"(...) o Governo decidiu aumentar a contribuição para a Segurança Social exigida aos trabalhadores do sector privado para 18 por cento, o que nos permitirá, em contrapartida, descer a contribuição exigida Às empresas também para 18 por cento.(...)
A subida de 7 pontos percentuais na contribuição dos trabalhadores será igualmente aplicável aos funcionários públicos e substitui o corte de um dos subsídios decidido há um ano. O subsídio reposto será distribuído pelos doze meses de salário. (...)
No caso dos pensionistas e reformados, o corte dos dois subsídios permanecerá em vigor. (...)"
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Evolução do PIB em Portugal - 2.º Trimestre de 2012
Os dados hoje divulgados pelo INE confirmam que no segundo trimestre de 2012, o PIB a preços constantes terá ficado 3,3% abaixo do valor registado no mesmo período de 2011 e 1,2% abaixo do verificado no período anterior (o que corresponde a uma taxa de variação anualizada de -4,6%).
Esta evolução negativa resultou de uma taxa de variação homologa (tvh) de -7,6% da procura interna, que registou quebras expressivas em todas as suas componentes. Com efeito, o consumo das famílias registou uma tvh de -5,9%, enquanto que o consumo das administrações públicas e o investimento registaram tvh de -3,9% e -18,7% respetivamente.
Pelo contrário, a procura externa teve um contributo positivo com as exportações a registarem uma tvh de 4,3% (o que representa ainda assim um abrandamento face aos valores verificados nos trimestres anteriores) e as importações a registarem uma redução homologa de 8,1%.
O que se traduziu numa evolução muito positiva do saldo externo que registou neste segundo trimestre um défice de apenas 81,9 milhões de euros (que compara com 2072,5 milhões verificados no segundo trimestre de 2011). E contribuiu para uma redução muito substancial das necessidades de financiamento no exterior que no conjunto dos últimos 4 trimestres ascenderam a apenas cerca de 2,2% do PIB (o que corresponde ao valor mais baixo desde 1996).
Uma parte significativa do ajustamento externo está, no entanto, a ser efetuada através da redução do investimento que no segundo trimestre correspondeu a apenas 16,4% do PIB. Este resultado corresponde ao valor mais baixo desde pelo menos 1995 e reflete as quedas muito significativas no investimento em construção (tvh de -20,1%) e equipamento de transporte (-31,0%), mas também na componente de outras máquinas e equipamentos (tvh de -7,7%, o que representa um ligeiro agravamento face ao trimestre anterior), componente que apresenta uma queda acumulada superior a 28% face aos valores registados em 2008.
Finalmente, saliente-se que o volume de emprego por conta de outrem registou uma redução de 4,6% face ao segundo trimestre de 2011 (um agravamento significativo face ao valor registado no trimestre anterior), situando-se no valor mais baixo desde o segundo trimestre de 1999. E que a redução acumulada de postos de trabalho desde o segundo trimestre de 2008 ascende já a um total de cerca de 469,2 milhares.
Esta evolução negativa resultou de uma taxa de variação homologa (tvh) de -7,6% da procura interna, que registou quebras expressivas em todas as suas componentes. Com efeito, o consumo das famílias registou uma tvh de -5,9%, enquanto que o consumo das administrações públicas e o investimento registaram tvh de -3,9% e -18,7% respetivamente.
Pelo contrário, a procura externa teve um contributo positivo com as exportações a registarem uma tvh de 4,3% (o que representa ainda assim um abrandamento face aos valores verificados nos trimestres anteriores) e as importações a registarem uma redução homologa de 8,1%.
O que se traduziu numa evolução muito positiva do saldo externo que registou neste segundo trimestre um défice de apenas 81,9 milhões de euros (que compara com 2072,5 milhões verificados no segundo trimestre de 2011). E contribuiu para uma redução muito substancial das necessidades de financiamento no exterior que no conjunto dos últimos 4 trimestres ascenderam a apenas cerca de 2,2% do PIB (o que corresponde ao valor mais baixo desde 1996).
Uma parte significativa do ajustamento externo está, no entanto, a ser efetuada através da redução do investimento que no segundo trimestre correspondeu a apenas 16,4% do PIB. Este resultado corresponde ao valor mais baixo desde pelo menos 1995 e reflete as quedas muito significativas no investimento em construção (tvh de -20,1%) e equipamento de transporte (-31,0%), mas também na componente de outras máquinas e equipamentos (tvh de -7,7%, o que representa um ligeiro agravamento face ao trimestre anterior), componente que apresenta uma queda acumulada superior a 28% face aos valores registados em 2008.
Finalmente, saliente-se que o volume de emprego por conta de outrem registou uma redução de 4,6% face ao segundo trimestre de 2011 (um agravamento significativo face ao valor registado no trimestre anterior), situando-se no valor mais baixo desde o segundo trimestre de 1999. E que a redução acumulada de postos de trabalho desde o segundo trimestre de 2008 ascende já a um total de cerca de 469,2 milhares.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
A decisão do BCE - Um comentário
Ao condicionar a aplicação do OTM aos países abrangidos por programas de ajustamento, o programa de aquisição de dívida pública hoje anunciado pelo BCE constitui de facto uma variante das propostas que advogavam o alargamento da capacidade de intervenção do dos fundos de reestruturação (MEEF / MEE) através do acesso de forma ilimitada ao financiamento do BCE.
