeiras e a evolução da economia, no qual este autor defende que o rápido crescimento do crédito privado prediz melhor a possibilidade de ocorrência de uma crise financeira do que a acumulação de défices correntes externos ou de défices públicos.
Estes resultados devem contudo ser lidos com alguma cautela porque como diz o autor se é verdade que os booms de crédito podem ser alimentados por poupança interna a verdade é que pode não ser indiferente a composição da balança de capital destacando as diferentes características do investimento direto estramngeiro, dos fluxos de investimento de carteira e dos empréstimos bancários internacionais.
Por outro lado, embora não pareça existir uma relação entre o aumento da dívida pública e a probabilidade de emergência de uma crise financeira, finanças públicas frágeis tornam a economia muito mais vulnerável aos efeitos da crise.
Estes resultados devem contudo ser lidos com alguma cautela porque como diz o autor se é verdade que os booms de crédito podem ser alimentados por poupança interna a verdade é que pode não ser indiferente a composição da balança de capital destacando as diferentes características do investimento direto estramngeiro, dos fluxos de investimento de carteira e dos empréstimos bancários internacionais.
Por outro lado, embora não pareça existir uma relação entre o aumento da dívida pública e a probabilidade de emergência de uma crise financeira, finanças públicas frágeis tornam a economia muito mais vulnerável aos efeitos da crise.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Custe o que custar ?
Os resultados da execução orçamental até mês de julho tornam insofismável que, apesar do bom comportamento da despesa, sem medidas adicionais não irá ser possível atingir o objetivo de 4,5% para o défice orçamental em 2012.
Ora isto só pode significar que o conjunto das medidas "de austeridade", do lado da despesa e da receita, implementadas por este Governo até agora não foram suficientes.
Perante isto é com alguma estranheza que vemos o secretário-geral do PS criticar o Governo por seguir uma política do "custe o que custar", ao mesmo tempo que pede que explique quais as medidas que vai tomar para "tapar o buraco" das contas públicas.
Se fosse coerente o PS deveria ou estar satisfeito por o Governo estar a "poupar" os portugueses a mais sacrifícios ou criticar o Governo por não estar a ser suficientemente firme e rigoroso no controlo do défice.
Ora isto só pode significar que o conjunto das medidas "de austeridade", do lado da despesa e da receita, implementadas por este Governo até agora não foram suficientes.
Perante isto é com alguma estranheza que vemos o secretário-geral do PS criticar o Governo por seguir uma política do "custe o que custar", ao mesmo tempo que pede que explique quais as medidas que vai tomar para "tapar o buraco" das contas públicas.
Se fosse coerente o PS deveria ou estar satisfeito por o Governo estar a "poupar" os portugueses a mais sacrifícios ou criticar o Governo por não estar a ser suficientemente firme e rigoroso no controlo do défice.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Entrevista de Paul Krugman no Público
"(...) eu realmente tenho dificuldades em dar conselhos ao Governo português. Aliás, detesto dizê-lo, mas não faria as coisas de forma muito diferente daquilo que está a ser feito agora."
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Entrevista de Vitor Bento no Público
Por razões que se prendem com as funções que actualmente desempenho tomei a decisão de suspender este blog. Interrompo hoje essa suspensão apenas para chamar a atenção para a entrevista de Vitor Bento ao Público que recomendo vivamente.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
As opções da Europa
Num dia em que se multiplicaram as notícias sobre os planos para salvar a zona euro, a verdade é que as soluções para a estabilização da situação económica e financeira são basicamente duas: i) evitar o default das dívidas soberanas ou ii) recapitalizar os bancos.
Qualquer destas opções pode ser combinada de diversas formas (por exemplo através de um haircut da dívida pública grega acompanhado por uma recapitalização dos bancos que compense as perdas de capital daí decorrentes e pela garantia firme e credível de que os restantes países da zona euro cumprirão escrupulosamente os seus compromissos), mas envolverá sempre o comprometimento substancial de recursos públicos dos países do centro e do Norte da Europa - eventualmente alavancados através do BCE - e/ou do BCE, com as inerentes dificuldades políticas daí resultantes. Mas enquanto não houverem "certezas" de que uma destas soluções será implementada a instabilidade financeira irá continuar e está a proximar-se rapidamente o momento em que os líderes europeus terão que fazer uma escolha sobre qual a combinação destas soluções que irão adoptar, sob pena de uma grave crise financeira que lançaria a Europa numa recessão (com reflexos globais) e colocaria em risco um projecto de construção europeia que está já a ser severamente abalado.
Qualquer destas opções pode ser combinada de diversas formas (por exemplo através de um haircut da dívida pública grega acompanhado por uma recapitalização dos bancos que compense as perdas de capital daí decorrentes e pela garantia firme e credível de que os restantes países da zona euro cumprirão escrupulosamente os seus compromissos), mas envolverá sempre o comprometimento substancial de recursos públicos dos países do centro e do Norte da Europa - eventualmente alavancados através do BCE - e/ou do BCE, com as inerentes dificuldades políticas daí resultantes. Mas enquanto não houverem "certezas" de que uma destas soluções será implementada a instabilidade financeira irá continuar e está a proximar-se rapidamente o momento em que os líderes europeus terão que fazer uma escolha sobre qual a combinação destas soluções que irão adoptar, sob pena de uma grave crise financeira que lançaria a Europa numa recessão (com reflexos globais) e colocaria em risco um projecto de construção europeia que está já a ser severamente abalado.
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