PS: 35% (+0,2)
PSD: 26.9% (-3,1)
CDS: 10,1% (+0,1)
CDU: 10% (+0,5)
BE: 9,5% (+1,8)
Os resultados da sondagem realizada pela Eurosondagem para o Expresso e a SIC indicam uma descida significativa das intenções de voto no PSD e uma subida dos restantes partidos, com especial destaque para o BE, alargando a vantagem do PS sobre o PSD para 8,1 pontos percetuais.
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Evolução do PIB na União Europeia - 3.º trimestre 2012
De acordo com o Eurostat, o PIB da zona euro caiu 0,1% (-0,2% no trimestre anterior) face ao trimestre anterior e 0,6% (-0,4% no trimestre anterior) face ao 3.º trimestre de 2012. Enquanto que a na União europeia se verificou um aumento de 0,1% face ao trimestre anterior (-0,2% no trimestre anterior) e uma reduºão de 0,4% face ao 3.º trimestre de 2011 (-0,3% no trimestree anterior).
Os dados hoje divulgados indicam que o PIB no 3.º trimestre ficou abaixo do valor verificado no 3.º trimestre de 2011 caiu em 10 dos 20 estados-mebros da União Europeia para os quais foram divulgados dados, sendo as quebras mais acentuadas as verificadas na Grécia (-7,2%), Portugal (-3,4%), Itália (-2,4%), Chipre (-2,3%), Espanha (-1,6%) e Hungria (-1,6%). Enquanto que quer a Alemanha quer a França registaram taxas de crescimento positivas quer face ao trimestre anterior (0,2% em ambos os países) quer face ao trimestre homólogo (0,9% para a Alemanha e 0,1% para a França).
Os dados hoje divulgados indicam que o PIB no 3.º trimestre ficou abaixo do valor verificado no 3.º trimestre de 2011 caiu em 10 dos 20 estados-mebros da União Europeia para os quais foram divulgados dados, sendo as quebras mais acentuadas as verificadas na Grécia (-7,2%), Portugal (-3,4%), Itália (-2,4%), Chipre (-2,3%), Espanha (-1,6%) e Hungria (-1,6%). Enquanto que quer a Alemanha quer a França registaram taxas de crescimento positivas quer face ao trimestre anterior (0,2% em ambos os países) quer face ao trimestre homólogo (0,9% para a Alemanha e 0,1% para a França).
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Evolução do emprego e desemprego - 3.º trimestre 2012
De acordo com o INE, no terceiro trimestre de 2012 o número de desempregados ascendeu a 870,9 mil pessoas (um aumento de 181,3 mil face ao mesmo período de 2011), o que corresponde a uma taxa de desemprego de 15,8% (mais 3,3 pontos percentuais do que há um ano).
Os números hoje divulgados apontam para que no último ano tenha ocorrido uma redução de 4,1% (197,1 mil) do emprego em geral e de 5,1% (-194,2 mil) do emprego por conta de outrem.
Por setores de atividade a redução de empregos afetou sobretudo o setor da indústria e construção, no qual o emprego se registou uma redução de 11,0% (-146,7 mil empregos), enquanto que no setor dos serviços se verificou uma redução de 2,4% (-73,1 mil empregos). Em sentido contrário, verificou-se um aumento de 4,7% (+22,3 mil empregos) na agricultura e pescas.
Os dados revelam ainda um aumento de 35,8% do número de desempregados há mais de 12 meses que abrange 483,9 mil pessoas (55,6% do desemprego total), e a subida para 39,0% da taxa de desemprego dos jovens.
Registe-se ainda uma subida dos chamdos inativos disponíveis, categoria que engloba 249,2 mil pessoas (número que corresponde a 4,5% da população ativa), bem como o subemprego a tempo parcial que aumentou 17,6% para 247,3 mil pessoas.
O total de desempregados, inativos disponíveis e empregados a tempo parcial em situação de subemprego corresponde a um 1.367,4 mil pessoas que equivale a 23,7% da população ativa corrigida dos inativos disponíveis.
Os números hoje divulgados apontam para que no último ano tenha ocorrido uma redução de 4,1% (197,1 mil) do emprego em geral e de 5,1% (-194,2 mil) do emprego por conta de outrem.
Por setores de atividade a redução de empregos afetou sobretudo o setor da indústria e construção, no qual o emprego se registou uma redução de 11,0% (-146,7 mil empregos), enquanto que no setor dos serviços se verificou uma redução de 2,4% (-73,1 mil empregos). Em sentido contrário, verificou-se um aumento de 4,7% (+22,3 mil empregos) na agricultura e pescas.
Os dados revelam ainda um aumento de 35,8% do número de desempregados há mais de 12 meses que abrange 483,9 mil pessoas (55,6% do desemprego total), e a subida para 39,0% da taxa de desemprego dos jovens.
