A estimativa rápida do INE para a evolução do PIB português no primeiro trimestre de 2013 aponta para uma taxa de variação homóloga de -3,9% (-3,8% no período anterior), e uma redução face ao trimestre anterior de -0,3% (-1,8% no 4.º trimestre).
De acordo com o INE este comportamento está associado a um comportamento mais negativo da procura interna, nomeadamente do investimento, enquanto que, por outro lado, se verificou um aumento do contributo positivo da procura externa em resultado de uma redução mais acentuada das importações.
Com estes dados a economia portuguesa já está em contração desde o 4.º trimestre de 2010, ou seja há 10 trimestres consecutivos, e a queda acumulada do PIB desde o 3.º trimestre de 2010 ascende a 7,3%, enqaunto que relativamente ao nível máximo do PIB atingido no 4.º trimestre de 2007 o recuo ascende a 8,5%.
quarta-feira, 15 de maio de 2013
terça-feira, 14 de maio de 2013
Sobre a situação financeira da Caixa Geral de Aposentações
Nos últimos dias têm sido divulgadas diversos dados sobre a Caixa Geral de Aposentações (CGA) que devem ser devidamente contextualizados.
De acordo com o Relatório e Contas da CGA de 2011 no final desse ano existiam 559.164 subscritores deste sistema o que representa uma redução de 219.618 face ao número existente em 2002, enquanto que na mesma década o número de reformados e aposentados aumentou 123.077 para 453.129 (com uma pensão média de € 1.263,51). O que corresponde a um rácio de 1,23 subscritores por cada pensionista. E, acrescendo os 138.648 de outros pensionistas (e.g. pensões de sobrevivência, de sangue, etc.) - mais 17.456 do que em 2002 - temos um rácio entre subscritores e beneficiários de 0,94.
Em 2011, o montante de pensões pagas atingiu os 8,7 mil milhões de euros (7,9 mil milhões de euros de pensões de aposentação e 0,8 mil milhões de pensões de sobrevivência). Enquanto que as quotizações corresponderam apenas a 3,4 mil milhões tendo as dotações do orçamento do Estado atingido o valor total de 4,5 mil milhões de euros.
Para esta baixa taxa de cobertura dos encargos com pensões pelas quotizações contribuem, todavia, diversos fatores:
i) em primeiro lugar, deve notar-se que, em 2011, as contribuições de entidades empregadoras corresponderam a apenas 1,9 mil milhões de euros ou seja apenas mais 35% do que as quotas dos subscritores o que confirma que a taxa média das contribuições pagas pelas entidades empregadoras é muito inferior à suportada pelas entidades patronais no regime da segurança social;
ii) uma parte não dispecienda das pensões em pagamento corresponde a responsabilidades que forma transferidas para a CGA relativas a antigos funcionários de empresas públicas (e.g., BNU, RDP, CTT, INCM, ANA, NAV, CGD, PT e Rádio Marconi);
iii) finalmente, desde 1 de janeiro de 2006, os funcionários admitidos na administração pública deixaramd e ser inscritos na CGA - e passaram a ser inscritos na segurança social - o que significa que a base contributiva irá decrescer com as quotizações a tender rapidamente para zero (sendo, por outro lado, de notar que a inscrição destes trabalhadores na segurança social corresponde a um alivio no curo médio prazo das necessidades de financiamento desse regime).
De acordo com o Relatório e Contas da CGA de 2011 no final desse ano existiam 559.164 subscritores deste sistema o que representa uma redução de 219.618 face ao número existente em 2002, enquanto que na mesma década o número de reformados e aposentados aumentou 123.077 para 453.129 (com uma pensão média de € 1.263,51). O que corresponde a um rácio de 1,23 subscritores por cada pensionista. E, acrescendo os 138.648 de outros pensionistas (e.g. pensões de sobrevivência, de sangue, etc.) - mais 17.456 do que em 2002 - temos um rácio entre subscritores e beneficiários de 0,94.
Em 2011, o montante de pensões pagas atingiu os 8,7 mil milhões de euros (7,9 mil milhões de euros de pensões de aposentação e 0,8 mil milhões de pensões de sobrevivência). Enquanto que as quotizações corresponderam apenas a 3,4 mil milhões tendo as dotações do orçamento do Estado atingido o valor total de 4,5 mil milhões de euros.