As diferenças mais significativas face a essas propostas consiste em que os títulos que vierem a ser adquiridos no âmbito do OTM - e consequentemente o respetivo risco de crédito - se situam no balanço do BCE.
Risco que o mecanismo agora anunciado procura controlar através, por um lado, da limitação da sua aplicação apenas aos títulos com prazo até 3 anos e, por outro lado, da exigência de cumprimento estrito das condições previstas nos programas de ajustamento os quais visam precisamente assegurar a sustentabilidade das finanças públicas.
Ao limitar o âmbito do programa aos títulos com maturidade residual inferior a 3 anos verifica-se aqui um risco de se vir a assitir a um processo de redução da maturidade média da dívida pública dos países abrangidos por um programa de ajustamento.
Por outro lado, ao condicionar a aplicação do programa ao cumprimento estrito das condições dos programas de ajustamento, quer na sua componente orçamental quer na sua componente estrutural, cuja importância foi uma vez mais reafirmada na declaração de abertura da conferênia de imprensa de hoje, na qual o Presidente do BCE considerou "crucial que os governos concretizassem todas as medidas necessárias para alcançar as metas para o presente ano e para os anos seguintes". Relativamente a este ponto saliente-se que o BCE reserva a possibilidade de, de forma independente da avaliação que seja feita noutras instituições, considerar que essas condições não estão a ser cumpridas e determinar a exclusão do acesso ao OTM. O que constituirá certamente um importante incentivo adicional para o cumprimento desses compromissos.
Finalmente, refira-se que o programa será aplicável aos titulos emitidos por países abrangidos por programas de ajustamento macroeconómico que vierem a ser acordados no seio do MEEF / MEE, mas que relativamente aos países já abrangidos por programa o eventual acesso ao OTM apenas será considerada quando estes países estejam a "recuperar" o acesso ao mercado de obrigações. O que deixando assim clara a sua aplicação nos casos de Espanha e Itália caso estes países venham a solicitar assistência financeira ao mesmo tempo que adia qualquer decisão relativamente à Grécia (e também a Portugal e Irlanda).
Embora não seja por si só suficente para assegurar a irreversibilidade do projeto do euro, julgo que será suficiente para, pelo menos, ganhar algum tempo para que os programas de ajustamento possam produzir resultados e para que sejam adotadas e concretizadas reformas institucionais da zona euro, de cujo sucesso (ou insucesso) irá depender o apoio público.
As diferenças mais significativas face a essas propostas consiste em que os títulos que vierem a ser adquiridos no âmbito do OTM - e consequentemente o respetivo risco de crédito - se situam no balanço do BCE.
Risco que o mecanismo agora anunciado procura controlar através, por um lado, da limitação da sua aplicação apenas aos títulos com prazo até 3 anos e, por outro lado, da exigência de cumprimento estrito das condições previstas nos programas de ajustamento os quais visam precisamente assegurar a sustentabilidade das finanças públicas.
Ao limitar o âmbito do programa aos títulos com maturidade residual inferior a 3 anos verifica-se aqui um risco de se vir a assitir a um processo de redução da maturidade média da dívida pública dos países abrangidos por um programa de ajustamento.
Por outro lado, ao condicionar a aplicação do programa ao cumprimento estrito das condições dos programas de ajustamento, quer na sua componente orçamental quer na sua componente estrutural, cuja importância foi uma vez mais reafirmada na declaração de abertura da conferênia de imprensa de hoje, na qual o Presidente do BCE considerou "crucial que os governos concretizassem todas as medidas necessárias para alcançar as metas para o presente ano e para os anos seguintes". Relativamente a este ponto saliente-se que o BCE reserva a possibilidade de, de forma independente da avaliação que seja feita noutras instituições, considerar que essas condições não estão a ser cumpridas e determinar a exclusão do acesso ao OTM. O que constituirá certamente um importante incentivo adicional para o cumprimento desses compromissos.
Finalmente, refira-se que o programa será aplicável aos titulos emitidos por países abrangidos por programas de ajustamento macroeconómico que vierem a ser acordados no seio do MEEF / MEE, mas que relativamente aos países já abrangidos por programa o eventual acesso ao OTM apenas será considerada quando estes países estejam a "recuperar" o acesso ao mercado de obrigações. O que deixando assim clara a sua aplicação nos casos de Espanha e Itália caso estes países venham a solicitar assistência financeira ao mesmo tempo que adia qualquer decisão relativamente à Grécia (e também a Portugal e Irlanda).
Embora não seja por si só suficente para assegurar a irreversibilidade do projeto do euro, julgo que será suficiente para, pelo menos, ganhar algum tempo para que os programas de ajustamento possam produzir resultados e para que sejam adotadas e concretizadas reformas institucionais da zona euro, de cujo sucesso (ou insucesso) irá depender o apoio público.
