"Paulo Portas não disse, no domingo da semana passada, que (...) só aceitaria mais este imposto sobre os reformados se não houvesse mais nenhuma alternativa. Disse: «Num País onde parte da pobreza está nos mais velhos, numa sociedade em que inúmeros avós têm de tratar dos filhos que estão no desemprego e cuidar dos netos, num sistema social que tem de respeitar regras de confiança o primeiro ministro sabe e creio ter compreendido que esta é a fronteira que não posso deixar passar. Porque não quero que em Portugal se verifique uma espécie de cisma grisalho.»
Deixou passar. Se não houver alternativas, mas deixou. Continuando a dar ao país a ideia de que se está a bater contra ela, mas deixou. Esperando ser salvo na 25ª hora, mas deixou. (...)"
(crónica publicada no Expresso online)
segunda-feira, 13 de maio de 2013
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Eurosondagem - maio de 2013
PS: 36% (+1)
PSD: 25,9% (-0,6)
CDU: 12,1% (-0,4)
BE: 8,8% (+0,3)
CDS/PP: 8,2% (-0,1)
Os resultados desta sondagem realizada pela Eurosondagem para o Expresso e a SIC nos dias 2 a 8 de maio apontam para um alargamento para 10,1 pontos percentuais das desvantagem do PSD para o PS, que no entanto ainda continua distante dos valores que lhe poderiam dar uma maioria aboluta.
Relativamente aos restantes três partidos as variações face às últimas sondagens são pouco significativas mantendo-se a CDU numa conformtável terceira posição apesar da aproximação do BE, enqaunto que o CDS perde apenas 0,1 pontos percentuais.
PSD: 25,9% (-0,6)
CDU: 12,1% (-0,4)
BE: 8,8% (+0,3)
CDS/PP: 8,2% (-0,1)
Os resultados desta sondagem realizada pela Eurosondagem para o Expresso e a SIC nos dias 2 a 8 de maio apontam para um alargamento para 10,1 pontos percentuais das desvantagem do PSD para o PS, que no entanto ainda continua distante dos valores que lhe poderiam dar uma maioria aboluta.
Relativamente aos restantes três partidos as variações face às últimas sondagens são pouco significativas mantendo-se a CDU numa conformtável terceira posição apesar da aproximação do BE, enqaunto que o CDS perde apenas 0,1 pontos percentuais.
Evolução do comércio externo - março de 2013
Os dados hoje divulgados pelo INE indicam que em março de 2013 as exportações (incluindo transmissões intracomunitárias) terão registado uma descida de 2,8% face ao mesmo mês de 2012 reduzindo a taxa de variação homóloga acumulada do primeiro trimeste para apenas 0,3% (1,5% no trimestre concluido em dezembro de 2012). Esta redução das exportações ficou a dever-se à evolução das transmissões intracomunitárias que registaram uma variação homóloga de -6,1% (-1,4% no conjunto do primeiro trimestre) enquanto que as exportações para países terceiros apresentam uma tvh de +6,0% (+4,7% no conjunto do primeiro trimestre). Esta evolução menos positiva das exportações foi, contudo, acompanhada por uma queda expressiva das importações (em sentido amplo) que registaram uma tvh de -9,8% (-7,2% no conjunto do primeiro trimestre de 2013).
Excluindo as exportações e importações de combustíveis e lubrificantes a tvh das exportações no mês de março cai para -6,9% (-1,8% no conjunto do primeiro trimestre), enquanto que, por seu lado, a tvh das importações se situa nos -9,4% (-5,7% para o conjunto do primeiro trimestre).
Excluindo as exportações e importações de combustíveis e lubrificantes a tvh das exportações no mês de março cai para -6,9% (-1,8% no conjunto do primeiro trimestre), enquanto que, por seu lado, a tvh das importações se situa nos -9,4% (-5,7% para o conjunto do primeiro trimestre).
Evolução do volume de negócios e encomendas da indústria
De acordo com o INE a tendência negativa para a evolução do volume de negócios na indústria agravou-se significativamente nos últimos meses registando uma taxa de variação homologa em março de -9,2% (-8,8% mna indústria transformadora) e uma taxa de variação homologa no primeiro trimestre do ano de -6,9% (-3,3% no último trimestre de 2012), com o volume de negócios no mercado externo a registar no mês de março regista uma queda homologa de 7,2% (-6,7% na indústria transformadora).
Uma tendência que os dados relativos à evolução das encomendas parece indicar que se tenderá a manter nos próximos meses uma vez que o indice de encomendas à indústria regista em março uma taxa de variação homologa de -13,9%, com a componente relativa ao mercado externo a apresentar uma descida de 12,2% face a março de 2012.
