sábado, 21 de setembro de 2013

Ler os outros: Ricardo Costa

"Na semana passada, Nuno Crato anunciou a criação de um exame de inglês do 9.º ano, enfatizando a importância da aprendizagem desta língua. Esta semana descobriu-se que o Ministério da Educação fez com que o inglês deixasse de ser obrigatório no 1.º ciclo. Gostava de saber como é que um Governo que fala tanto das gerações futuras, da igualdade de oportunidades e das competências profissionais consegue tomar esta medida".

(Excerto da crónica de hoje no Expresso)

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Indice de volume de negócios na indústria - julho de 2013

De acordo com o INE, a taxa de variação homóloga do volume de negócios na indústria situou-se em julho nos 1,6% (-5,2% no mês anterior), sendo de salientar o crescimento de 5,3% (-4,1% no mês anterior) registado nas vendas para o mercado externo, enquanto que as vendas no mercado nacional desceram -1,1% (-6,1% no mês anterior). No que se refere ao emprego verificou-se uma tvh. de -3,0% (-3,2% no mês anterior) e as remunerações desceram 4,2% face â igual mês de 2012. Esta evolução positiva do indice de vendas da indústria está associada ao cresimento das vendas de bens de investimento (+7,9%), energia (+2,6%) e bens intermédios (+2,1%), enqaunto que se manteve a contração das vendas de bens de consumo (tvh de -2,9%), embora a um ritmo consideravelmente inferior ao registado no mês anterior (tvh de -5,8%)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Comércio internacional - julho de 2013

Os dados hoje divulgados pelo INE relativos ao comércio internacional no mês de julho indicam um crescimento das exportações de 5,5% face a julho de 2012 (3,4% sem combustíveis e lubrificantes) com as transmissões intracomunitárias a crescerem 4,6% e as extra-comunitárias 7,9%. Enquanto que as importações registaram uma taxa de variação homóloga de 10,5% (6,6% sem combustíveis e lubrificantes), o que resultou num decréscimo do saldo externo de -633 milhões de euros em julho de 2012 para -902 milhões de euros em julho de 2013.

Evolução do PIB em Portugal - 2.º trimestre 2013

Segundo o INE, no segundo trimestre o PIB português registou um crescimento de 1,1% face ao trimestre anterior o que corresponde a uma taxa de variação homóloga de -2,1% (-4,1% no trimestre anterior).

Para este comportamento positivo contribuiu o crescimento das exportações de 5,2% face ao trimestre anterior (taxa de variação homóloga de +7,3% que compara com +0,7% no trimestre anterior), da formação bruta de capital fixo de 3,3% (taxa de variação homóloga de -2,3% que compara com -15,9% no trimestre anterior), impulsionado por um crescimento de 22,1% da FBCF em equipamento de transporte e pela variação das existências, registando-se quedas marginais nas restantes componentes, nomeadamente na FBCF em outras máquinas e equipamentos.

Por sua vez, o consumo privado aumentou 0,4% (taxa de variação homóloga de -2,5%) interrompendo uma série de nove trimestres de quedas sucessivas.

Os dados hoje divulgados pelo INE indicam ainda que a capacidade de financiamento da economia portuguesa atingiu neste trimestre 2,5% do PIB, o que representa uma melhoria de 1,5 pp face ao valor registado no 2.º trimestre de 2012, confirmando a melhoria significativa do saldo externo.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Indicadores de confiança - agosto 2013

Os indicadores hoje divulgados pelo INE indicam uma melhoria significativa da confiança dos consumidores que subiu 6,8 pontos (para -44,1 pontos) atingindo o valor mais elevado desde setembro de 2010, uma melhoria que resulta fundamentalmente da melhor apreciação que os consumidores fazem da situação económica do país e das perspetivas de evolução do desemprego nos próximos 12 meses.

Verificando-se, também, uma evolução francamente positiva do sentimento dos empresários com o indicador de confiança na indústria transformadora a progredir 2,4 pontos (para -13,3 pontos - valor que corresponde ao melhor resultado desde julho de 2011), a confiança no comércio a retalho a subir 1,7 pontos (para -11,8 pontos - valor que corresponde ao melhor resultado desde março de 2011), a confiança na construção a aumentar 8,9 pontos (para -53,2 pontos - que é o valor mais elevado desde abril de 2011) e a confiança nos serviços a aumentar 3,8 pontos (para -18,9 pontos que é o valor mais elevado desde junho de 2011).

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Evolução do PIB - 2.º trimestre de 2013

De acordo com a estimativa rápida divulgada pelo INE:
"O Produto Interno Bruto (PIB) registou, em termos homólogos, uma diminuição de 2,0% em volume no 2º trimestre de 2013, face à variação de -4,1% observada no 1º trimestre, de acordo com a estimativa rápida das Contas Nacionais Trimestrais. Comparativamente com o trimestre anterior, o PIB aumentou 1,1% em volume.
A diminuição menos intensa do PIB em termos homólogos no 2º trimestre traduziu sobretudo a redução menos acentuada do Investimento, com destaque para a FBCF em Construção, e a aceleração expressiva das Exportações de Bens e Serviços, em parte associada ao efeito de calendário relativo ao período da Páscoa (celebrada, em 2012, em abril e, em 2013, em março)."

Efectivamente, a informação disponível para os meses de março e abril revela a existência de um efeito significativo que prejudicou o crescimento no primeiro trimestre e beneficiou a evolução da economia no segundo trimestre. Note-se contudo que considerando a média do primeiro semestre de 2013 - como forma de atenuar aquele efeito - teremos, ainda assim, um crescimento do PIB de cerca de 0,2% face ao nível observado no 4.º trimestre de 2012.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Dados do comércio internacional - junho 2013

De acordo com os dados do comércio internacional do mês de junho de 2013 hoje divulgados pelo INE, a taxa de variação homologa mensal (tvhm) das importações foi de +0,9% (-3,1% no mês anterior) enquanto que para as exportações foi de -1,2% (+5,1% no mês anterior). Excluindo o comércio internacional de combustíveis e lubrificantes a tvhm é de -1,4% (-0,3% no mês anterior) para as importações e de -2,4% (+3,4% no mês anterior).

Esta significativa desaceleração das exportações está associada ao comportamento das saídas para os outros Estados membros da UE relativamente às quais se regista uma tvhm de -4,5% (+3,8% no mês anterior) continuando as exportações para outros países a registar um comportamento bastante favorável (tvhm de +8,0% em junho face a +8,2% no mês anterior).

No conjunto do 2.º trimestre a tvh das importações e exportações é de +2,1% e +3,6%, valores muito influenciados pelos resultados relativos ao mês de abril.