Outright Monetary Transactions
Como esperado, o BCE anunciou hoje um programa de aquisição de dívida pública no mercado secundário que denominou de Outright Monetary Transactions (OMT).
Este abrangerá os títulos com um prazo residual de entre um e três anos e destina-se a colocar um tecto (não definido) para os yields da dívida de curto/médio prazo, possibilitando, indiretamente, o acesso a fundos em condições razoáveis, sendo de realçar que o BCE não beneficárá relativamente aos títulos adquiridos no âmbito deste programa de qualquer direito de precedência relativamente a outros credores.
Este programa contém ainda duas caracteristicas importantes - e que terão sido decisivos para a sua aceitação pelos países do Norte da Europa. Em primeiro lugar, apenas será aplicável aos países que abrangidos por um programa de ajustamento com condicionalidade estrita e efetiva e na medida em que os compromissos assumidos no quadro desse programa sejam efetivamente respeitados. Em segundo lugar, as operações efetuadas no quadro deste programa serão esterilizadas evitando assim que tenham por efeito um aumento da massa monetária.
Paralelamente a este anúncio, o BCE anunciou ainda um aligeiramento dos requisitos do colateral suspendendo a aplicação da sua exigência de um rating mínimo relativamente aos títulos negociáveis emitidos pelos Estados que sejam elegíveis para o OMT ou que estejam sob um programa da UE-FMI e respeitem os respetivos compromissos assumidos no quadro desse programa de ajustamento. Uma medida que será muito importante nomeadamente para assegurar a capacidade dos dos bancos espanhóis e italianos se continuarem a refinanciar junto do BCE.
Este abrangerá os títulos com um prazo residual de entre um e três anos e destina-se a colocar um tecto (não definido) para os yields da dívida de curto/médio prazo, possibilitando, indiretamente, o acesso a fundos em condições razoáveis, sendo de realçar que o BCE não beneficárá relativamente aos títulos adquiridos no âmbito deste programa de qualquer direito de precedência relativamente a outros credores.
Este programa contém ainda duas caracteristicas importantes - e que terão sido decisivos para a sua aceitação pelos países do Norte da Europa. Em primeiro lugar, apenas será aplicável aos países que abrangidos por um programa de ajustamento com condicionalidade estrita e efetiva e na medida em que os compromissos assumidos no quadro desse programa sejam efetivamente respeitados. Em segundo lugar, as operações efetuadas no quadro deste programa serão esterilizadas evitando assim que tenham por efeito um aumento da massa monetária.
Paralelamente a este anúncio, o BCE anunciou ainda um aligeiramento dos requisitos do colateral suspendendo a aplicação da sua exigência de um rating mínimo relativamente aos títulos negociáveis emitidos pelos Estados que sejam elegíveis para o OMT ou que estejam sob um programa da UE-FMI e respeitem os respetivos compromissos assumidos no quadro desse programa de ajustamento. Uma medida que será muito importante nomeadamente para assegurar a capacidade dos dos bancos espanhóis e italianos se continuarem a refinanciar junto do BCE.
Banco Central Europeu mantém as taxas de juro
O Conselho de Governadores do Banco Central Europeu decidiu hoje não alterar as suas taxas de referência, mantendo-se assim a taxa de juro das operações principais de refinanciamento nos 0,75%,
As atenções dos analistas e do mercado estão hoje concentradas sobretudo no programa que o presidente Draghi irá (ou não) anunciar de intervenção nos mercados secundários de dívida pública dos países da zona euro na conferência de imprensa que se irá iniciar às 13h30.
As atenções dos analistas e do mercado estão hoje concentradas sobretudo no programa que o presidente Draghi irá (ou não) anunciar de intervenção nos mercados secundários de dívida pública dos países da zona euro na conferência de imprensa que se irá iniciar às 13h30.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Vendas de automóveis em Portugal - Agosto de 2012
Em agosto de 2012 ter-se-ão vendido em Portugal 5.443 automóveis ligeiros de passageiros e todo o terreno o que representa o valor mensal mais baixo desde, pelo menos, janeiro de 1991 e uma quebra de 33,1% face ao mês homologo de 2011.
As vendas de comerciais ligeiros registaram uma redução de 58,2% face a julho de 2011, situando-se igualmente no valor mais baixo desde, pelo menos, janeiro de 1991.
As vendas de comerciais ligeiros registaram uma redução de 58,2% face a julho de 2011, situando-se igualmente no valor mais baixo desde, pelo menos, janeiro de 1991.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
ISM - Agosto 2012
O ISM desceu 0,2 pontos para 49,6 pontos situando-se pelo segundo mês consecutivo abaixo dos 50 pontos.
Este resultado corresponde ao valor mais baixo desde julho de 2009, valor que indica uma contração da indístria transformadora e constitui mais uma indicação de abrandamento significativo na atividade económica internacional.
Este resultado corresponde ao valor mais baixo desde julho de 2009, valor que indica uma contração da indístria transformadora e constitui mais uma indicação de abrandamento significativo na atividade económica internacional.
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