Registe-se ainda uma subida dos chamdos inativos disponíveis, categoria que engloba 249,2 mil pessoas (número que corresponde a 4,5% da população ativa), bem como o subemprego a tempo parcial que aumentou 17,6% para 247,3 mil pessoas.
O total de desempregados, inativos disponíveis e empregados a tempo parcial em situação de subemprego corresponde a um 1.367,4 mil pessoas que equivale a 23,7% da população ativa corrigida dos inativos disponíveis.
Ler os Outros: Vitor Bento
Na crónica publicada hoje no Diário Económico, Vitor Bento chama a atenção para a existência de "uma curiosa dissonância na percepção" interna e externa sobre o grau de sucesso do programa de ajustamento porque passa a economia portuguesa.
Uma diferença de percepções a que "não será certamente alheio o diferenciado esforço de comunicação por parte do Governo, muito mais dirigido - em tempo e recursos - à frente externa, e principalmente aos «mercados» e instâncias supranacionais, do que à frente interna", mas que na sua opinião também resulta do que identifica como factores de idiossincrasia cultural e "em particular da atávica tendência de procurar «fora de nós» a origem e solução para as agruras que «'nos caem do céu»" geradora de fenómenos de "escapismo" de que a "actual mantra da «renegociação dos juros»" seria emanação".
Independentemente da avaliação do grau de sucesso de um processo de ajustamento em que, apesar de progressos significativos em algumas dimensões, para além de um aumento do desemprego muito superior ao esperado houve já necessidade de rever de forma significativa as metas, eventualmente demasiado exigentes, para a evolução do défice e dívida pública, parece-me que não é possível separar as duas vertentes acima enunciadas e considero que o claro crescimento dessa tendência escapista não pode ser dissociado da incapacidade do Governo, e dos partidos que o apoiam, em apresentar e explicar aos portugueses, com clareza e sem rodear as dificuldades e desafios, a situação em que Portugal se encontra e a estratégia para recuperar a sustentabilidade económica e financeira.
Seja como for, como refere o autor, a verdade é que "esta dissonância dificilmente se poderá manter por muito tempo, não sendo claro qual das duas formas acabará por absorver outra".
Por isso, espero que o Governo tenha a visão e capacidade para seguir a recomendação de dar "mais atenção à frente interna" e que ainda vá a tempo de "recuperar o país", sob pena de comprometer irremediavelmente a frente externa.
Uma diferença de percepções a que "não será certamente alheio o diferenciado esforço de comunicação por parte do Governo, muito mais dirigido - em tempo e recursos - à frente externa, e principalmente aos «mercados» e instâncias supranacionais, do que à frente interna", mas que na sua opinião também resulta do que identifica como factores de idiossincrasia cultural e "em particular da atávica tendência de procurar «fora de nós» a origem e solução para as agruras que «'nos caem do céu»" geradora de fenómenos de "escapismo" de que a "actual mantra da «renegociação dos juros»" seria emanação".
Independentemente da avaliação do grau de sucesso de um processo de ajustamento em que, apesar de progressos significativos em algumas dimensões, para além de um aumento do desemprego muito superior ao esperado houve já necessidade de rever de forma significativa as metas, eventualmente demasiado exigentes, para a evolução do défice e dívida pública, parece-me que não é possível separar as duas vertentes acima enunciadas e considero que o claro crescimento dessa tendência escapista não pode ser dissociado da incapacidade do Governo, e dos partidos que o apoiam, em apresentar e explicar aos portugueses, com clareza e sem rodear as dificuldades e desafios, a situação em que Portugal se encontra e a estratégia para recuperar a sustentabilidade económica e financeira.
Seja como for, como refere o autor, a verdade é que "esta dissonância dificilmente se poderá manter por muito tempo, não sendo claro qual das duas formas acabará por absorver outra".
Por isso, espero que o Governo tenha a visão e capacidade para seguir a recomendação de dar "mais atenção à frente interna" e que ainda vá a tempo de "recuperar o país", sob pena de comprometer irremediavelmente a frente externa.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Boletim Económico do Banco de Portugal - outono 2012
O boletim económico do Banco de Portugal aponta para uma redução do PIB em 2012 de 1,6%. Uma previsão significativamente abaixo (-0,6 p.p.) do que a recentemente apresentada pelo Governo no Relatório do orçamento do Estado para 2013.
Comparando as duas previsões, o Banco de Portugal é mais pessimista relativamente à evolução do consumo privado (-3,6% face a -2,2% na previsão do governo) e da formação bruta de capital fixo (-10,0% face a -4,2% na previsão do governo), enquanto que, por outro lado, prevê uma evolução mais favorável do consumo público (-2,4% face a -3,5% na previsão do governo), exportações (+5,0% face a 3,6% na previsão do governo) e importações (-2,3% face a -1,4% na previsão do governo).
