sexta-feira, 22 de março de 2013

Execução orçamental - fevereiro de 2013


De acordo com o boletim de execução orçamental de fevereiro hoje divulgado pela DGO o saldo da  Administração Central e Segurança Social ascendeu a €-246,9 milhões - valor que compara com um superavite de € 586 milhões até fevereiro de 2012- enqaunto que o défice primário se situou nos  € 266,9 milhões - superavite de € 1.032,7 milhões no período homólogo de 2012.

De acordo com o boletim esta evolução está condicionada por efeitos de base no montante de 514 milhões de euros (€ 272 milhões correspondentes à receita extraordinária arrecadada em 2012 relativa a direitos de utilização de frequências de 4.ª geração de comunicações e diminuição de € 242 milhões nas transferências referentes ao Fundo Social Europeu que, em 2013, se prevê que venham a ser recebidas mais tarde) que contudo é significativamente inferior à deterioração verificada no saldo orçamental.

No capítulo da despesa regista-se um aumento de 4,4% da despesa efetiva acumulada a qual é influenciada pelo aumento dos encargos com juros (+15,0%) e das despesas com pessoal (+2,7%) que reflete o pagamento do duodécimo relativo ao 13.º mês. Enquanto que por outro lado, a despesa de capital regista uma redução de 29,4%.

No que se refere à receita fiscal da administração central verificou-se um aumento acumulado de 2,6% (2,5% no mês anterior) - valor que compara com um objetivo de +10,2% previsto no OE para 2013 -impulsionado por um crescimento de 15,3% das receitas dos impostos diretos que compensa a redução de 3,5% nos impostos indiretos.

No que se refere à Segurança Social veriica-se uma redução de 0,8% das contribuições e quotizações (-2,5% no mês anterior) e de 1,7% da receita efetiva, enqaunto que, por outro lado, a despesa efetiva aumenta 7,7% conondicionada por um aumento das prestações sociais nomeadamente das pensões (+10,6%9 - o qual reflete o pagamento dos duodécimos - e do subsídio de desemprego (+21,1%). Do que resulta uma deterioração do superavite global de 413,4 milhões de euros em fevereiro 2012 para 64,5 milhões em fevereiro de 2013.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Ler os outros: Estou farto desta nossa mania de acreditar nas falácias do pensamento mágico - José Manuel Fernandes

"Há no debate político em Portugal uma tendência para o pensamento mágico: diz-se o que era bom que acontecesse e espera-se que aconteça mesmo. Mesmo que se faça exactamente o oposto do necessário. A redescoberta do crescimento como mezinha para todos os males é apenas a mais recente manifestação desta doença cognitiva que confunde desejos com realidade. Ora a realidade é muito mais dura e intratável do que os desejos."

Excerto da crónica publicada no Público de hoje.

terça-feira, 12 de março de 2013

Evolução do comércio externo - janeiro 2013

De acordo com os dados hoje divulgados pelo INE, em janeiro as exportações em sentido lato (i.e., incluindo as transmissões intracomunitárias) aumentaram 5,6% face a janeiro de 2012 (-2,9% no mês anterior), enqaunto que as importações (incluindo as aquisições intracomunitárias) registaram uma quebra de 6.9% (-6,7% no mês anterior). Excluindo os combustíveis e produtos lubrificantes, as exportações aumentaram 4,1% (-2,3% no mês anterior) e as importações reduziram-se -3,8% (-8,8% no mês anterior). Para a evolução favorável das exportações em janeiro contribui particularmente o aumento das exportações extracomunitárias que registaram um aumento de 12,0% (+2,8% em dezembro), embora as transmissões intracomunitárias tenham, também, evoluído positivamente registando um crescimento de 3,3% (-5,4% no mês anterior) interrompendo uma série de 4 meses consecutivos em que se registaram taxas de variação homólogas negativas.

Entretanto, em janeiro a taxa de variação homóloga (tvh) do volume de negócios dos serviços foi de -6,2% (-12,6% no mês anterior) e o emprego apresenta uma tvh de -6,3% (-6,4 no mês anterior).

segunda-feira, 11 de março de 2013

Evolução do PIB - 4.º trimestre 2012

Os dados hoje divulgados pelo INE confirmam que no quarto trimestre de 2012, o PIB a preços constantes terá ficado 3,8% (-3,5% no trimestre anterior) abaixo do valor registado no mesmo período de 2011 e 1,8% abaixo do verificado no período anterior (o que corresponde a uma taxa de variação anualizada de -7,1%).

