terça-feira, 28 de setembro de 2010

Contas trimestrais por sector institucional

Os dados hoje divulgados pelo INE revelam que, nos doze meses terminados no final do 2.º trimestre, as necessidades de financiamento da economia portuguesa ascenderam a 9,2% do PIB (isto apesar do comportamento anémico da FBCF que em termos de percentagem do PIB se quedou pelos 19,4%). As necessidades de financiamento da economia correspondem grosso modo às necessidades de financiamento das administrações públicas que no mesmo período ascenderam a cerca de 9,5% do PIB.

O facto das necessidades de financiamento do SPA terem ascendido, no primeiro semestre, a 8.063 milhões de euros (mais 462 milhões do que em 2009), implica que para atingir a meta dos 7,3% de défice será necessário que no segundo semestre as necessidades de financiamento não ultrapassem cerca de 4.400 milhões de euros ou seja menos cerca de 3.600 milhões de euros do que o registado no segundo semestre de 2009 e dá uma ideia da dimensão do esforço de consolidação orçamental que será necessário efectuar nesta segunda metade do ano.

1 comentário:

Daniel Conceição disse...

Eu duvido que se consigam fazer os cortes, não há vontade para tanto.
Só por imposição externa e mesmo assim provavelmente nos sítios errados.
Mas enfim, mutatis mutantis poder-se-ia adoptar esta medida:

"O parlamento islandês decidiu julgar, num tribunal especial, Geir Haarde, que liderava o executivo quando o país entrou em falência, em 2008.
A decisão de julgar Geir Haarde foi aprovada pelo parlamento e vem no seguimento de uma recomendação emitida pela comissão oficial que investigou o colapso bancário e financeiro da Islândia.

Geir Haarde é acusado de ter permitido uma expansão desenfreada do sector bancário islandês sem qualquer controlo estatal, com consequências fatais para a economia do país.

Outros três ministros do executivo da altura, para além do ex-governador do banco central, o chefe da bolsa e dezenas de líderes da banca podem vir, nas próximas semanas, a juntarem-se à lista de personalidades acusadas de participação na ruína financeira de um dos países mais ricos do mundo.

A decisão de julgar o antigo primeiro-ministro constitui um forte sinal para a classe política islandesa de que a imunidade política pouco vale quando o interesse nacional está em jogo."
in http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?
content_id=1673579
Ou se calhar, nem assim com o actual estado da justiça...