Note-se que apesar de significativamente mais pessimista a previsão do Banco de Portugal para o consumo privado assume, ainda assim, uma evolução menos negativa do que a esperada para o rendimento disponível e pressupõe uma ligeira redução da taxa de poupança dos particulares, alertando no entanto para que "o aumento do número de agentes sujeitos a restrições de liquidez, num quadro de redução do rendimento disponível e de agravamento das condições no mercado de trabalho, bem como de incerteza quanto ao enquadramento interno e externo" poderá limitar de forma mais acentuada a capacidade das famílias para "alisar o consumo" e "incentivar a poupança por motivos de precaução", pelo que, consequentemente, "o consumo privado poderá apresentar uma redução mais acentuada do que a considerada no cenário central".
Enquanto que, por outro lado, a previsão mais otimista para o crescimento das exportações baseia-se em expetativas de ganhos significativos de quota de mercado (o Banco de Portugal considera um crescimento da procura externa de 2,5% que compara com a previsão do governo de 2,8%), chamando no entanto a atenção para os riscos de uma evolução económica internacional mais desfavorável, em particular na zona euro, "com potencial impacto nas exportações portuguesas", bem como para "a possibilidade de menor persistência ou de não materialização dos ganhos de quota assumidos".
No que se refere ao emprego, as previsões são similares com o Banco de Portugal a prever uma redução do emprego de 1,8% em 2013 (face a uma previsão do governo de -1,7%).
Comparando as duas previsões, o Banco de Portugal é mais pessimista relativamente à evolução do consumo privado (-3,6% face a -2,2% na previsão do governo) e da formação bruta de capital fixo (-10,0% face a -4,2% na previsão do governo), enquanto que, por outro lado, prevê uma evolução mais favorável do consumo público (-2,4% face a -3,5% na previsão do governo), exportações (+5,0% face a 3,6% na previsão do governo) e importações (-2,3% face a -1,4% na previsão do governo).
Note-se que apesar de significativamente mais pessimista a previsão do Banco de Portugal para o consumo privado assume, ainda assim, uma evolução menos negativa do que a esperada para o rendimento disponível e pressupõe uma ligeira redução da taxa de poupança dos particulares, alertando no entanto para que "o aumento do número de agentes sujeitos a restrições de liquidez, num quadro de redução do rendimento disponível e de agravamento das condições no mercado de trabalho, bem como de incerteza quanto ao enquadramento interno e externo" poderá limitar de forma mais acentuada a capacidade das famílias para "alisar o consumo" e "incentivar a poupança por motivos de precaução", pelo que, consequentemente, "o consumo privado poderá apresentar uma redução mais acentuada do que a considerada no cenário central".
Enquanto que, por outro lado, a previsão mais otimista para o crescimento das exportações baseia-se em expetativas de ganhos significativos de quota de mercado (o Banco de Portugal considera um crescimento da procura externa de 2,5% que compara com a previsão do governo de 2,8%), chamando no entanto a atenção para os riscos de uma evolução económica internacional mais desfavorável, em particular na zona euro, "com potencial impacto nas exportações portuguesas", bem como para "a possibilidade de menor persistência ou de não materialização dos ganhos de quota assumidos".
No que se refere ao emprego, as previsões são similares com o Banco de Portugal a prever uma redução do emprego de 1,8% em 2013 (face a uma previsão do governo de -1,7%).
Barometro Aximage - novembro 2012
PS: 32.1% (-1.6)
PSD: 26.3% (+1.4)
CDU: 9.6% (+0.1)
CDS: 7.9% (=)
BE: 7.5% (+0.5)
Esta sondagem indica uma ligeira recuperação do PSD, que se mantém, contudo, não só muito abaixo dos valores obtidos até setembro, e a quebra do PS (que curiosamente também já havia descido em outubro) o que conduziu a uma redução de 3 pontos percentuais da diferença entre estes dois partidos.
De referir ainda os índices francamente negativos de popularidade quer do primeiro-ministro e do governo e, em especial, a descida da avaliação que os portugueses fazem do ministro das finanças.
domingo, 11 de novembro de 2012
As declarações de Isabel Jonet
Tive, finalmente, oportunidade de ouvir o excerto das famosas declarações da Isabel Jonet e confesso que, independtemente de um discurso um pouco desconexo e até contraditório, nomeadamente no que se refere à natureza conjuntural ou estrutural do desemprego, não vislumbrei nada que justificasse a polémica e muito menos indiganção. Mesmo a afirmação de que "não temos miséria em Portugal" deve ser entendida no contexto em que foi produzida de comparação com a situação muitissimo mais grave que se verifica na Grécia.
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