quarta-feira, 3 de julho de 2013

O Sapo e o Escorpião


Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio.
O escorpião vinha fazer um pedido:

"Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?"
O sapo respondeu: "Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralizado e vou afundar."
Disse o escorpião: "Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos."
Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio. 
No meio do rio, o escorpião cravou seu ferrão no sapo.
Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: "Porquê? Porquê?"
E o escorpião respondeu: "Por que sou um escorpião e essa é a minha natureza."


Ver aqui.


terça-feira, 2 de julho de 2013

Ler os outros: Três elogios a Vítor Gaspar - Henrique Monteiro

"(...) é raro ver um ministro demitir-se com autocríticas e na sua carta elas estão patentes várias vezes. Afirma o ex-ministro que neste momento não pode assegurar a credibilidade e confiança necessárias à fase de investimento que é imperativa para combater o desemprego. Ao mesmo tempo, assume o falhanço nas metas por si estabelecidas e ainda diz que a sua saída do Governo contribui para aumentar a coesão do Executivo. Isto são coisas raras numa carta de demissão. Não me recordo de outro ministro ter assumido não ter credibilidade ou não gerar confiança. E este é o terceiro elogio."

Ver aqui.

A demissão de Vitor Gaspar

Vítor Gaspar revelou grande lucidez na análise da (sua) situação política. Independentemente de ser ainda demasiado cedo para apreciar as consequências da sua saída para um governo que surge cada vez mais fragilizado, a verdade é que os sucessivos desvios face às previsões minaram decisivamente a sua credibilidade e esse facto, conjugado com a enorme erosão da base social de apoio ao governo e as manifestas dificuldades do governo em progredir no dossier da reforma do estado tornaram inadiável a sua saída do governo ao fim de dois anos no Ministério das Finanças.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Vendas a retalho e produção industrial - maio de 2013

De acordo com o INE em maio, as vendas a retalho registaram uma taxa de variação homologa de -3,5% (-2,1% no mês anterior), enquanto que a produção industrial aumentou 4,4% (+2,4%) face a maio de 2012, sendo de assinalar o aumento de 3,3% da produção da industria transformadora (0,7% no mês anterior).

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Indicadores de confiança - junho de 2013

Os indicadores de confiança divulgados pelo INE revelam uma recuperação da confiança dos consumidores, com o respetivo indicador a situar-se nos -52,1 pontos (+3,1 pontos do que em maio), na construção (+3,1 pontos para -60,2 pontos) e nos serviços (+2,4 pontos para -24,1 pontos).

Inversamente na indústria de transformadora o indicador de confiança caiu 1,6 pontos (para -16,5 pontos), no setor do comércio a retalho o indicador de confiança desceu 1,8 pontos (para -15,6 pontos), e nos serviços aumentou 2,4 (para -26,5 pontos).

quarta-feira, 19 de junho de 2013

A carta o Presidente do Chipre à troika

Esta carta do presidente do Chipre em que chama a atenção para a situação económica e financeira dramática do seu país em que critica fortemenete o programa de "assistência" e apela a uma revisão que crie as condições para perspetivas de viabilidade do Chipre e do seu povo, constitui um forte sinal que não deve ser ignorado pelos responsáveis europeus.

domingo, 16 de junho de 2013

A proposta de António José Seguro sobre os subsídios de desemprego


Numa perspetiva teórica a sugestão de António José Seguro de que, a partir de 2020, o pagamento dos subsídios de desemprego que excedam o correspondente à taxa média de desemprego na União Europeia sejam suportados pelo orçamento comunitário constitui uma proposta interessante.

Com efeito, esta solução não só implicaria um aumento muito substancial do orçamento comunitário como constituiria um mecanismo automático de transferências dos estados-membros com taxas de desemprego mais elevadas para os estados-membros com taxas de desemprego mais baixas - à semelhança do que atualmente ocorre entre as regiões no interior de um estado-membro. O que permitiria apoiar o rendimento dos estados-membros sujeitos a choques económicos assimétricos (i.e., que afetem desproporcionadamente determinados estados-membros) simulando os efeitos de uma verdadeira união orçamental de que este sistema poderia constituir um eventual embrião.

No entanto, para além dos obstáculos de natureza política associados a uma proposta desta natureza deve assinalar-se que, para além de a correspondência entre o nível de taxa de desemprego e a percentagem de beneficiários do subsídio de desemprego não ser linear, é difícil conceber como um tal mecanismo poderia funcionar num contexto europeu em que as regras de elegibilidade para o subsídio de desemprego, as próprias regras de cálculo, os níveis salariais e a regulamentação do mercado laboral apresentam diferenças muito significativas.