Uma tendência que os dados relativos à evolução das encomendas parece indicar que se tenderá a manter nos próximos meses uma vez que o indice de encomendas à indústria regista em março uma taxa de variação homologa de -13,9%, com a componente relativa ao mercado externo a apresentar uma descida de 12,2% face a março de 2012.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Evolução do emprego e desemprego - 1.º trimestre de 2013
De acordo com os dados hoje divulgados pelo INE, no primeiro trimestre a taxa de desemprego atingiu os 17,7%, valor que respresenta uma subida de 2,7 pontos percentuais face ao trimestre homólogo de 2012 e que corresponde a 952,2 mil desempregados (mais 132,9 mil do que no primeiro trimestre do ano passado).
Apesar de estes números indicarem, um abrandamento do crescimento do desemprego face ao verificado no trimestre anterior, deve, contudo, notar-se o facto de que essa ligeira melhoria resultar de um descrécimo da população activa face ao período homólogo de cerca de 1,8% (o dobro da registado no trimestre anterior) e que resulta de um decréscimo significtaivo da taxa de atividade para 52,1% (-0,5 pp do que no primeiro trimestre de 2012).
Tendo registado-se um agravamento do ritmo de decréscimo da população empregada que atingiu neste primeiro trimestre uns preocupantes 4,9% (valor que compara com uma taxa de variação homóloga no trimestre anterior de 4,3%) e corresponde a uma destruição de cerca de 229,3 mil postos de trabalho no último ano e faz aumentar a redução de postos de emprego acumulada desde o 2.º trimestre de 2008 para cerca de 794,9 mil.
Por regiões destaca-se o agravamento da taxa de desemprego em 3,9 pontos percentuais verificado na região autónoma da Madeira onde a taxa de desemprego atingiu os 20,0% e ainda os aumentos verificados na região Norte (+3,5 pp para 18,6%), região autónoma dos Açores (+3,1 pp para 17,0%) e Lisboa (+3,0 pp para 19,5%), enquanto que no Algarve o aumento foi de "apenas" 0,5 pp (para 20,5%).
Igualmente preocupante é a evolução da taxa de desemprego de longo prazo que se terá situado nos 10,4% e de desemprego jovem (15 a 24 anos) que atingiu os 42,1%.
Refira-se,a inda, que para além dos 952,2 mil desmepregados de acordo com o INE existem 261,1 mil inativos disponíveis (um aumento homologo de 29,2%) que caso fossem considerados elevariam a taxa de desemprego para 21,5%.
Apesar de estes números indicarem, um abrandamento do crescimento do desemprego face ao verificado no trimestre anterior, deve, contudo, notar-se o facto de que essa ligeira melhoria resultar de um descrécimo da população activa face ao período homólogo de cerca de 1,8% (o dobro da registado no trimestre anterior) e que resulta de um decréscimo significtaivo da taxa de atividade para 52,1% (-0,5 pp do que no primeiro trimestre de 2012).
Tendo registado-se um agravamento do ritmo de decréscimo da população empregada que atingiu neste primeiro trimestre uns preocupantes 4,9% (valor que compara com uma taxa de variação homóloga no trimestre anterior de 4,3%) e corresponde a uma destruição de cerca de 229,3 mil postos de trabalho no último ano e faz aumentar a redução de postos de emprego acumulada desde o 2.º trimestre de 2008 para cerca de 794,9 mil.
Por regiões destaca-se o agravamento da taxa de desemprego em 3,9 pontos percentuais verificado na região autónoma da Madeira onde a taxa de desemprego atingiu os 20,0% e ainda os aumentos verificados na região Norte (+3,5 pp para 18,6%), região autónoma dos Açores (+3,1 pp para 17,0%) e Lisboa (+3,0 pp para 19,5%), enquanto que no Algarve o aumento foi de "apenas" 0,5 pp (para 20,5%).
Igualmente preocupante é a evolução da taxa de desemprego de longo prazo que se terá situado nos 10,4% e de desemprego jovem (15 a 24 anos) que atingiu os 42,1%.
Refira-se,a inda, que para além dos 952,2 mil desmepregados de acordo com o INE existem 261,1 mil inativos disponíveis (um aumento homologo de 29,2%) que caso fossem considerados elevariam a taxa de desemprego para 21,5%.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Emissão de OT com vencimento em fevereiro de 2024
A colocação ontem de 3 mil milhões de uma nova emissão de obrigãções do tesouro com vencimento em fevereiro de 2024, marcou o regresso de Portugal ao financiamento junto de mercado através de obrigações com maturidades superiores a 10 anos, constituindo mais um marco importante para o desejado regresso ao financiamento pleno junto dos mercados e para o preenchimento das condições para que Portugal possa beneficiar da intervenção do Banco Central Europeu no mercado secundário no quadro do programa "OMT".
Esta emissão beneficiou de uma conjuntura favorável propiciada quer, a nível europeu, pela descida das taxas de referência do Banco Central Europeu e pelo acordo político para a extensão do prazo de reembolso dos financiamentos concedidos no quadro do programa de assistência e financeira quer, a nível interno, pelo anúncio das medidas de compensação dos efeitos da decisão do Tribunal Constitucional e das medidas de redução estrutural da despesa pública, tendo obtido uma elevada procura com a manifestação de interesse de 369 investidores que colocaram ordens de compra superiores a 10 mil milhões de euros, sendo de assinalar que 86% desta emissão foi colocada junto de investidores internacionais.