Para esta baixa taxa de cobertura dos encargos com pensões pelas quotizações contribuem, todavia, diversos fatores:
i) em primeiro lugar, deve notar-se que, em 2011, as contribuições de entidades empregadoras corresponderam a apenas 1,9 mil milhões de euros ou seja apenas mais 35% do que as quotas dos subscritores o que confirma que a taxa média das contribuições pagas pelas entidades empregadoras é muito inferior à suportada pelas entidades patronais no regime da segurança social;
ii) uma parte não dispecienda das pensões em pagamento corresponde a responsabilidades que forma transferidas para a CGA relativas a antigos funcionários de empresas públicas (e.g., BNU, RDP, CTT, INCM, ANA, NAV, CGD, PT e Rádio Marconi);
iii) finalmente, desde 1 de janeiro de 2006, os funcionários admitidos na administração pública deixaramd e ser inscritos na CGA - e passaram a ser inscritos na segurança social - o que significa que a base contributiva irá decrescer com as quotizações a tender rapidamente para zero (sendo, por outro lado, de notar que a inscrição destes trabalhadores na segurança social corresponde a um alivio no curo médio prazo das necessidades de financiamento desse regime).
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Ler os outros: Daniel Oliveira
"Paulo Portas não disse, no domingo da semana passada, que (...) só aceitaria mais este imposto sobre os reformados se não houvesse mais nenhuma alternativa. Disse: «Num País onde parte da pobreza está nos mais velhos, numa sociedade em que inúmeros avós têm de tratar dos filhos que estão no desemprego e cuidar dos netos, num sistema social que tem de respeitar regras de confiança o primeiro ministro sabe e creio ter compreendido que esta é a fronteira que não posso deixar passar. Porque não quero que em Portugal se verifique uma espécie de cisma grisalho.»
Deixou passar. Se não houver alternativas, mas deixou. Continuando a dar ao país a ideia de que se está a bater contra ela, mas deixou. Esperando ser salvo na 25ª hora, mas deixou. (...)"
(crónica publicada no Expresso online)
Deixou passar. Se não houver alternativas, mas deixou. Continuando a dar ao país a ideia de que se está a bater contra ela, mas deixou. Esperando ser salvo na 25ª hora, mas deixou. (...)"
(crónica publicada no Expresso online)
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Eurosondagem - maio de 2013
PS: 36% (+1)
PSD: 25,9% (-0,6)
CDU: 12,1% (-0,4)
BE: 8,8% (+0,3)
CDS/PP: 8,2% (-0,1)
Os resultados desta sondagem realizada pela Eurosondagem para o Expresso e a SIC nos dias 2 a 8 de maio apontam para um alargamento para 10,1 pontos percentuais das desvantagem do PSD para o PS, que no entanto ainda continua distante dos valores que lhe poderiam dar uma maioria aboluta.
Relativamente aos restantes três partidos as variações face às últimas sondagens são pouco significativas mantendo-se a CDU numa conformtável terceira posição apesar da aproximação do BE, enqaunto que o CDS perde apenas 0,1 pontos percentuais.
PSD: 25,9% (-0,6)
CDU: 12,1% (-0,4)
BE: 8,8% (+0,3)
CDS/PP: 8,2% (-0,1)
Os resultados desta sondagem realizada pela Eurosondagem para o Expresso e a SIC nos dias 2 a 8 de maio apontam para um alargamento para 10,1 pontos percentuais das desvantagem do PSD para o PS, que no entanto ainda continua distante dos valores que lhe poderiam dar uma maioria aboluta.
Relativamente aos restantes três partidos as variações face às últimas sondagens são pouco significativas mantendo-se a CDU numa conformtável terceira posição apesar da aproximação do BE, enqaunto que o CDS perde apenas 0,1 pontos percentuais.
Evolução do comércio externo - março de 2013
Os dados hoje divulgados pelo INE indicam que em março de 2013 as exportações (incluindo transmissões intracomunitárias) terão registado uma descida de 2,8% face ao mesmo mês de 2012 reduzindo a taxa de variação homóloga acumulada do primeiro trimeste para apenas 0,3% (1,5% no trimestre concluido em dezembro de 2012). Esta redução das exportações ficou a dever-se à evolução das transmissões intracomunitárias que registaram uma variação homóloga de -6,1% (-1,4% no conjunto do primeiro trimestre) enquanto que as exportações para países terceiros apresentam uma tvh de +6,0% (+4,7% no conjunto do primeiro trimestre). Esta evolução menos positiva das exportações foi, contudo, acompanhada por uma queda expressiva das importações (em sentido amplo) que registaram uma tvh de -9,8% (-7,2% no conjunto do primeiro trimestre de 2013).
Excluindo as exportações e importações de combustíveis e lubrificantes a tvh das exportações no mês de março cai para -6,9% (-1,8% no conjunto do primeiro trimestre), enquanto que, por seu lado, a tvh das importações se situa nos -9,4% (-5,7% para o conjunto do primeiro trimestre).
Excluindo as exportações e importações de combustíveis e lubrificantes a tvh das exportações no mês de março cai para -6,9% (-1,8% no conjunto do primeiro trimestre), enquanto que, por seu lado, a tvh das importações se situa nos -9,4% (-5,7% para o conjunto do primeiro trimestre).