Esta evolução negativa resultou de uma taxa de variação homologa (tvh) de -4,7% da procura interna (-7,1% no trimestre anterior), que registou quebras expressivas em todas as suas componentes. Com efeito, o consumo das famílias registou uma tvh de -5,3%, enquanto que o consumo das administrações públicas caiu -4,7%, sendo no entanto de assinalar a atenuação no ritmo de queda do investimento que registou uma tvh de -2,6% (-14,4% n o trimestre anterior) que contudo se parece ter ficado a dever quase exclusivamente à variação das existências (+285,4 milhões de euros).

Pelo seu lado, a procura externa teve um contributo positivo em resultado da queda das importações de -3,1% (embora a um ritmo menos acentuado que no trimestre anterior em que se registou um tvh de -8,1%), sendo no entanto de assinalar a ligeira redução das exportações face ao trimestre homólogo de 2012 de -0,5%. O que contribuiu para a evolução do saldo externo que registou neste trimestre um défice de apenas 155,1 milhões de euros (que compara com 555,2 milhões verificados no quarto trimestre de 2011), contribuindo para a reduçãodas necessidades de financiamento no exterior que no conjunto dos últimos 4 trimestres registaram mesmo um superávite de 0,4% do PIB.
Finalmente, saliente-se que o volume de emprego por conta de outrem registou uma redução de 5,1% face ao quarto trimestre de 2011 (o que respresenta um novo agravamento face ao valor registado no trimestre anterior: -4,8%), e que a redução acumulada do emprego total desde o segundo trimestre de 2008 ascende já a um total de cerca de 598,8 milhares.

PS: Excluindo o efeito da variação das existências, a queda do PIB teria sido significativamente mais pronunciada e corresponderia a cerca de 4,5% face ao quarto trimesttre de 2011 e 2,6 % face ao trimestre anterior.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Eurosondagem - março 2013

PS: 35,2% (+1,1)
PSD: 27% (-0,6)
CDU: 12,1% (+0,5)
CDS/PP: 9% (-0,5)
BE: 8% (-0,4)

Os resultados da sondagem realizada pela Eurosondagem para o Expresso e a SIC indicam uma descida das intenções de voto nos partidos que apoiam o governo e uma subida do PS que vê alargar a sua vantagem sobre o PSD para 8,2 pontos percetuais e do PCP que vê consolidada a terceira posição nas intenções de voto. De referir, ainda, a queda de popularidade do Presidente da República (-5,2 pontos para +3,6), primeiro-ministro (-2,1 pontos para -4,9) e do governo (-0,2 pontos para -23,6) e a subida da popularidade dos líderes do PS (+2,1 pontos para 20,3) e do CDS-PP (+2,7 pontos para 19,4).

sexta-feira, 1 de março de 2013

Vendas a retalho e produção industrial - janeiro de 2013

De acordo com o INE, em janeiro de 2013 as vendas a retalho registaram uma taxa de variação mensal homóloga de -3,7% (-9,4% em dezembro de 2012), enquanto que o emprego e as remunerações neste setor  registaram quedas de 5,6% (5,9% em dezembro de 2012) e 8,4% (7,6% em dezembro de 2012), respetivamente.

Por sua vez, a produção industrial total registou uma taxa de variação homologa mensal de -1,5% (-4,3% no mês anterior), enquanto o indice produção na industria transformadora recuou 3,4% (-3,5% em dezembro de 2012).

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Indicador de sentimento económico - fevereiro de 2013

O indicador de sentimento económico na União Europeia registou um aumento de 1,2 pontos para 92,0 pontos, o que embora confirme a tendência de recuperação do mês anterior constitui um registo ainda significativamente abaixo dos 100 pontos que correspondem à média de longo prazo. Por setores registaram-se recuperações na indústria (+1,2 pontos para -10,2 pontos) e nos serviços (+0,9 pontos para -6,0 pontos) e na confiança dos consumidores (+0,3 pontos para -21,6 pontos), enquanto que em sentido contrário, se verificou uma deterioração da confiança nos setores do comércio a retalho (-0,8 pontos para -10,2 pontos) e na construção (-0,4 pontos para -30,3 pontos).

Por países registaram-se o sentimento evonómico evoluiu positivamente na Alemanha (+2,5 pontos para 102,0 pontos), Espanha (+1,5 pontos para 89,7 pontos), França (+1,3 pontos para 90,1 pontos) e Itália (+0,3 pontos para 83,9 pontos), tendo recuado no Reino Unido (-0,5 pontos para 97,1 pontos).

Em Portugal, a evolução foi positiva tendo este indicador aumentado 2,3 pontos (para 81,5 pontos).