"Os portugueses estão mais insatisfeitos que satisfeitos [com o funcionamento da democracia], situando-se, em média, no ponto 2 ("não muito satisfeito"). Do ponto de vista comparativo, os nossos valores são baixos (...). Abaixo de nós, em Novembro de 2012, apenas a Grécia, a Roménia, a Eslovénia e a Bulgária.
(...)
Apenas 41% dos portugueses vêem esta solução autocrática [em que um líder forte que não tivesse de se preocupar com o parlamento ou eleições] como "má" ou "muito má", com valores próximos dos encontrados nos países da Europa de Leste (e mesmo assim bastante abaixo da alguns deles, como a Eslováquia, a Hungria, ou a República Checa). Para além disso, em 1999, esta percentagem era de 50%, o que significa que a rejeição desta solução autocrática diminuiu.
(...)
Portugal está entre os países europeus onde a defesa da democracia enquanto regime é mais baixa, e é um dos países europeus onde essa propensão para defender a democracia baixou nos últimos anos. Se isto é uma "crise de regime", vocês dirão."
(ler post completo aqui)
quarta-feira, 22 de maio de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Barómetro Aximage - maio 2013
De acordo com a sondagem da Aximage para o Jornal de Negócios e o Correio da Manhã o PS lidera claramente as intenções de voto com uma vantagem de 9,3 pontos percentuais sobre o PSD:
PS: 35,5%
PSD: 26,2%
CDS/PP: 9,5%
CDU: 9,4%
BE: 6,9%
Os resultados indicam ainda uma melhoria significativa da apreciação do líder do PS e, por outro lado, uma apreciação bastante negativa quer da atuação do governo - que uma maioria esmagadora de 71,6% considera que está a governar pior do que o esperado contra apenas 3,3% que consideram que a atuação do executivo tem sido mais positiva do que o expectável - quer da atuação do presidente da república que obtem uma nota de 5,8 (numa escala de 0 a 20), com 63,9% dos inquiridos a considerar que tem estado mal contra 21% que consideram que tem estado bem.
Na apreciação dos ministros os dois únicos com avaliação positiva são ambos do CDS: Paulo Portas (11,9 pontos) e Assunção Cristas (10,5 pontos), enquanto que as duas últimas posições são ocupadas por Vitor Gaspar (4,4 pontos) e Alvaro Santos Pereira (6,4 pontos).
PS: 35,5%
PSD: 26,2%
CDS/PP: 9,5%
CDU: 9,4%
BE: 6,9%
Os resultados indicam ainda uma melhoria significativa da apreciação do líder do PS e, por outro lado, uma apreciação bastante negativa quer da atuação do governo - que uma maioria esmagadora de 71,6% considera que está a governar pior do que o esperado contra apenas 3,3% que consideram que a atuação do executivo tem sido mais positiva do que o expectável - quer da atuação do presidente da república que obtem uma nota de 5,8 (numa escala de 0 a 20), com 63,9% dos inquiridos a considerar que tem estado mal contra 21% que consideram que tem estado bem.
Na apreciação dos ministros os dois únicos com avaliação positiva são ambos do CDS: Paulo Portas (11,9 pontos) e Assunção Cristas (10,5 pontos), enquanto que as duas últimas posições são ocupadas por Vitor Gaspar (4,4 pontos) e Alvaro Santos Pereira (6,4 pontos).
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Ler os outros: Vamos chamar nomes ao Governo? - Henrique Monteiro
"Deitar gasolina para a fogueira pode dar votos, criar likes no Facebook, tornar textos virais e mesmo fazer bem ao fígado. Mas é a forma mais direta de vivermos sob uma imensa demagogia, numa vida de mentira que jamais resolverá um problema.
Olhemos o passado e retiremos as lições devidas. Muitas ideias que hoje se colocam como prementes e brutais estavam diagnosticadas há décadas. Há muito tempo sabíamos que iríamos ter problemas, mas devido a esse misto de demagogia e cobardia jamais as implementámos. (...)
Agora, que não há soluções fáceis, torna-se demasiado fácil chamar nomes a quem tenta arranjar uma. Infelizmente, poucos se lembram de insultar os que conhecendo os problemas ficaram quietos. E ficaram porque os políticos, quando podem, gostam que gostem deles e são incapazes de tomar medidas racionais, caso estas afetem os seus eleitorados.
Pensemos também nisto, sem desculpar a parte de atabalhoamento, desprezo e falta de diálogo que este Governo tem demonstrado..."
(crónica publicada hoje no Expresso online)
Olhemos o passado e retiremos as lições devidas. Muitas ideias que hoje se colocam como prementes e brutais estavam diagnosticadas há décadas. Há muito tempo sabíamos que iríamos ter problemas, mas devido a esse misto de demagogia e cobardia jamais as implementámos. (...)