Evolução do volume de negócios e encomendas da indústria
De acordo com o INE a tendência negativa para a evolução do volume de negócios na indústria agravou-se significativamente nos últimos meses registando uma taxa de variação homologa em março de -9,2% (-8,8% mna indústria transformadora) e uma taxa de variação homologa no primeiro trimestre do ano de -6,9% (-3,3% no último trimestre de 2012), com o volume de negócios no mercado externo a registar no mês de março regista uma queda homologa de 7,2% (-6,7% na indústria transformadora).
Uma tendência que os dados relativos à evolução das encomendas parece indicar que se tenderá a manter nos próximos meses uma vez que o indice de encomendas à indústria regista em março uma taxa de variação homologa de -13,9%, com a componente relativa ao mercado externo a apresentar uma descida de 12,2% face a março de 2012.
Uma tendência que os dados relativos à evolução das encomendas parece indicar que se tenderá a manter nos próximos meses uma vez que o indice de encomendas à indústria regista em março uma taxa de variação homologa de -13,9%, com a componente relativa ao mercado externo a apresentar uma descida de 12,2% face a março de 2012.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Evolução do emprego e desemprego - 1.º trimestre de 2013
De acordo com os dados hoje divulgados pelo INE, no primeiro trimestre a taxa de desemprego atingiu os 17,7%, valor que respresenta uma subida de 2,7 pontos percentuais face ao trimestre homólogo de 2012 e que corresponde a 952,2 mil desempregados (mais 132,9 mil do que no primeiro trimestre do ano passado).
Apesar de estes números indicarem, um abrandamento do crescimento do desemprego face ao verificado no trimestre anterior, deve, contudo, notar-se o facto de que essa ligeira melhoria resultar de um descrécimo da população activa face ao período homólogo de cerca de 1,8% (o dobro da registado no trimestre anterior) e que resulta de um decréscimo significtaivo da taxa de atividade para 52,1% (-0,5 pp do que no primeiro trimestre de 2012).
Tendo registado-se um agravamento do ritmo de decréscimo da população empregada que atingiu neste primeiro trimestre uns preocupantes 4,9% (valor que compara com uma taxa de variação homóloga no trimestre anterior de 4,3%) e corresponde a uma destruição de cerca de 229,3 mil postos de trabalho no último ano e faz aumentar a redução de postos de emprego acumulada desde o 2.º trimestre de 2008 para cerca de 794,9 mil.
Por regiões destaca-se o agravamento da taxa de desemprego em 3,9 pontos percentuais verificado na região autónoma da Madeira onde a taxa de desemprego atingiu os 20,0% e ainda os aumentos verificados na região Norte (+3,5 pp para 18,6%), região autónoma dos Açores (+3,1 pp para 17,0%) e Lisboa (+3,0 pp para 19,5%), enquanto que no Algarve o aumento foi de "apenas" 0,5 pp (para 20,5%).
Igualmente preocupante é a evolução da taxa de desemprego de longo prazo que se terá situado nos 10,4% e de desemprego jovem (15 a 24 anos) que atingiu os 42,1%.
Refira-se,a inda, que para além dos 952,2 mil desmepregados de acordo com o INE existem 261,1 mil inativos disponíveis (um aumento homologo de 29,2%) que caso fossem considerados elevariam a taxa de desemprego para 21,5%.
Apesar de estes números indicarem, um abrandamento do crescimento do desemprego face ao verificado no trimestre anterior, deve, contudo, notar-se o facto de que essa ligeira melhoria resultar de um descrécimo da população activa face ao período homólogo de cerca de 1,8% (o dobro da registado no trimestre anterior) e que resulta de um decréscimo significtaivo da taxa de atividade para 52,1% (-0,5 pp do que no primeiro trimestre de 2012).
Tendo registado-se um agravamento do ritmo de decréscimo da população empregada que atingiu neste primeiro trimestre uns preocupantes 4,9% (valor que compara com uma taxa de variação homóloga no trimestre anterior de 4,3%) e corresponde a uma destruição de cerca de 229,3 mil postos de trabalho no último ano e faz aumentar a redução de postos de emprego acumulada desde o 2.º trimestre de 2008 para cerca de 794,9 mil.
Por regiões destaca-se o agravamento da taxa de desemprego em 3,9 pontos percentuais verificado na região autónoma da Madeira onde a taxa de desemprego atingiu os 20,0% e ainda os aumentos verificados na região Norte (+3,5 pp para 18,6%), região autónoma dos Açores (+3,1 pp para 17,0%) e Lisboa (+3,0 pp para 19,5%), enquanto que no Algarve o aumento foi de "apenas" 0,5 pp (para 20,5%).
Igualmente preocupante é a evolução da taxa de desemprego de longo prazo que se terá situado nos 10,4% e de desemprego jovem (15 a 24 anos) que atingiu os 42,1%.
Refira-se,a inda, que para além dos 952,2 mil desmepregados de acordo com o INE existem 261,1 mil inativos disponíveis (um aumento homologo de 29,2%) que caso fossem considerados elevariam a taxa de desemprego para 21,5%.
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