Apesar de constituir um indiscutível sucesso, refira-se, no entanto, que o yield de 5,669% corresponde ainda a uma taxa bastante elevada para as condições atuais de mercado (o yield dos bunds a 10 anos situa-se nos 1,3%) e em que apenas 12% da emissão foi colocada junto de seguradoras e fundos de pensões.
Esta emissão beneficiou de uma conjuntura favorável propiciada quer, a nível europeu, pela descida das taxas de referência do Banco Central Europeu e pelo acordo político para a extensão do prazo de reembolso dos financiamentos concedidos no quadro do programa de assistência e financeira quer, a nível interno, pelo anúncio das medidas de compensação dos efeitos da decisão do Tribunal Constitucional e das medidas de redução estrutural da despesa pública, tendo obtido uma elevada procura com a manifestação de interesse de 369 investidores que colocaram ordens de compra superiores a 10 mil milhões de euros, sendo de assinalar que 86% desta emissão foi colocada junto de investidores internacionais.
Apesar de constituir um indiscutível sucesso, refira-se, no entanto, que o yield de 5,669% corresponde ainda a uma taxa bastante elevada para as condições atuais de mercado (o yield dos bunds a 10 anos situa-se nos 1,3%) e em que apenas 12% da emissão foi colocada junto de seguradoras e fundos de pensões.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Previsões macroeconómicas da Comissão Europeia - Primavera de 2013
As previsões de Primavera da Comissão Europeia hoje divulgadas apontam para um decréscimo do PIB da zona euro, em 2013, de 0,4% na zona euro e de 0,1% para o conjunto da União Europeia (UE), o qual resulta da redução do consumo privado e do investimento que contratsta com o contributo positivo das exportações líquidas (+0,8 pp na zona euro e +0,6 pp na UE), sendo de salientar que se continuam a verificar no seio da zona euro elevados diferenciais entre as taxas de crescimento dos países do centro e norte da Europa (Eslováquia: +1,0%; Luxemburgo: +0,8%, Austria: +0,6% Alemanha: +0,4%, Finlândia: +0,3%) e os países do sul da Europa, em particular aqueles sob programas de ajustamento (Chipre: -8,7%; Grécia: -4,2%; Portugal: -2,3%; Espanha: -1,5%; Itália: - 1,3%), sendo de assinalar a previsão de um crescimento de 1,1% para a Irlanda e o facto de que a República Checa (-0,4%) ser o único país da União Europeia fora da zoan euro para o qual a Comissão prevê uma queda do PIB em 2013.
No que se refere ao desemprego, a Comissão prevê que a taxa de desemprego atinja os 12,2% na zona euro (11,1% no conjunto da União Europeia), situando-se nos 27,0% na Grécia e na Espanha.
No que respeita a Portugal a previsão de uma queda de 2,3% do produto reflete o contributo de -4,2 pontos percentuais da procura interna, o qual é parcialmente compensado pelo contributo positivo das exportações líquidas (+1,9 pp) que reflete sobretudo uma queda projetada para as importações de -3,9% (as projeções da Comissão apontam para um crescimento das exportações de somente 0,9%), prevendo-se que a taxa de desemprego (média anual) se situe nos 18,2%.
É de salientar que a Comissão é relativamente otimista quanto à evolução do PIB português no decorrer do corrente ano, projetando que o PIB continue a cair (face ao trimestre anterior) nos segundos e terceiros trimestres deste ano, mas possa registar um crescimento marginal (+0,1%) já no último trimestre, ressalvando no entanto, que os riscos são claramente no sentido negativo.
No que se refere ao desemprego, a Comissão prevê que a taxa de desemprego atinja os 12,2% na zona euro (11,1% no conjunto da União Europeia), situando-se nos 27,0% na Grécia e na Espanha.
No que respeita a Portugal a previsão de uma queda de 2,3% do produto reflete o contributo de -4,2 pontos percentuais da procura interna, o qual é parcialmente compensado pelo contributo positivo das exportações líquidas (+1,9 pp) que reflete sobretudo uma queda projetada para as importações de -3,9% (as projeções da Comissão apontam para um crescimento das exportações de somente 0,9%), prevendo-se que a taxa de desemprego (média anual) se situe nos 18,2%.
É de salientar que a Comissão é relativamente otimista quanto à evolução do PIB português no decorrer do corrente ano, projetando que o PIB continue a cair (face ao trimestre anterior) nos segundos e terceiros trimestres deste ano, mas possa registar um crescimento marginal (+0,1%) já no último trimestre, ressalvando no entanto, que os riscos são claramente no sentido negativo.
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