quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Serviços e construção - novembro de 2012

De acordo com o INE, em novembro de 2012 o volume de negócios nos serviços terá registado uma quebra de 8,3% face ao mesmo mês de 2011 (-7,7% no mês anterior), enquanto que o emprego regista uma redução de 6,7% (-6,8% no mês anterior).

A produção na construção registou igualmente um agravamento com a taxa de variação homóloga mensal a situar-se nos -18,9% (-15,7% em outubro) enquanto que a tvh mensal do emprego se situa nos -19,0% (-18,4% no mês anterior).

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Comercio internacional - novembro 2012

Os dados do comércio internacional relativos ao mês de novembro de 2012 indicam um aumento das exportações (em sentido lato) de apenas 0,1% face ao mesmo mês de 2011 (+5,7% no mês anterior), com a evolução das exportações a ser penalizada pela evolução das saídas com destino a outros países da União Europeia (tvh de -2,4%) mas também por um forte abrandamento das exportações com destino ao resto do  mundo (tvh de 6,7%). Paralelamente assistiu-se a uma quebra de 5,9% nas importações (também em sentido lato).

Estes dados parecem confirmar a tendência para um abrandamento significativo das exportações apontando para que o respetivo contributo a evolução do PIB no 4.º trimestre possa vir a ser substancialmente inferior ao verificado nos últimos trimestres.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Indicadores de confiança - dezembro de 2012

Os resultados dos inquéritos de confiança relativos ao mês de dezembro hoje diivulgados pelo INE indicam que o indice de confiança dos consumidores continuou a tendência recuperação dos mínimos históricos registados em outubro subindo para -58,4 pontos (+1,3 pontos).

Na indústria transformadora, construção e serviços a tendência observada foi igualmente positiva, verificando-se uma subida de 4,7 pontos (para -18,2), de 3,1 pontos (para -67,5) e de 3,4 pontos (para -31,9), respetivamente.

Inversamente, registou-se uma ligeira deterioração nos indicadores do comércio que baixou 3,0 pontos para -14,4 pontos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Barómetro i / Pitagórica - dezembro 2012

PS:     34,6% (-1,6)
PSD:  29%    (+2,6)
CDS:  11,4% (+1,6)
CDU: 11,2% (+1,4)
BE:      8,4% (+0,9)
OBN:  5,4% (-4,8)

A sondagem da Pitagórica para o jornal i, indica uma recuperação das intenções de voto no PSD face aos resultados da sondagem de novembro, mantendo-se, contudo, abaixo do limiar dos 30% e a uma distância de quase 10 pontos percentuais do resultado das legislativas de 2011. Enquanto que as intenções de voto no PS recuam 1,6 pontos percentuais reduzindo-se a diferença entre os dois maiores partidos para 5,6 pontos percentuais.

Num cenário em que se verificou uma redução significativa dos outros, brancos e nulos é ainda de assinalar a subida das intenções de voto no CDS para níveis próximos do resultado obtido nas legislativas de 2011 (11,7%) e a continuação da tendência de subida da CDU e BE que, em conjunto, alcançam 19,6% das intenções de voto.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Vendas de automóveis - dezembro de 2012

Em dezembro de 2012 as vendas de automóveis ligeiros de passageiros e veículos todo o terreno registaram uma redução de 43,6% face a dezembro de 2011 (em novembro a taxa de variação homóloga foi de -25,4%). Com este resultado no quarto trimestre a tvh ter-se-á situado nos -30,3% o que representa apenas uma ligeira melhoria face aos -33,4% registados no trimestre de julho a setembro.

Em termos anuais, em 2012 venderam-se 95.290 unidades, o que corresponde a uma redução de 37,9% faace ao ano de 2011, sendo de assinalar que este foi o primeiro ano desde 1985 em que as vendas ficaram abaixo das cem mil unidades e que o volume de vendas é inferior a um terço do registado nos anos de 1999 e 2000.

Nos comerciais ligeiros o ano de 2012 foi ainda mais negativo com uma redução das vendas de 54,2% (em dezembro a tvh mensal foi de -57,0%) para apenas 16.009 unidades o que corresponde ao valor mais baixo desde 1976 e a menos de um sétimo das vendas em 2000.

Finalmente, nos pesados de mercadorias apesar de uma recuperação nos últimos meses de 2012 (em dezembro as vendas ficaram 20,7% acima das verificadas em dezembro de 2011 e no conjunto do último trimestre a tvh situar-se-á nos +20,7%), em termos anuais registou-se uma tvh de -29,1% e o número de unidade vendidas foi o mais baixo desde, pelo menos, 1970.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Vendas a tretalho e produção industrial - novembro de 2012

De acordo com o INE, em novembro de 2012, as vendas no comércio a retalho (deflacionadas e ajustadas da sazonalidade) registaram uma redução de 5,3% face ao valor registado no mês homólogo do ano anterior, o que representa uma melhoria de 1,2 pp face à taxa de variação homóloga (tvh) registada no mês anterior (-6,5%). Por tipos de produtos a tvh  na venda de bens alimentares, bebidas e tabaco ter-se-á situado nos -2,6% (-4,3% no mês anterior) enquanto que nas vendas de produtos alimentares se verificou um recuo de 8,0% (8,9% no mês anterior).

Por outro lado, a produção industrial terá registado uma tvh de -4,3% (-2,3% em outubro) verificando-se, igualmente, uma quebra de -4,3% no índice de produção da indústria transformadora (+1,4% no mês anterior).

Mensagem de ano novo do Presidente da República





Na mensagem em que, de modo salomónico, o Presidente da República justificou a promulgação da lei do Orçamento do Estado para 2013 e anunciou o pedido de fiscalização sucessiva sobre a constitucionalidade de alguns dos seus artigos (pedido que segundo hoje divulgado respeita às disposições relativas à suspensão do pagamento dos subsídios de férias e à contribuição extraordinária de solidariedade sobre as pensões), cuja decisão o país e o Governo terá agora de aguardar, julgo serem de destacar três pontos essenciais.

Em primeiro lugar, a evidente preocupação do Presidente com a situação de crise financeira, económica e social,  caracterizada por uma "espiral recessiva", a qual é no entanto indissociável dos constrangimentos resultantes dos elevados níveis de endividamente público e externo que qualifica de "insustentável".

Por outro lado, o Presidente alerta sobre a necessidade de cumprir os compromissos internacionais e os riscos de renegociação da dívida, bem como sobre as consequências potencialmente catastróficas de uma crise política.

Finalmente, se é certo que a mensagem evidencia algum distanciamento critico do Presidente relativamente às políticas deste governo, existe um claro reconhecimento da inevitabilidade da austeridade - essencial para a imprescíndível de consolidação orçamental - que não impede, contudo, o Presidente de defender a  necessidade de um  "equilíbrio mais harmonioso entre o programa de consolidação orçamental e o crescimento económico", nomeadamente através de políticas que favoreçam o investimento e as exportações, mas para o qual também será necessário convocar o apoio da União Europeia e imprescindível que o Governo e a maioria tenham a capacidade de diálogo necessária para criar e preservar um contexto de consenso político e social o mais alargado possível.