quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Indicador de sentimento económico - fevereiro de 2013

O indicador de sentimento económico na União Europeia registou um aumento de 1,2 pontos para 92,0 pontos, o que embora confirme a tendência de recuperação do mês anterior constitui um registo ainda significativamente abaixo dos 100 pontos que correspondem à média de longo prazo. Por setores registaram-se recuperações na indústria (+1,2 pontos para -10,2 pontos) e nos serviços (+0,9 pontos para -6,0 pontos) e na confiança dos consumidores (+0,3 pontos para -21,6 pontos), enquanto que em sentido contrário, se verificou uma deterioração da confiança nos setores do comércio a retalho (-0,8 pontos para -10,2 pontos) e na construção (-0,4 pontos para -30,3 pontos).

Por países registaram-se o sentimento evonómico evoluiu positivamente na Alemanha (+2,5 pontos para 102,0 pontos), Espanha (+1,5 pontos para 89,7 pontos), França (+1,3 pontos para 90,1 pontos) e Itália (+0,3 pontos para 83,9 pontos), tendo recuado no Reino Unido (-0,5 pontos para 97,1 pontos).

Em Portugal, a evolução foi positiva tendo este indicador aumentado 2,3 pontos (para 81,5 pontos).

Indicadores de confiança - fevereiro de 2013

Os indicadores de confiança hoje divulgados pelo INE revelam uma subida da confiança dos consumidores, com o respetivo indicador a situar-se nos -52,8 pontos (+ 5 pontos do que em janeiro), continuando a tendência de lenta recuperação depois dos mínimos atingidos em setembro de 2012 (-61,1 pontos), o mesmo sucendendo no setor do comércio a retalho em que o indicador de confiança aumentou 5,3 pontos (para -18,7 pontos), na construção onde se registou um aumento de 3,8 pontos (para -64,4 pontos) e nos serviços onde se registou um aumento de 0,9 pontos (para -30,1 pontos).

Na indústria de transformadora o indicador de confiança aumentou 0,9 pontos (para -17,5 pontos), sendo, no entanto, de assinalar a deterioração da componente relativa à situação da procura externa que baixou 5,4 pontos (para -36,4 pontos).

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Previsões de inverno da Comissão Europeia

De acordo com as previsões hoje divulgadas pela Comissão Europeia, em 2013, o conjunto dos países da União Europeia deverá registar um crescimento de apneas 0,1% enquanto que na zona euro teremos uma contração do produto de 0,3%, com sete países em recessão (Grécia: -4,4%, Chipre: -3,5%, Eslovénia: -2,0%; Portugal: -1,9%, Espanha: -1,4%, Itália: -1,0% e Holanda: -0,6%), enquanto que Alemanha e França deverão crescer apenas 0,5% e 0,1%, respetivamente.

Relativamente às previsões de Outono as revisões em baixa do crescimento foram de apenas 0,1 pontos percentuais (pp) para a União Europeia e de 0,4 pp para a zona euro, enquanto que para Portugal essa revisão em baixa foi de 0,9 pp, com reflexos na taxa de crescimento do emprego que na nova previsão dever-se-á contrair 2,7% e na taxa de desemprego média anual que deverá atingir os 17,3%.

Para esta evolução mais negativa do que o anteriormente antecipado contribui quer um menor dinamismo do consumo privado (que a Comissão projeta que deva reduzir-se em 2,8% contra a previsão anterior de 1,7%), do investimento (-8,0% contra -4,6%) e das exportações (+1,4% contra +2,7%) a qual é contudo contrariada por uma redução mais significativa das importações (-3,1% contra -1,1%) conduzidndo a que o contributo global da procura externa líquida seja agora mais ligeiramente positivo (1,8% contra 1,5%).

No que se refere à evolução das contas públicas a Comissão Europeia prevê agora que o d´feice orçamental venha a corresponder a um défice orçamental -4,9% do PIB (um desvio de 0,5 pp face ao objetivo de 4,5%) e que a dívida pública ascenda a 123,9% do PIB (+0,4 pp do que nas projeções de Outono), sendo de assinalar que se verifica também um aumento da projeção do défice ajustado do ciclo (-3,0% do PIB contra a previsão anterior de 2,5% do PIB) e do défice estrutural (-3,1% do PIB contra a previsão anterior de -2,5% do PIB).

