Segundo o INE , no 4.º trimestre de 2012 o número de desempregados ascendia a 923,2 milhares e a taxa de desemprego em Portugal atingiu os 16,9% (um aumento de 2,9 pontos percentuais face ao trimestre homólogo de 2011), sendo de salientar que os desempregados há mais de 12 meses representam 8,5% da população ativa (e cerca de 56% do total de desempregados) e que a taxa de desemprego nos jovens até aos 24 anos se situa nos 40%.
Este resultado foi obtido apesar da redução significativa de 51,5 milhares (0,9%) da população ativa e que o número de empregados no último ano se reduziu em 203,6 milhares (4,3%) elevando o número de postos de trabalho perdidos desde o 2.º trimestre de 2008 para cerca de 440 mil, enquanto que o número de empregados por conta de outrem baixou 206,9 milhares.
Note-se, ainda, que o número dos chamados inativos disponíveis registou igualmente um aumento significativo correspondendo a 259,2 milhares, número que adicionado aos desempregados perfaz 1.183 milhares e que corresponde a 20,7% da população ativa corrigida dos ativos disponíveis.
PS: Em 2012 a taxa de desemprego média anual situou-se nos 15,7% o que representa mais 0,2 pp do que o valor constante no cenário macroeconómico do Relatório do Orçamento do Estado para 2013, parecendo, igualmente, cada vez mais inexequível que a taxa de desmeprego média em 2013 se venha a situar nos 16,4% previstos nesse documento o que torna ainda mais dificil o cumprimento do objetivo de 4,5% do PIB para o défice orçamental.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Comércio internacional - dezembro 2012
De acordo com os dados hoje divulgados pelo INE, em dezembro as exportações (em sentido lato, ou seja incluindo transmissões intracomunitárias) portuguesas registaram uma taxa de variação homóloga de -3,2% (-0,1% no mês anterior) e as importações (também em sentido lato) reduziram-se em 7,9% (-6,2% no mês anterior).
No conjunto do quarto trimestre as taxas de varialção homóloga foram de +1,0% para as exportações e -3,0% para as importações o que indica um menor contributo da procura externa líquida para o crescimento do PIB neste trimestre significativamente inferior à verificada no 3.º trimestre (no qual as exportações e importações registaram taxas de variação homóloga de +4,4% e -5,0%, respetivamente.
No conjunto do quarto trimestre as taxas de varialção homóloga foram de +1,0% para as exportações e -3,0% para as importações o que indica um menor contributo da procura externa líquida para o crescimento do PIB neste trimestre significativamente inferior à verificada no 3.º trimestre (no qual as exportações e importações registaram taxas de variação homóloga de +4,4% e -5,0%, respetivamente.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Indicadores de confiança - janeiro 2013
Os resultados dos inquéritos de confiança relativos ao mês de janeiro hoje diivulgados pelo INE indicam que o indice de confiança dos consumidores continuou a tendência recuperação dos mínimos históricos registados em outubro subindo ligeiramente para -57,8 pontos (+0,7 pontos).
No comércio a retalho e nos serviços a tendência observada foi igualmente positiva, verificando-se uma subida de 0,4 pontos (para -24,0 pontos) e de 0,9 pontos (para -31,0 pontos).
Inversamente, registou-se uma ligeira deterioração nos indicadores da indístria transformadora (que reduziu-se 0,4 pontos para -14,4 pontos) e da construção (que baixou 0,7 pontos para -68,2 pontos).
No comércio a retalho e nos serviços a tendência observada foi igualmente positiva, verificando-se uma subida de 0,4 pontos (para -24,0 pontos) e de 0,9 pontos (para -31,0 pontos).
Inversamente, registou-se uma ligeira deterioração nos indicadores da indístria transformadora (que reduziu-se 0,4 pontos para -14,4 pontos) e da construção (que baixou 0,7 pontos para -68,2 pontos).
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Síntese de execução orçamental - janeiro de 2013
De acordo com o boletim de execução orçamental da DGO o saldo rpovisório das administrações públicas relevante para o cumprimento do Programa de Ajustamento Económico e Financeiro terá ascendido a -8.328,8 milhões de euros - 700 milhões de euros abaixo do limite estabelecido de 9.028 milhões de euros.
Para este resultado contribuiu a evolução da despesa da Administração Central e da Segurança Social a qual decresceu cerca de 2,1% para que contribuiu nomeadamente o comportamento da despesa com pessoal (-17,9%), as transferências de capital (-27,7%) e as outras transferências correntes (-27,7%), tendo a despesa primária registado uma redução de 3,6% (-5,9%, excluindo o efeito do programa de regularização das dívidas do setor da saúde).
Enquanto que, por outro lado, a receita efetiva reduziu-se em 3,2%, que reflete a evolução negativa da receita fiscal (-6,1%) e das contribuições sociais (-7,1%).
Para este resultado contribuiu a evolução da despesa da Administração Central e da Segurança Social a qual decresceu cerca de 2,1% para que contribuiu nomeadamente o comportamento da despesa com pessoal (-17,9%), as transferências de capital (-27,7%) e as outras transferências correntes (-27,7%), tendo a despesa primária registado uma redução de 3,6% (-5,9%, excluindo o efeito do programa de regularização das dívidas do setor da saúde).
Enquanto que, por outro lado, a receita efetiva reduziu-se em 3,2%, que reflete a evolução negativa da receita fiscal (-6,1%) e das contribuições sociais (-7,1%).
