O sucesso da operação de colocação de dívida pública com vencimento em Outubro de 2017 quer no que se refere ao nível e profundidade da procura quer do yield que se situou nos 4,891% ou seja significativamente abaixo dos 5% constitui um marco importante na estrtégia de regresso proogressivo ao mercado.
Para além do elevado nível de procura que correspondeu a cetrca de 6 vezes o montante indicativo inicial é de realçar o facto de 93% da emissão ter sido colocada junto de investidores internacionais - sobretudo dos EUA (33%) e do Reino Unido (29%), mas também na Europa (20%), o que constitui um indicador importante da recuperação da confiança dos investidores internacionais na dívida pública portuguesa.
Note-se, contudo, que apesar dos progressos muito significativos o spread face às obrigações alemãs 5 anos - cujo yield se situou hoje nos 0,596% - é ainda superior a 400 pontos base.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Leilão de BT de 16 de janeiro
Os resultados do leilão através do qual o IGCP colocou ontem 2,5 mil milhões de euros de bilhetes de tesouro foram muito positivos, sendo particularmente de assinalar o facto de terem sido colocados 1,2 mil milhões a um ano com uma taxa média de 1,609% (e uma taxa de corte de 1,65%) e mil milhões a 18 meses a uma taxa média de 1,963% (taxa de corte de 1,989%).
Estes resultados que o maior "apetite" dos investidores por dívida pública dos países periféricos recentemente evidenciado nos leilões realizados por Itália, Espanha e Irlanda abrange também a dívida pública portuguesa e abre boas perspetivas para um eventual regresso antecipado da República Portuguesa ao mercado primário de obrigações que segundo o Diário Económico estará já a ser preparado para os próximos dias.
Estes resultados que o maior "apetite" dos investidores por dívida pública dos países periféricos recentemente evidenciado nos leilões realizados por Itália, Espanha e Irlanda abrange também a dívida pública portuguesa e abre boas perspetivas para um eventual regresso antecipado da República Portuguesa ao mercado primário de obrigações que segundo o Diário Económico estará já a ser preparado para os próximos dias.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Projeções do Banco de Portugal para 2013 e 2014 - Boletim de Inverno
No Boletim económico de inverno hoje divulgado, o Banco de Portugal projeta para 2013 uma taxa de variação do PIB de -1,9%. O que corresponde a -0,3 pontos percentuais do que a projeção do Boletim Económico de Outono, a qual resulta da revisão da projeção da taxa de crescimento das exportações de 5,0% para 2,0%, que se traduz numa redução de 0,7 pp (de 2,8 pp para 2,1 pp) do contributo das exporatções líquidas para o crescimento do PIB a qual reflete a revisão da previsão do crescimento da procura externa de 2,5% para 0,3% e que mais do que compensa a revisão em alta do contributo da procura interna (de -4,5 pp para -4,0 pp) associada a uma menor contração do investimento.
Para 2014, o Banco de Portugal projeta um crescimento do PIB de 1,3%, o qual assenta numa ligeira reuperação da procura interna que deverá crescer 0,8% (associada a uma recuperação do consumo púiblico e do investimento e a uma estabilização do consumo privado), ao mesmo tempo que, apesar da recuperação das exportações o contributo das exportações líqudas se deverá reduzir para 0,6 pp (em virtude da inversão do comportamento das importações que o Banco de Portugal prevê que diminuam 3,4% em 2013 e aumentem 2,5% em 2014). Note-se, no entanto, que de acordo com o Banco de Portugal esta projeção de aumento da atividade económica para 2014 é feita "num quadro em que não foram consideradas medidas de consolidação orçamental adicionais para além das que decorrem da manutenção das medidas incluídas no OE 2013", pelo que, como o Banco de Portugal alerta, esta projeção para 2014 "deve ser interpretada com particular prudência, dado que as autoridades já anunciaram a necessidade de delinear medidas adivionais para cumprir os objetivos orçamentais".
Para 2014, o Banco de Portugal projeta um crescimento do PIB de 1,3%, o qual assenta numa ligeira reuperação da procura interna que deverá crescer 0,8% (associada a uma recuperação do consumo púiblico e do investimento e a uma estabilização do consumo privado), ao mesmo tempo que, apesar da recuperação das exportações o contributo das exportações líqudas se deverá reduzir para 0,6 pp (em virtude da inversão do comportamento das importações que o Banco de Portugal prevê que diminuam 3,4% em 2013 e aumentem 2,5% em 2014). Note-se, no entanto, que de acordo com o Banco de Portugal esta projeção de aumento da atividade económica para 2014 é feita "num quadro em que não foram consideradas medidas de consolidação orçamental adicionais para além das que decorrem da manutenção das medidas incluídas no OE 2013", pelo que, como o Banco de Portugal alerta, esta projeção para 2014 "deve ser interpretada com particular prudência, dado que as autoridades já anunciaram a necessidade de delinear medidas adivionais para cumprir os objetivos orçamentais".