Agora, que não há soluções fáceis, torna-se demasiado fácil chamar nomes a quem tenta arranjar uma. Infelizmente, poucos se lembram de insultar os que conhecendo os problemas ficaram quietos. E ficaram porque os políticos, quando podem, gostam que gostem deles e são incapazes de tomar medidas racionais, caso estas afetem os seus eleitorados.
Pensemos também nisto, sem desculpar a parte de atabalhoamento, desprezo e falta de diálogo que este Governo tem demonstrado..."
(crónica publicada hoje no Expresso online)
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Evolução do PIB no primeiro trimestre - Estimativa rápida
A estimativa rápida do INE para a evolução do PIB português no primeiro trimestre de 2013 aponta para uma taxa de variação homóloga de -3,9% (-3,8% no período anterior), e uma redução face ao trimestre anterior de -0,3% (-1,8% no 4.º trimestre).
De acordo com o INE este comportamento está associado a um comportamento mais negativo da procura interna, nomeadamente do investimento, enquanto que, por outro lado, se verificou um aumento do contributo positivo da procura externa em resultado de uma redução mais acentuada das importações.
Com estes dados a economia portuguesa já está em contração desde o 4.º trimestre de 2010, ou seja há 10 trimestres consecutivos, e a queda acumulada do PIB desde o 3.º trimestre de 2010 ascende a 7,3%, enqaunto que relativamente ao nível máximo do PIB atingido no 4.º trimestre de 2007 o recuo ascende a 8,5%.
De acordo com o INE este comportamento está associado a um comportamento mais negativo da procura interna, nomeadamente do investimento, enquanto que, por outro lado, se verificou um aumento do contributo positivo da procura externa em resultado de uma redução mais acentuada das importações.
Com estes dados a economia portuguesa já está em contração desde o 4.º trimestre de 2010, ou seja há 10 trimestres consecutivos, e a queda acumulada do PIB desde o 3.º trimestre de 2010 ascende a 7,3%, enqaunto que relativamente ao nível máximo do PIB atingido no 4.º trimestre de 2007 o recuo ascende a 8,5%.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Sobre a situação financeira da Caixa Geral de Aposentações
Nos últimos dias têm sido divulgadas diversos dados sobre a Caixa Geral de Aposentações (CGA) que devem ser devidamente contextualizados.
De acordo com o Relatório e Contas da CGA de 2011 no final desse ano existiam 559.164 subscritores deste sistema o que representa uma redução de 219.618 face ao número existente em 2002, enquanto que na mesma década o número de reformados e aposentados aumentou 123.077 para 453.129 (com uma pensão média de € 1.263,51). O que corresponde a um rácio de 1,23 subscritores por cada pensionista. E, acrescendo os 138.648 de outros pensionistas (e.g. pensões de sobrevivência, de sangue, etc.) - mais 17.456 do que em 2002 - temos um rácio entre subscritores e beneficiários de 0,94.
Em 2011, o montante de pensões pagas atingiu os 8,7 mil milhões de euros (7,9 mil milhões de euros de pensões de aposentação e 0,8 mil milhões de pensões de sobrevivência). Enquanto que as quotizações corresponderam apenas a 3,4 mil milhões tendo as dotações do orçamento do Estado atingido o valor total de 4,5 mil milhões de euros.
Para esta baixa taxa de cobertura dos encargos com pensões pelas quotizações contribuem, todavia, diversos fatores:
i) em primeiro lugar, deve notar-se que, em 2011, as contribuições de entidades empregadoras corresponderam a apenas 1,9 mil milhões de euros ou seja apenas mais 35% do que as quotas dos subscritores o que confirma que a taxa média das contribuições pagas pelas entidades empregadoras é muito inferior à suportada pelas entidades patronais no regime da segurança social;
ii) uma parte não dispecienda das pensões em pagamento corresponde a responsabilidades que forma transferidas para a CGA relativas a antigos funcionários de empresas públicas (e.g., BNU, RDP, CTT, INCM, ANA, NAV, CGD, PT e Rádio Marconi);
iii) finalmente, desde 1 de janeiro de 2006, os funcionários admitidos na administração pública deixaramd e ser inscritos na CGA - e passaram a ser inscritos na segurança social - o que significa que a base contributiva irá decrescer com as quotizações a tender rapidamente para zero (sendo, por outro lado, de notar que a inscrição destes trabalhadores na segurança social corresponde a um alivio no curo médio prazo das necessidades de financiamento desse regime).