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Um marco importante
O sucesso da operação de colocação de dívida pública com vencimento em Outubro de 2017 quer no que se refere ao nível e profundidade da procura quer do yield que se situou nos 4,891% ou seja significativamente abaixo dos 5% constitui um marco importante na estrtégia de regresso proogressivo ao mercado.
Para além do elevado nível de procura que correspondeu a cetrca de 6 vezes o montante indicativo inicial é de realçar o facto de 93% da emissão ter sido colocada junto de investidores internacionais - sobretudo dos EUA (33%) e do Reino Unido (29%), mas também na Europa (20%), o que constitui um indicador importante da recuperação da confiança dos investidores internacionais na dívida pública portuguesa.
Note-se, contudo, que apesar dos progressos muito significativos o spread face às obrigações alemãs 5 anos - cujo yield se situou hoje nos 0,596% - é ainda superior a 400 pontos base.
Para além do elevado nível de procura que correspondeu a cetrca de 6 vezes o montante indicativo inicial é de realçar o facto de 93% da emissão ter sido colocada junto de investidores internacionais - sobretudo dos EUA (33%) e do Reino Unido (29%), mas também na Europa (20%), o que constitui um indicador importante da recuperação da confiança dos investidores internacionais na dívida pública portuguesa.
Note-se, contudo, que apesar dos progressos muito significativos o spread face às obrigações alemãs 5 anos - cujo yield se situou hoje nos 0,596% - é ainda superior a 400 pontos base.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Leilão de BT de 16 de janeiro
Os resultados do leilão através do qual o IGCP colocou ontem 2,5 mil milhões de euros de bilhetes de tesouro foram muito positivos, sendo particularmente de assinalar o facto de terem sido colocados 1,2 mil milhões a um ano com uma taxa média de 1,609% (e uma taxa de corte de 1,65%) e mil milhões a 18 meses a uma taxa média de 1,963% (taxa de corte de 1,989%).
Estes resultados que o maior "apetite" dos investidores por dívida pública dos países periféricos recentemente evidenciado nos leilões realizados por Itália, Espanha e Irlanda abrange também a dívida pública portuguesa e abre boas perspetivas para um eventual regresso antecipado da República Portuguesa ao mercado primário de obrigações que segundo o Diário Económico estará já a ser preparado para os próximos dias.
Estes resultados que o maior "apetite" dos investidores por dívida pública dos países periféricos recentemente evidenciado nos leilões realizados por Itália, Espanha e Irlanda abrange também a dívida pública portuguesa e abre boas perspetivas para um eventual regresso antecipado da República Portuguesa ao mercado primário de obrigações que segundo o Diário Económico estará já a ser preparado para os próximos dias.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Projeções do Banco de Portugal para 2013 e 2014 - Boletim de Inverno
No Boletim económico de inverno hoje divulgado, o Banco de Portugal projeta para 2013 uma taxa de variação do PIB de -1,9%. O que corresponde a -0,3 pontos percentuais do que a projeção do Boletim Económico de Outono, a qual resulta da revisão da projeção da taxa de crescimento das exportações de 5,0% para 2,0%, que se traduz numa redução de 0,7 pp (de 2,8 pp para 2,1 pp) do contributo das exporatções líquidas para o crescimento do PIB a qual reflete a revisão da previsão do crescimento da procura externa de 2,5% para 0,3% e que mais do que compensa a revisão em alta do contributo da procura interna (de -4,5 pp para -4,0 pp) associada a uma menor contração do investimento.
Para 2014, o Banco de Portugal projeta um crescimento do PIB de 1,3%, o qual assenta numa ligeira reuperação da procura interna que deverá crescer 0,8% (associada a uma recuperação do consumo púiblico e do investimento e a uma estabilização do consumo privado), ao mesmo tempo que, apesar da recuperação das exportações o contributo das exportações líqudas se deverá reduzir para 0,6 pp (em virtude da inversão do comportamento das importações que o Banco de Portugal prevê que diminuam 3,4% em 2013 e aumentem 2,5% em 2014). Note-se, no entanto, que de acordo com o Banco de Portugal esta projeção de aumento da atividade económica para 2014 é feita "num quadro em que não foram consideradas medidas de consolidação orçamental adicionais para além das que decorrem da manutenção das medidas incluídas no OE 2013", pelo que, como o Banco de Portugal alerta, esta projeção para 2014 "deve ser interpretada com particular prudência, dado que as autoridades já anunciaram a necessidade de delinear medidas adivionais para cumprir os objetivos orçamentais".
Para 2014, o Banco de Portugal projeta um crescimento do PIB de 1,3%, o qual assenta numa ligeira reuperação da procura interna que deverá crescer 0,8% (associada a uma recuperação do consumo púiblico e do investimento e a uma estabilização do consumo privado), ao mesmo tempo que, apesar da recuperação das exportações o contributo das exportações líqudas se deverá reduzir para 0,6 pp (em virtude da inversão do comportamento das importações que o Banco de Portugal prevê que diminuam 3,4% em 2013 e aumentem 2,5% em 2014). Note-se, no entanto, que de acordo com o Banco de Portugal esta projeção de aumento da atividade económica para 2014 é feita "num quadro em que não foram consideradas medidas de consolidação orçamental adicionais para além das que decorrem da manutenção das medidas incluídas no OE 2013", pelo que, como o Banco de Portugal alerta, esta projeção para 2014 "deve ser interpretada com particular prudência, dado que as autoridades já anunciaram a necessidade de delinear medidas adivionais para cumprir os objetivos orçamentais".
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