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Serviços e construção - novembro de 2012
De acordo com o INE, em novembro de 2012 o volume de negócios nos serviços terá registado uma quebra de 8,3% face ao mesmo mês de 2011 (-7,7% no mês anterior), enquanto que o emprego regista uma redução de 6,7% (-6,8% no mês anterior).
A produção na construção registou igualmente um agravamento com a taxa de variação homóloga mensal a situar-se nos -18,9% (-15,7% em outubro) enquanto que a tvh mensal do emprego se situa nos -19,0% (-18,4% no mês anterior).
A produção na construção registou igualmente um agravamento com a taxa de variação homóloga mensal a situar-se nos -18,9% (-15,7% em outubro) enquanto que a tvh mensal do emprego se situa nos -19,0% (-18,4% no mês anterior).
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Comercio internacional - novembro 2012
Os dados do comércio internacional relativos ao mês de novembro de 2012 indicam um aumento das exportações (em sentido lato) de apenas 0,1% face ao mesmo mês de 2011 (+5,7% no mês anterior), com a evolução das exportações a ser penalizada pela evolução das saídas com destino a outros países da União Europeia (tvh de -2,4%) mas também por um forte abrandamento das exportações com destino ao resto do mundo (tvh de 6,7%). Paralelamente assistiu-se a uma quebra de 5,9% nas importações (também em sentido lato).
Estes dados parecem confirmar a tendência para um abrandamento significativo das exportações apontando para que o respetivo contributo a evolução do PIB no 4.º trimestre possa vir a ser substancialmente inferior ao verificado nos últimos trimestres.
Estes dados parecem confirmar a tendência para um abrandamento significativo das exportações apontando para que o respetivo contributo a evolução do PIB no 4.º trimestre possa vir a ser substancialmente inferior ao verificado nos últimos trimestres.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Indicadores de confiança - dezembro de 2012
Os resultados dos inquéritos de confiança relativos ao mês de dezembro hoje diivulgados pelo INE indicam que o indice de confiança dos consumidores continuou a tendência recuperação dos mínimos históricos registados em outubro subindo para -58,4 pontos (+1,3 pontos).
Na indústria transformadora, construção e serviços a tendência observada foi igualmente positiva, verificando-se uma subida de 4,7 pontos (para -18,2), de 3,1 pontos (para -67,5) e de 3,4 pontos (para -31,9), respetivamente.
Inversamente, registou-se uma ligeira deterioração nos indicadores do comércio que baixou 3,0 pontos para -14,4 pontos.
Na indústria transformadora, construção e serviços a tendência observada foi igualmente positiva, verificando-se uma subida de 4,7 pontos (para -18,2), de 3,1 pontos (para -67,5) e de 3,4 pontos (para -31,9), respetivamente.
Inversamente, registou-se uma ligeira deterioração nos indicadores do comércio que baixou 3,0 pontos para -14,4 pontos.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Barómetro i / Pitagórica - dezembro 2012
PS: 34,6% (-1,6)
PSD: 29% (+2,6)
CDS: 11,4% (+1,6)
CDU: 11,2% (+1,4)
BE: 8,4% (+0,9)
OBN: 5,4% (-4,8)
A sondagem da Pitagórica para o jornal i, indica uma recuperação das intenções de voto no PSD face aos resultados da sondagem de novembro, mantendo-se, contudo, abaixo do limiar dos 30% e a uma distância de quase 10 pontos percentuais do resultado das legislativas de 2011. Enquanto que as intenções de voto no PS recuam 1,6 pontos percentuais reduzindo-se a diferença entre os dois maiores partidos para 5,6 pontos percentuais.
Num cenário em que se verificou uma redução significativa dos outros, brancos e nulos é ainda de assinalar a subida das intenções de voto no CDS para níveis próximos do resultado obtido nas legislativas de 2011 (11,7%) e a continuação da tendência de subida da CDU e BE que, em conjunto, alcançam 19,6% das intenções de voto.
PSD: 29% (+2,6)
CDS: 11,4% (+1,6)
CDU: 11,2% (+1,4)
BE: 8,4% (+0,9)
OBN: 5,4% (-4,8)
A sondagem da Pitagórica para o jornal i, indica uma recuperação das intenções de voto no PSD face aos resultados da sondagem de novembro, mantendo-se, contudo, abaixo do limiar dos 30% e a uma distância de quase 10 pontos percentuais do resultado das legislativas de 2011. Enquanto que as intenções de voto no PS recuam 1,6 pontos percentuais reduzindo-se a diferença entre os dois maiores partidos para 5,6 pontos percentuais.
Num cenário em que se verificou uma redução significativa dos outros, brancos e nulos é ainda de assinalar a subida das intenções de voto no CDS para níveis próximos do resultado obtido nas legislativas de 2011 (11,7%) e a continuação da tendência de subida da CDU e BE que, em conjunto, alcançam 19,6% das intenções de voto.
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