De acordo com o Relatório e Contas da CGA de 2011 no final desse ano existiam 559.164 subscritores deste sistema o que representa uma redução de 219.618 face ao número existente em 2002, enquanto que na mesma década o número de reformados e aposentados aumentou 123.077 para 453.129 (com uma pensão média de € 1.263,51). O que corresponde a um rácio de 1,23 subscritores por cada pensionista. E, acrescendo os 138.648 de outros pensionistas (e.g. pensões de sobrevivência, de sangue, etc.) - mais 17.456 do que em 2002 - temos um rácio entre subscritores e beneficiários de 0,94.
Em 2011, o montante de pensões pagas atingiu os 8,7 mil milhões de euros (7,9 mil milhões de euros de pensões de aposentação e 0,8 mil milhões de pensões de sobrevivência). Enquanto que as quotizações corresponderam apenas a 3,4 mil milhões tendo as dotações do orçamento do Estado atingido o valor total de 4,5 mil milhões de euros.
Para esta baixa taxa de cobertura dos encargos com pensões pelas quotizações contribuem, todavia, diversos fatores:
i) em primeiro lugar, deve notar-se que, em 2011, as contribuições de entidades empregadoras corresponderam a apenas 1,9 mil milhões de euros ou seja apenas mais 35% do que as quotas dos subscritores o que confirma que a taxa média das contribuições pagas pelas entidades empregadoras é muito inferior à suportada pelas entidades patronais no regime da segurança social;
ii) uma parte não dispecienda das pensões em pagamento corresponde a responsabilidades que forma transferidas para a CGA relativas a antigos funcionários de empresas públicas (e.g., BNU, RDP, CTT, INCM, ANA, NAV, CGD, PT e Rádio Marconi);
iii) finalmente, desde 1 de janeiro de 2006, os funcionários admitidos na administração pública deixaramd e ser inscritos na CGA - e passaram a ser inscritos na segurança social - o que significa que a base contributiva irá decrescer com as quotizações a tender rapidamente para zero (sendo, por outro lado, de notar que a inscrição destes trabalhadores na segurança social corresponde a um alivio no curo médio prazo das necessidades de financiamento desse regime).
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Ler os outros: Daniel Oliveira
"Paulo Portas não disse, no domingo da semana passada, que (...) só aceitaria mais este imposto sobre os reformados se não houvesse mais nenhuma alternativa. Disse: «Num País onde parte da pobreza está nos mais velhos, numa sociedade em que inúmeros avós têm de tratar dos filhos que estão no desemprego e cuidar dos netos, num sistema social que tem de respeitar regras de confiança o primeiro ministro sabe e creio ter compreendido que esta é a fronteira que não posso deixar passar. Porque não quero que em Portugal se verifique uma espécie de cisma grisalho.»
Deixou passar. Se não houver alternativas, mas deixou. Continuando a dar ao país a ideia de que se está a bater contra ela, mas deixou. Esperando ser salvo na 25ª hora, mas deixou. (...)"
(crónica publicada no Expresso online)
Deixou passar. Se não houver alternativas, mas deixou. Continuando a dar ao país a ideia de que se está a bater contra ela, mas deixou. Esperando ser salvo na 25ª hora, mas deixou. (...)"
(crónica publicada no Expresso online)
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Eurosondagem - maio de 2013
PS: 36% (+1)
PSD: 25,9% (-0,6)
CDU: 12,1% (-0,4)
BE: 8,8% (+0,3)
CDS/PP: 8,2% (-0,1)
Os resultados desta sondagem realizada pela Eurosondagem para o Expresso e a SIC nos dias 2 a 8 de maio apontam para um alargamento para 10,1 pontos percentuais das desvantagem do PSD para o PS, que no entanto ainda continua distante dos valores que lhe poderiam dar uma maioria aboluta.
Relativamente aos restantes três partidos as variações face às últimas sondagens são pouco significativas mantendo-se a CDU numa conformtável terceira posição apesar da aproximação do BE, enqaunto que o CDS perde apenas 0,1 pontos percentuais.
PSD: 25,9% (-0,6)
CDU: 12,1% (-0,4)
BE: 8,8% (+0,3)
CDS/PP: 8,2% (-0,1)
Os resultados desta sondagem realizada pela Eurosondagem para o Expresso e a SIC nos dias 2 a 8 de maio apontam para um alargamento para 10,1 pontos percentuais das desvantagem do PSD para o PS, que no entanto ainda continua distante dos valores que lhe poderiam dar uma maioria aboluta.
Relativamente aos restantes três partidos as variações face às últimas sondagens são pouco significativas mantendo-se a CDU numa conformtável terceira posição apesar da aproximação do BE, enqaunto que o CDS perde apenas 0,1 pontos percentuais.
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