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Barómetro Aximage - fevereiro 2013

A sondagem da Aximage para o Jornal de Negócios e para o Correio da Manhã realizada entre 5 e 8 de feveriro aponta para a seguinte dsitribuição das intenções de voto:

PS: 32% (-0,9 pp)
PSD: 29,1% (+2,8 pp)
CDU: 11,5% (-0,3 pp)
CDS: 8,7% (-1,6 pp)
BE: 6,3% (-1,1 pp)
Brancos/nulos: 10,3% (+1,5 pp)

Salientando-se a recuperação significativa do PSD num contexto generalizado de descida dos restantes partidos que afetou quer os partidos da oposição à esquerda quer o seu parceiro de coligação, e que se traduziu, nomeadamente num estreitar da vantagem do PS para apenas 2,9 pontos percentuais. Sendo, por outro lado, assinalar a subida quer dos "brancos / nulos" quer da  abstenção.

Relativamente às restantes questões colocadas nesta sondagem realce-se, ainda, a redução significativa (de 68,9% para  56,6%) para da percentagem dos inquiridos que considera que Portugal está a ir numa direção "má" e o aumento (de 22,8% para 33,6%) dos que que consideram que essa direção é "boa".

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Evolução do PIB no 4.º trimestre 2012

A estimativa rápida do INE para o PIB português no 4.º trimestre de 2012 aponta para uma taxa de variação homóloga de -3,8% (-3,5% no trimestre anterior) e uma taxa de variação em cadeia face ao trimestre anterior de -1,8% (a qual corresponde a uma taxa anualizada de cerca de 7,0%).

Para o conjunto do ano de 2012, a contração do PIB face ao ano anterior ter-se-á situado nos 3,2% (mais 0,2 pontos percentuais do que a previsão de -3,0% constante do cenário macroeconómico do OE para 2013).

Este comportamento negativo terá sido consequência da redução significativa do contributo positivo da procura externa líquida em virtude da redução exportações e de uma diminiuição menos acentuada das importações. Enquanto que, em sentido oposto, a evolução da procura interna, e nomeadamente do investido, terá sido menos expressiva do que a ocorrida em trimestres anteriores.

Note-se que o PIB português encontra-se em queda há nove trimestres consecutivos e que a redução acumulada do PIB face ao máximo histórico registado no 4.º trimestre de 2007 ascenderá a cerca de 8,3%.

Ler os outros: Francisco Assis

"Infelizmente têm-se vindo a manifestar preocupantes sinais populistas na vida política portuguesa. Uns à direita e outros à esqueda. Uns na maioria e outros na oposição. Perturbam-me sobretudo, como é compreensível, aqueles que afectam o Partido Socialista. Quando vejo figuras do meu próprio Partido a acolherem o discurso protofascista do ataque às elites tenho razões para ficar preocupado. Muito preocupado até."

(Excerto da crónica de hoje no jornal Público)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Estatisticas do emprego - 4.º trimestre 2012

Segundo o INE , no 4.º trimestre de 2012 o número de desempregados ascendia a 923,2 milhares e a taxa de desemprego em Portugal atingiu os 16,9% (um aumento de 2,9 pontos percentuais face ao trimestre homólogo de 2011), sendo de salientar que os desempregados há mais de 12 meses representam 8,5% da população ativa (e cerca de 56% do total de desempregados) e que a taxa de desemprego nos jovens até aos 24 anos se situa nos 40%.

Este resultado foi obtido apesar da redução significativa de 51,5 milhares (0,9%) da população ativa e que o número de empregados no último ano se reduziu em 203,6 milhares (4,3%) elevando o número de postos de trabalho perdidos desde o 2.º trimestre de 2008 para cerca de 440 mil, enquanto que o número de empregados por conta de outrem baixou 206,9 milhares.

Note-se, ainda, que o número dos chamados inativos disponíveis registou igualmente um aumento significativo correspondendo a 259,2 milhares, número que adicionado aos desempregados perfaz 1.183 milhares e que corresponde a 20,7% da população ativa corrigida dos ativos disponíveis.

PS: Em 2012 a taxa de desemprego média anual situou-se nos 15,7% o que representa mais 0,2 pp do que o valor constante no cenário macroeconómico do Relatório do Orçamento do Estado para 2013, parecendo, igualmente, cada vez mais inexequível que a taxa de desmeprego média em 2013 se venha a situar nos 16,4% previstos nesse documento o que torna ainda mais dificil o cumprimento do objetivo de 4,5% do PIB para o défice orçamental.