segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Indice de volume de negócios na indústria - julho de 2013
De acordo com o INE, a taxa de variação homóloga do volume de negócios na indústria situou-se em julho nos 1,6% (-5,2% no mês anterior), sendo de salientar o crescimento de 5,3% (-4,1% no mês anterior) registado nas vendas para o mercado externo, enquanto que as vendas no mercado nacional desceram -1,1% (-6,1% no mês anterior). No que se refere ao emprego verificou-se uma tvh. de -3,0% (-3,2% no mês anterior) e as remunerações desceram 4,2% face â igual mês de 2012. Esta evolução positiva do indice de vendas da indústria está associada ao cresimento das vendas de bens de investimento (+7,9%), energia (+2,6%) e bens intermédios (+2,1%), enqaunto que se manteve a contração das vendas de bens de consumo (tvh de -2,9%), embora a um ritmo consideravelmente inferior ao registado no mês anterior (tvh de -5,8%)
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
Comércio internacional - julho de 2013
Os dados hoje divulgados pelo INE relativos ao comércio internacional no mês de julho indicam um crescimento das exportações de 5,5% face a julho de 2012 (3,4% sem combustíveis e lubrificantes) com as transmissões intracomunitárias a crescerem 4,6% e as extra-comunitárias 7,9%. Enquanto que as importações registaram uma taxa de variação homóloga de 10,5% (6,6% sem combustíveis e lubrificantes), o que resultou num decréscimo do saldo externo de -633 milhões de euros em julho de 2012 para -902 milhões de euros em julho de 2013.
Evolução do PIB em Portugal - 2.º trimestre 2013
Segundo o INE, no segundo trimestre o PIB português registou um crescimento de 1,1% face ao trimestre anterior o que corresponde a uma taxa de variação homóloga de -2,1% (-4,1% no trimestre anterior).
Para este comportamento positivo contribuiu o crescimento das exportações de 5,2% face ao trimestre anterior (taxa de variação homóloga de +7,3% que compara com +0,7% no trimestre anterior), da formação bruta de capital fixo de 3,3% (taxa de variação homóloga de -2,3% que compara com -15,9% no trimestre anterior), impulsionado por um crescimento de 22,1% da FBCF em equipamento de transporte e pela variação das existências, registando-se quedas marginais nas restantes componentes, nomeadamente na FBCF em outras máquinas e equipamentos.
Por sua vez, o consumo privado aumentou 0,4% (taxa de variação homóloga de -2,5%) interrompendo uma série de nove trimestres de quedas sucessivas.
Os dados hoje divulgados pelo INE indicam ainda que a capacidade de financiamento da economia portuguesa atingiu neste trimestre 2,5% do PIB, o que representa uma melhoria de 1,5 pp face ao valor registado no 2.º trimestre de 2012, confirmando a melhoria significativa do saldo externo.
Para este comportamento positivo contribuiu o crescimento das exportações de 5,2% face ao trimestre anterior (taxa de variação homóloga de +7,3% que compara com +0,7% no trimestre anterior), da formação bruta de capital fixo de 3,3% (taxa de variação homóloga de -2,3% que compara com -15,9% no trimestre anterior), impulsionado por um crescimento de 22,1% da FBCF em equipamento de transporte e pela variação das existências, registando-se quedas marginais nas restantes componentes, nomeadamente na FBCF em outras máquinas e equipamentos.
Por sua vez, o consumo privado aumentou 0,4% (taxa de variação homóloga de -2,5%) interrompendo uma série de nove trimestres de quedas sucessivas.
Os dados hoje divulgados pelo INE indicam ainda que a capacidade de financiamento da economia portuguesa atingiu neste trimestre 2,5% do PIB, o que representa uma melhoria de 1,5 pp face ao valor registado no 2.º trimestre de 2012, confirmando a melhoria significativa do saldo externo.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Indicadores de confiança - agosto 2013
Os indicadores hoje divulgados pelo INE indicam uma melhoria significativa da confiança dos consumidores que subiu 6,8 pontos (para -44,1 pontos) atingindo o valor mais elevado desde setembro de 2010, uma melhoria que resulta fundamentalmente da melhor apreciação que os consumidores fazem da situação económica do país e das perspetivas de evolução do desemprego nos próximos 12 meses.
Verificando-se, também, uma evolução francamente positiva do sentimento dos empresários com o indicador de confiança na indústria transformadora a progredir 2,4 pontos (para -13,3 pontos - valor que corresponde ao melhor resultado desde julho de 2011), a confiança no comércio a retalho a subir 1,7 pontos (para -11,8 pontos - valor que corresponde ao melhor resultado desde março de 2011), a confiança na construção a aumentar 8,9 pontos (para -53,2 pontos - que é o valor mais elevado desde abril de 2011) e a confiança nos serviços a aumentar 3,8 pontos (para -18,9 pontos que é o valor mais elevado desde junho de 2011).
Verificando-se, também, uma evolução francamente positiva do sentimento dos empresários com o indicador de confiança na indústria transformadora a progredir 2,4 pontos (para -13,3 pontos - valor que corresponde ao melhor resultado desde julho de 2011), a confiança no comércio a retalho a subir 1,7 pontos (para -11,8 pontos - valor que corresponde ao melhor resultado desde março de 2011), a confiança na construção a aumentar 8,9 pontos (para -53,2 pontos - que é o valor mais elevado desde abril de 2011) e a confiança nos serviços a aumentar 3,8 pontos (para -18,9 pontos que é o valor mais elevado desde junho de 2011).
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Evolução do PIB - 2.º trimestre de 2013
De acordo com a estimativa rápida divulgada pelo INE:
"O Produto Interno Bruto (PIB) registou, em termos homólogos, uma diminuição de 2,0% em volume no 2º trimestre de 2013, face à variação de -4,1% observada no 1º trimestre, de acordo com a estimativa rápida das Contas Nacionais Trimestrais. Comparativamente com o trimestre anterior, o PIB aumentou 1,1% em volume.
A diminuição menos intensa do PIB em termos homólogos no 2º trimestre traduziu sobretudo a redução menos acentuada do Investimento, com destaque para a FBCF em Construção, e a aceleração expressiva das Exportações de Bens e Serviços, em parte associada ao efeito de calendário relativo ao período da Páscoa (celebrada, em 2012, em abril e, em 2013, em março)."
Efectivamente, a informação disponível para os meses de março e abril revela a existência de um efeito significativo que prejudicou o crescimento no primeiro trimestre e beneficiou a evolução da economia no segundo trimestre. Note-se contudo que considerando a média do primeiro semestre de 2013 - como forma de atenuar aquele efeito - teremos, ainda assim, um crescimento do PIB de cerca de 0,2% face ao nível observado no 4.º trimestre de 2012.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Dados do comércio internacional - junho 2013
De acordo com os dados do comércio internacional do mês de junho de 2013 hoje divulgados pelo INE, a taxa de variação homologa mensal (tvhm) das importações foi de +0,9% (-3,1% no mês anterior) enquanto que para as exportações foi de -1,2% (+5,1% no mês anterior). Excluindo o comércio internacional de combustíveis e lubrificantes a tvhm é de -1,4% (-0,3% no mês anterior) para as importações e de -2,4% (+3,4% no mês anterior).
Esta significativa desaceleração das exportações está associada ao comportamento das saídas para os outros Estados membros da UE relativamente às quais se regista uma tvhm de -4,5% (+3,8% no mês anterior) continuando as exportações para outros países a registar um comportamento bastante favorável (tvhm de +8,0% em junho face a +8,2% no mês anterior).
No conjunto do 2.º trimestre a tvh das importações e exportações é de +2,1% e +3,6%, valores muito influenciados pelos resultados relativos ao mês de abril.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Evolução da taxa de desemprego – 2.º trimestre 2013
Os números ontem divulgados pelo
INE indicam que no segundo trimestre a taxa de desemprego se situou nos 16,4%,
o que corresponde a uma descida de 1,3 pontos percentuais (p.p.) face ao
trimestre anterior e um aumento de 1,4 p.p. face ao 2.º trimestre de 2012.
Embora o 2.º trimestre seja
habitualmente favorável – desde 1998 a taxa de desemprego apenas não desceu no
2.º trimestre em três anos (2002, 2009 e 2012) – a verdade é que para além do
facto de ter interrompido uma série de 8 trimestres de aumentos sucessivos da
taxa de desemprego este resultado surpreende pela sua dimensão na medida em que
a descida média da taxa de desemprego desde 1998 era de apenas 0,3 p.p.
È de assinalar que esta evolução
se encontra associada à criação de 72,4 mil empregos. E, muito embora o emprego
suba tradicionalmente no 2.º trimestre a verdade – desde 1998 as exceções foram
2009 e 2010 – a verdade é que o número de empregos criados corresponde a cerca
do triplo dos criados no mesmo trimestre de 2012 em 2011.
Os empregados por conta própria
aumentaram 27,4 mil enquanto que os empregados por conta de outrem registaram
um aumento de 40,6 mil sendo que 37,1 mil correspondem a contratados com termo
e 9,4 mil a contratados sem termo.
Em termos setoriais, como destacado em várias análises, aproximadamente dois terços dos empregos criado (46,2 mil) provieram da agricultura, o que representa um valor aparentemente anómalo e tanto mais surpreendente quanto nos últimos trimestres se tinha verificado uma descida que também não parecia fácil de explicar (66,9 mil em termos acumulados), o que recomenda particular prudência na análise destes dados. É, no entanto, de salientar que a criação de 33 mil postos de trabalho no setor dos serviços constitui um indicador de que a fase de maior quebra do emprego pode estar a ser ultrapassada.
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